Instituto Serrapilheira divulga primeira chamada pública na área da ciência

O Instituto Serrapilheira, um dos mais novos associados GIFE, apresentado aqui recentemente, acaba de lançar sua primeira chamada pública de projetos. O foco, alinhado à missão da organização, são iniciativas ligadas à pesquisa científica nas áreas de ciências da computação, ciências da terra, ciências da vida, engenharias, física, matemática e química. O conteúdo da chamada está disponível para consulta no site do instituto e as inscrições terão início na primeira metade de agosto.

O Serrapilheira foi criado para identificar e apoiar projetos de pesquisa e divulgação científica realizados no Brasil. Neste primeiro esforço, serão selecionados 70 projetos com investimento inicial na casa dos R$ 100 mil. Depois de um ano, de 10 a 20 projetos dentre selecionados serão contemplados com aportes de até R$ 1 milhão para três anos de pesquisa.

Podem se inscrever pesquisadores com título de doutorado a partir de 2007 com algum vínculo com universidades, institutos ou entidades sediadas no Brasil, públicas ou privadas, e que realizem pesquisa científica. Os projetos devem ser conduzidos no país, embora se admita que parte da atividade seja desenvolvida no exterior, como o trabalho de campo ou trabalhos colaborativos de pesquisa.

“Com esta primeira chamada, queremos identificar e apoiar os melhores jovens pesquisadores no Brasil. Aqueles que estejam fazendo as grandes perguntas dos seus campos. O instituto não terá preferência por ciência pura ou aplicada, nem deixará de apoiar projetos de pesquisa arriscados, nos quais o pesquisador audacioso nem sempre será bem sucedido”, explica Hugo Aguilaniu, diretor-presidente do Serrapilheira.

A avaliação dos projetos inscritos ficará sob responsabilidade de um conselho científico formado por 12 cientistas que atuam no Brasil e no exterior. A divulgação dos resultados acontece até o final deste ano.

 

Compromisso com a ciência

O Serrapilheira é uma instituição privada sem fins lucrativos criada para valorizar a ciência e aumentar sua visibilidade e impacto no Brasil. Trata-se de uma organização que atua com recursos oriundos de um fundo patrimonial constituído por doação em caráter irrevogável dos acionistas Branca e João Moreira Salles.

O recurso do fundo patrimonial é projetado na casa dos R$ 350 milhões. Para seu orçamento, será utilizado o ganho real – receita bruta acima da inflação, menos impostos – resultante da aplicação financeira deste montante.

A operação do instituto tem como liderança o geneticista francês Hugo Aguilaniu, como diretor-presidente, e o pesquisador brasileiro Edgar Dutra Zanotto, à frente do Conselho Científico

Confira aqui o edital na íntegra.

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