Fundação Nestlé lança segunda edição do prêmio Crianças mais Saudáveis

É na escola e com os colegas e professores que acontece grande parte do desenvolvimento afetivo, social e físico de crianças e jovens. Para que esse processo aconteça de forma satisfatória, é necessário atenção em diversas áreas, entre elas a alimentação. Pensando em reconhecer iniciativas que promovem hábitos saudáveis, a Fundação Nestlé Brasil acaba de lançar a segunda edição do Prêmio Crianças Mais Saudáveis.

A chamada vai selecionar os dez projetos mais engajados com a promoção de pelo menos um entre cinco hábitos saudáveis: escolha de opções nutritivas e variadas, brincar ativamente, beber água, aproveitar as refeições juntos e porcionar as refeições.

Taissara Martins, gerente de criação de valor compartilhado da Nestlé, explica que as iniciativas devem se relacionar diretamente com a promoção da melhoria da alimentação, um ambiente que permita que a alimentação seja mais saudável ou o incentivo da prática de atividades físicas a partir de ações de brincar ativamente.

Com isso, a Fundação Nestlé Brasil espera não só reconhecer as escolas e profissionais da educação que promovem boas práticas de educação alimentar, nutricional e atividades físicas, mas também estimular que outras instituições de ensino em todo o país comecem a debater o tema, tenham consciência sobre a importância dessas ações e coloquem-nas em prática.  

Edição 2019

Podem participar da chamada iniciativas relacionadas diretamente a alimentação, esportes e também aquisição de materiais e reformas de espaços como quadras e refeitórios. Mas vale ressaltar que o prazo total de implementação das ações deve ser de até seis meses e reformas devem ter duração máxima de três meses.  

A principal novidade da edição com relação ao prêmio do ano passado é a abertura do edital a toda e qualquer escola pública do Brasil. Taissara afirma que em 2018, por se tratar da primeira edição de uma chamada de projetos escolares, a Fundação limitou as inscrições a instituições públicas de ensino do estado de São Paulo e Bahia. Na ocasião, foram premiadas iniciativas de Sorocaba, Caraguatatuba, Botucatu, Botuporã, Marília, São Francisco do Conde, Salvador, Ilhéus, Aspásia e Cafarnaum.

Segundo a gerente, um dos projetos premiados em 2018 conseguiu envolver diferentes esferas do programa e da vida escolar. A Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Prof. Euclydes Ferreira, de Caraguatatuba (SP), solicitou a construção de uma sala com bicicletas ergométricas para que a energia gerada pelas pedaladas dos alunos proporcionasse o funcionamento do sistema de irrigação da horta da escola.

“O projeto envolve alimentação saudável, pois a horta fornece verduras para a hora da merenda e atividade física porque para irrigar a horta os alunos precisam gerar energia pedalando. Além disso, o time de robótica da escola desenvolveu o sistema que usa a energia gerada para alimentar o sistema de irrigação. Eles se organizaram muito, tinha uma tabela com o tempo que cada um tinha que pedalar para gerar a energia necessária. É um projeto do qual temos muito orgulho”, ressalta.  

A gerente cita também a criação de uma pista de atletismo na escola estadual José Dos Santos, em Aspásia (SP). “Foi a primeira pista de atletismo em uma escola estadual. Esse projeto traduz a amplitude de possibilidades que temos dentro dos dez selecionados. Tivemos desde uma escola que inscreveu uma reforma de refeitório até outra que construiu uma horta e outra que pediu uma pista e equipamentos de atletismo.”

Seleção

A seleção das propostas será feita por uma comissão composta por especialistas em educação e nutrição, além de representantes da Fundação Nestlé. Para selecionar os projetos, o grupo irá considerar critérios como aderência aos cinco hábitos saudáveis; estímulo de hábitos alimentares, atividades físicas, ampliação do paladar e repertório nutritivo dos alunos; número de beneficiados; amplitude do projeto; interdisciplinaridade; coerência entre recursos solicitados e objetivos do projeto; grau de inovação das estratégias de ensino, entre outros.

Os dez projetos selecionados irão receber R$ 35 mil e uma oficina presencial em São Paulo para um professor e um profissional da equipe gestora da escola. A ideia é qualificar e aprofundar os projetos e pensar em outras possibilidades de ação para complementar a proposta. Além disso, durante toda a realização do projeto, o professor encarregado da iniciativa receberá apoio da Fundação Nestlé.

“Em 2019, a formação dos educadores vai ser ainda mais robusta, já que os projetos são desenvolvidos do começo ao fim por esses profissionais. Com todo acompanhamento da Nestlé, eles aprendem a fazer orçamento, conversar e cobrar fornecedores, fazer pagamento, entre outras coisas. É um aprendizado enorme em termos de criação e execução de projetos”, afirma Taissara.

Além do contato inicial, também haverá um acompanhamento semanal para que a Fundação possa se inteirar do andamento de obras e auxiliar os professores a ‘desatar possíveis nós’ no cronograma.  

Taissara acredita que a formação de uma rede de aprendizado dos projetos selecionados, um dos benefícios do prêmio, é o que dá robustez à chamada. “Nós mantemos contato com as escolas e os alunos vencedores. Eles passaram a fazer parte de um grupo de conhecimento onde compartilham boas ações. Conforme os projetos vão se desenvolvendo ao longo do ano, mais o grupo se consolida e se apoia.”

Inscrições

Somente atividades desenvolvidas em níveis do Ensino Fundamental I e II poderão participar da seleção. A inscrição deverá ser feita em nome de um professor da instituição – que deverá se cadastrar no site do Prêmio – até 22 de abril, mediante preenchimento do formulário disponível no site da chamada.

A divulgação dos resultados acontecerá em maio. Todas as regras do prêmio estão dispostas no regulamento, que pode ser acessado neste link. Eventuais dúvidas devem ser esclarecidas pelo telefone (11) 4550-3904 ou e-mail [email protected].

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