Papel da filantropia na construção da Nova Agenda Urbana é tema de debate na Habitat III

A Nova Agenda Urbana proposta pela Organizações das Nações Unidas coloca as grandes cidades como ferramentas de desenvolvimento, locais de transformação e, ao mesmo tempo, força transformadora da sociedade. Nesse contexto, as organizações filantrópicas exercem um importante papel para a articulação de ações que promovam um desenvolvimento urbano cada vez mais sustentável.

Para discutir a atuação das fundações na construção da Nova Agenda Urbana, a Habitat IIIConferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, que acontecerá em Quito, no Equador, de 17 a 20 outubro, promove a mesa redonda “Fundações e Filantropias”. A ideia será explorar práticas inovadoras que contribuam para a implementação da agenda e sua relação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Representantes de fundações de diversas localidades, como Brasil, Colômbia, Quênia, Indonésia, entre outras, irão refletir sobre o papel do setor filantrópico; explicar por que o setor deve se preocupar com a Nova Agenda Urbana; como parcerias intersetoriais podem ser mais eficazes; além de mostrar uma variedade de ferramentas inovadoras, processos e casos práticos.

“O setor filantrópico é um dos 15 stakeholders que fazem parte da Assembleia Geral de Sócios (AGS). Cada grupo irá construir um conjunto de insights e recomendações de políticas sobre o seu papel no desenvolvimento urbano sustentável, além de compartilhar as melhores práticas e divulgar os compromissos assumidos para a implementação da Nova Agenda Urbana”, explica Oscar Fergutz, diretor programático da Fundação Avina, uma das instituições à frente da organização da mesa redonda.

Atividades conjuntas do setor

Durante a programação da Habitat III serão organizados também diversos eventos paralelos promovidos por fundações. Para articular ainda mais o setor durante a conferência, a Fundação Avina e a Fundação Ford promovem uma pesquisa para levantar informações sobre quais fundações e instituições estarão presentes no evento; se propuseram alguma atividade paralela e quais têm interesse em participar de ações com outras instituições com propostas semelhantes.

“O objetivo é que todos possam prestigiar os eventos uns dos outros, trocar experiências, avaliar complementaridades e aumentar a rede de articulação entre as fundações”, comenta Oscar. Para responder a pesquisa, basta clicar aqui. O levantamento deve ser preenchido até o dia 23 de setembro, para que os organizadores tenham tempo hábil para coordenar todas as atividades.

A articulação entre as organizações filantrópicas, porém, irá além da Habitat III. Com base na Funders’ Forum on Sustainable Cities (FFSC) – rede global colaborativa para aumentar o papel e a eficácia das fundações na promoção do crescimento inclusivo nas cidades – foi elaborado um documento com as experiências das organizações filantrópicas que estão profundamente envolvidas no apoio a agendas urbanas em diferentes regiões do mundo.

A partir desse documento, está sendo organizada uma campanha para as fundações, mesmo as que não participarão da Habitat III, para que afirmem seu apoio ao papel da filantropia no desenvolvimento urbano sustentável e fortaleçam a rede de articulação do setor. “Há diversas ações coincidentes e temos que aproveitá-las da melhor maneira, inclusive visando o não desperdício de recursos. Há também causas complementares, que podem ser mais eficazes se trabalhadas num contexto de colaboração e parceira”, explica Oscar.

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