Investidores sociais privados fazem balanço de 2012

Para começar bem 2013, perguntamos aos investidores sociais quais foram os grandes desafios em 2012 no campo em que atuam. Neste redeGIFE especial de fim de ano, eles fazem um balanço do ano, em áreas como desenvolvimento comunitário, juventude, defesa de direitos, meio ambiente, entre outros.

Desenvolvimento Comunitário
“O ano de 2012 foi o ano de consolidação da estratégia de investimento social da BRF, incluindo a fundação do Instituto BRF e a aplicação da norma que formaliza o papel dos Comitês de Investimento Social na gestão do investimento social da companhia, bem como a sua composição. Focamos a promoção do desenvolvimento local e atuamos ao longo do ano em três pilares estratégicos terceiro setor, políticas públicas e redes intersetoriais, tendo como premissas o fortalecimento do capital social e o trabalho intersetorial.

Os programas e projetos realizados ao longo do ano beneficiaram milhares de pessoas. Nosso programa de voluntariado foi um importante carro-chefe nesta nova fase, com cerca de 4.000 voluntários inscritos, foram cerca de 160 ações realizadas em parceria com a comunidade ao longo do ano.”
Luciana Lanzoni, diretora-executiva do Instituto BRF.

Formação de jovens
“”Este ano nos trouxe muitos desafios, sobretudo no âmbito de expansão de nosso Projeto Formare. Por outro lado, a sensação é que o empresariado tem dado sinais mais claros de reconhecimento da importância do Formare como ferramenta de qualificação profissional e suporte de melhora do ambiente e produtividade internos. Na medida em que alia teoria e prática, ele propõe uma alternativa para este quadro tão desalentador de falta de mão de obra.””
Beth Callia, coordenadora geral da Fundação Iochpe.

Assistência Social
“Entre as diversas atividades realizadas em 2012, destacamos duas iniciativas: o Projeto Garoto Cidadão, de fomento à cultura e à educação em tempo integral, que chegou esse ano a 2.200 atendidos, com um novo jeito de fazer a partir da reformulação dos objetivos e conceituação metodológica iniciadas em 2010; e o Programa Histórias que Ficam, de fomento ao Cinema, que incentivou a produção de quatro documentários de jovens cineastas, contribuindo assim para a Cultura e Educação nas cidades onde a CSN possui unidades de negócio.”
Mônica Fogazza, presidente da Fundação CSN.

Defesa de direitos
“Em 2012, a Childhood Brasil deu alguns importantes passos para a capilaridade de suas iniciativas, como a assinatura de um termo de cooperação com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a capacitação de profissionais que trabalham diretamente com crianças e adolescentes vítimas de violência sexual, além de uma parceria com a Fundação Getúlio Vargas para o desenvolvimento de indicadores e metodologias que vão trazer um equilíbrio maior entre o crescimento econômico e o impacto social em municípios que recebem grandes empreendimentos.”
Ana Maria Drummond, diretora executiva da Childhood Brasil.

Apoia à gestão
“Ano desafiador, devido à implementação nas entidades beneficentes de assistência social de inúmeros novos processos para garantir ao cumprimento das atuais normas contábeis estabelecidas, em especial àquelas que dão suporte à lei de certificação – CEBAS. A FEAC não só modelou os novos processos como assessorou dezenas de entidades a incorporarem em suas rotinas administrativas.”
Arnaldo Rezende, superintendente-executivo da Fundação FEAC.

Meio Ambiente
“O ano de 2012 foi muito marcante e extremamente produtivo para a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. O 7º Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação foi o destaque do ano com o tema “Áreas protegidas: um oceano de riquezas e biodiversidade”. Também merece ênfase a participação da Fundação Grupo Boticário na Rio+20, na qual foi lançada a expansão nacional do Projeto Oásis, iniciativa de pagamento por serviços ambientais que passou a ser configurável para qualquer município. Com tudo isso, o ano de 2012 foi, para nós, repleto de aprendizado e trabalho.”
Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Esporte
“O ano de 2012 para o Instituto BM&FBOVESPA ficou marcado por duas importantes iniciativas: em março relançamos a BVSA, Bolsa de Valores Socioambientais (BVSA), projeto pioneiro no mundo que consiste numa plataforma virtual para doações. Passamos a selecionar os projetos das ONGs com foco nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e reformulamos completamente o site, oferecendo mais facilidade ao doador e implementando novas funcionalidades, como as doações internacionais, ampliando assim o alcance da BVSA e colaborando para a disseminação de uma cultura de doação qualificada. Destaco também a inauguração do Centro de Treinamento do Clube de Atletismo BM&FBOVESPA em São Caetano do Sul, projeto que há 10 anos impulsiona o desenvolvimento desta modalidade, altamente inclusiva, no País.””
Sonia Favaretto, Superintendente do Instituto BM&FBOVESPA.

Saúde
Para o Instituto Avon, 2012 foi um ano de avanços significativos, em especial para nossa campanha “Avon Contra o Câncer de Mama”. Outro lançamento importantíssimo foi a edição 2012 da pesquisa “Instituto Avon / Data Popular – Percepções sobre o câncer de mama: Quem são os aliados da mulher?”, que trouxe dados inéditos sobre os medos, a simbologia e a importância da rede de apoio da mulher que se vê diante de um diagnóstico de câncer de mama. Esses dados são valiosos para embasar políticas públicas e o trabalho de organizações que atuam diretamente com essas mulheres e suas famílias. Por fim, nossas causas ganharam uma bela defensora: Luiza Brunet, modelo e empresária, que se tornou Embaixadora do Instituto Avon, para nos ajudar na defesa da detecção precoce do câncer de mama e no combate à violência doméstica, as duas grandes causas que a Avon defende em todo mundo.
Lírio Cipriani, diretor executivo do Instituto Avon.

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