Programa Escolas Transformadoras, realizado pela Ashoka e Instituto Alana, seleciona novas iniciativas

O Programa Escolas Transformadoras, uma iniciativa global da Ashoka realizada no Brasil em conjunto com o Instituto Alana, está selecionando novas escolas para participarem. O programa teve início nos Estados Unidos, em 2009, e de lá para cá espalhou-se por 34 países. Hoje conta com uma rede formada por mais de 270 escolas, sendo 15 brasileiras.

A iniciativa acredita que a escola é um espaço privilegiado para proporcionar experiências capazes de formar sujeitos com senso de responsabilidade pelo mundo: crianças e jovens aptos a assumir papel ativo diante das mudanças necessárias, em diferentes realidades sociais e amparados por valores e ferramentas como a empatia, o trabalho em equipe, a criatividade e o protagonismo.

“Buscamos histórias de escolas que possam inspirar e mobilizar não apenas suas próprias comunidades, como todo o Brasil e o mundo. Nesses três primeiros anos, o programa reconheceu 15 escolas em diversos estados brasileiros. Esse número ainda é pequeno se pensarmos no tamanho da rede de escolas públicas, privadas e comunitárias do Brasil.  O desafio, nesse momento, tem sido o reconhecimento de escolas nas regiões Centro-Oeste e Norte do país”, ressalta Raquel Franzim, assessora pedagógica do Programa Escolas Transformadoras.

Neste momento, estão em processo de reconhecimento três escolas e, até o final de 2017, a expectativa é trazer para a comunidade do programa mais seis instituições de ensino.

Para participar, as escolas devem atender a alguns critérios de seleção. Entre eles estão: alinhamento com a visão de que “todos podem ser transformadores”; aprendizagem ativa: ver os educandos como sujeitos ativos de suas aprendizagens; inovação: demonstrar capacidade de inovar, criando e aplicando novas ideias em educação, ao invés de apenas seguir modelos já estabelecidos; influência e colaboração: ter vocação, condições e vontade de influenciar o ecossistema da educação no Brasil.

Além disso, é importante que a equipe seja comprometida com essa visão de educação transformadora, se sinta motivada a promover mudanças positivas na sociedade e tenha entusiasmo para compartilhar e aprender.

“Procuramos reconhecer nas escolas histórias que revelam a visão de que toda criança, jovem, educador pode ser um agente de transformação. São histórias únicas, singulares. O grande destaque dessas escolas é que elas acreditam na força das relações humanas pautadas na empatia, no trabalho em equipe, na criatividade e no protagonismo. Importante destacar também que essas escolas já demonstram o impacto de seus trabalhos, como influência em política educacional do município, estado ou país, em transformações positivas em seus territórios etc.”, enfatiza a assessora do programa.

 

Processo de seleção

Após a inscrição pelo site (clique aqui), o processo de reconhecimento engloba várias etapas. A equipe do programa realiza análise dos materiais da escola e conversas por telefone ou à distância com as lideranças e os professores. Em seguida, é feita uma visita para acompanhar o trabalho de perto e escutar diferentes atores que participam do dia a dia da escola, como estudantes, funcionários, pais, ex-alunos etc. Após a visita, a escola ainda é apresentada em um pré-painel de considerações e observações pelos integrantes do programa de outros países. Ao final, a instituição de ensino é convidada para vir a São Paulo e apresentar seu trabalho para convidados ou integrantes da comunidade do programa.

“Todo o processo de deliberação da entrada ou não da escola é coletivo e democrático. Ouvimos e consideramos diversas vozes, perspectivas não apenas da equipe brasileira e global, como também de profissionais de reconhecida contribuição no meio educacional, na comunicação e no empreendedorismo social. Esse processo tende a levar de três a quatro meses”, explica Raquel.

 

Na prática

Depois de selecionadas, as escolas passam a fazer parte de uma comunidade com diversos profissionais que comungam da visão de que todos podem ser transformadores. Fazem parte desse grupo jornalistas, professores universitários, representantes do poder público e do terceiro setor, especialistas e artistas.

“Somos articuladores entre as escolas e uma comunidade mais ampla na qual não apenas escolas e seus educadores participam. Conectamos as escolas a profissionais da comunicação, especialistas em educação, empreendedores sociais Ashoka. Acreditamos que a diversidade fortalece a disseminação da mensagem do programa de um jeito mais amplo, ou seja, que esse tipo de conversa sobre educação impregne toda a sociedade. Além disso, escolas e toda a comunidade de ativadores se envolvem em ações criadas por eles mesmos ou fomentadas pelo programa”, observa a assessora.

Entre as ações promovidas pela iniciativa estão rodas públicas de discussões sobre os valores que norteiam o programa. Em 2016 foram realizados debates sobre empatia e protagonismo, com o lançamento de uma publicação sobre empatia (clique aqui). O livro sobre protagonismo deverá estar pronto em meados de junho. A primeira roda deste ano está programada para abril.

Neste ano, o programa promove ainda a série “Escolas Transformadoras debate – Ensino Médio para além da reforma”. No dia 06 de março foi realizado evento dessa série, cujo registro encontra-se disponível na página do programa no Facebook. Para o segundo semestre, com o patrocínio do Instituto Jama e produção do Estúdio Cais, o programa lançará uma publicação sobre as experiências das 15 primeiras escolas reconhecidas.

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