Nova pesquisa salarial do GIFE traça perfil do investimento social privado na área

Quais são os salários, benefícios e programas de remuneração em organizações de investimento social privado? Que iniciativas as instituições têm desenvolvido neste campo? Com a proposta de traçar o perfil do setor e trazer as especificidades das organizações da área, o GIFE acaba de lançar a  terceira edição da Pesquisa Salarial, aplicada junto aos seus associados.

O lançamento aconteceu durante evento promovido no dia 28 de setembro, em São Paulo. A pesquisa, que é realizada a cada dois anos pelo GIFE, foi conduzida pela Taji, empresa de consultoria especializada em remuneração. “Trata-se de uma importante ferramenta na Gestão de Pessoas, que permite que a organização compare suas práticas de salários e benefícios com o mercado de institutos e fundações”, destacou Marisa Ohashi, gerente Administrativo-Financeira do GIFE.

Durante o evento, foram apresentados os principais resultados da pesquisa, que contou com a participação de 16 associados. Sobre o perfil das organizações participantes, observou-se que, em sua maioria, são de origem empresarial (56%), com orçamento até R$ 10 milhões (37%) e entre R$ 11 e 20 milhões (25%), e apresentam estruturas enxutas, de até dez funcionários (37%) e entre 11 e 20 funcionários (25%).

Um dado relevante do estudo é que 75% das organizações possuem um programa de remuneração variável, ou seja, além do salário base fixo, os funcionários recebem conforme a sua performance. A maioria é por bonificação.

“A remuneração variável é bastante comum no setor privado e isso vem crescendo no setor social. Este resultado é muito interessante, pois mostra que as organizações têm se estruturado por meio de um planejamento e processos, priorizando esforços em metas estabelecidas  e conectando a performance de seus profissionais a este sistema”, destacou a gerente do GIFE.

Outro resultado que chamou a atenção na pesquisa é que as organizações têm sido competitivas no que se refere à prática salarial. Isso porque a maior parte das participantes (31%) busca praticar a mediana do mercado ou o 3º quartil (19%, um mix entre 3º quartil e mediana, e 19% com 3º quartil).

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Fonte: Catho

Exemplos

O evento contou ainda com o painel “Práticas das organizações na Gestão de Pessoas em tempos de desafios orçamentários”. Para isso, dois associados apresentaram suas práticas, com soluções que as organizações adotaram para contornar esta questão. Felipe Ferri, gerente de Estratégia e Operações da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, indicou que a organização está realizando uma revisão estratégica a fim de refinar seu modelo de atuação, e assim ganhar mais eficiência em seus processos. Além disso, vêm investimento na estruturação e alinhamento das políticas e procedimentos de Gestão de Pessoas.

Juliana Santana, gerente de Projetos da Fundação Bunge, que sediou o evento, mostrou que a entidade vem trabalhando intensamente com o aumento da eficiência, ancorado nas práticas de Gestão por Competências. Por meio da revisão da estratégia (estruturação de um Balanced Scorecard da instituição), da reescrita dos cargos, a fundação pôde fazer um diagnóstico de seu quadro, buscar treinamentos e capacitações para cobrir as lacunas.

Iatio Miyamura, sócio consultor da Taji, encerrou o painel frisando a importância da política de Gestão de Pessoas, em especial a de remuneração, estar alinhada ao orçamento da organização. Os salários devem ser competitivos para atrair e reter bons profissionais, mas devem ser viáveis do ponto de vista orçamentário. Neste sentido, criticou o que chamou de “auto-crescimento” da folha de pagamento, ou políticas que geram crescimento da folha automaticamente, como reajustes atrelados ao número de anos de experiência ou aumento de nível de escolaridade. Por fim, recomendou que mérito deve ser reconhecido pela remuneração variável ao invés de evolução na faixa salarial e promoções devem levar em conta o potencial do funcionário ao invés de performance no cargo atual.

Acesso aos dados

Os resultados da pesquisa salarial estão disponível para compra e incluem um relatório dos resultados salariais com as medidas estatísticas apresentadas no trabalho, conclusões gerais sobre o mercado pesquisado e relatório de política de benefícios e práticas de remuneração.

A partir da pesquisa, as organizações poderão analisar de que forma estão em relação a este mercado e tomar decisões no que se refere a suas práticas de remuneração e benefícios, sempre levando em conta sua viabilidade orçamentária.

Para mais informações entre em contato com o GIFE pelo e-mail pesquisa@gife.org.br ou (11) 3816-1209.

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