Os desafios da valorização docente no Brasil

O piso salarial de professores nos anos finais do Ensino Fundamental no Brasil é o mais baixo entre 40 países, segundo relatório recente da Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE). A valorização dos profissionais da educação, entretanto, vai muito além da remuneração. No mês dos professores, o Especial redeGIFE ouviu educadores e especialistas para mapear as principais demandas e desafios desses profissionais e conversou com organizações que atuam na educação para refletir sobre essas percepções.
A importância dos professores é tema central para os debates sobre qualidade da educação. Mas, enquanto espera-se que os docentes sejam mediadores da aprendizagem, é necessário garantir condições para sustentar a atuação desses profissionais: com um processo formativo de qualidade, uma carreira bem estruturada, e boas condições de trabalho. Realidade distante para grande parte dos educadores brasileiros. De acordo com o estudo Education at a Glance 2021, divulgado em setembro pela Organização para Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), o piso salarial dos professores brasileiros que atuam nos anos finais do Ensino Fundamental é o mais baixo entre 40 países. Usando uma escala de paridade do poder de compra para possibilitar a comparação dos salários, se no Brasil o salário inicial desses profissionais corresponde a 13,9 mil dólares anuais, na Alemanha chega a 70 mil dólares. 
40.707 dólares (R$ 224.295,57)
Países da OCDE
25.030 dólares (R$137.915,30)
Brasil

Educação Infantil

45.687 dólares (R$ 251.735,37)
Países da OCDE
25.366 dólares (R$ 139.766,66)
Brasil

Anos iniciais do Ensino Fundamental

Reportagem do jornal O Estado de S.Paulo compara média salarial dos professores da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental no Brasil e em países da OCDE. 

*Todas as estimativas em reais foram realizadas a partir da cotação do dólar americano do dia 19 de outubro, de R$ 5,51.  

O quesito remuneração é só um dos elementos de uma equação complexa. Segundo a pesquisa Reading Between the Lines – What the World really thinks of Teachers, realizada pela Varkey Foundation, entre 35 países analisados, o Brasil é a nação na qual os professores têm menor prestígio na sociedade. Por outro lado, a pesquisa mostra que as notas do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) são consideravelmente mais altas em países que valorizam mais seus educadores.  Outro achado da pesquisa revela uma relação entre reconhecimento público e gênero: nos locais onde a maioria dos professores são mulheres, a percepção positiva da profissão pela sociedade é mais baixa. No Brasil, as mulheres são maioria na educação. De acordo com dados do Censo Escolar 2020, 96,4% dos docentes da Educação Infantil brasileira são do sexo feminino, 88,1% no Ensino Fundamental e 57,8% no Ensino Médio. Na gestão, 80,6% das pessoas em cargo de diretoria são mulheres. 

Mulheres são maioria na Educação

96.4%

Educação Infantil

88.1%

Ensino Fundamental

57.8%

Ensino Médio

80.6%

Diretoria

Multiplicidade de desafios

Atuar em uma sala de aula no Brasil significa ter estudantes vindos de diferentes contextos familiares, múltiplas dificuldades de aprendizagem, distorções idade-série, profundas e marcantes desigualdades de acesso a recursos tecnológicos e sinal de internet, falta de infraestrutura básica na escola, entre outras questões.    

Em 2020, 4 mil escolas não tinham banheiros, 8 mil não tinham água potável, 17 mil escolas urbanas não tinham internet banda larga e, nas escolas rurais, era maior a quantidade daquelas que não tinham internet, 27 mil, do que as que têm - 23 mil.

98,2% das redes municipais ouvidas na Pesquisa Undime Educação na Pandemia 2021 usaram material impresso como estratégia de ensino não presencial

Impotência e solidão diante de desafios sistêmicos e complexos da educação

Falta ambiente que estimule e facilite o diálogo e a colaboração entre colegas

Pouca interação entre a produção acadêmica do campo da pedagogia e a realidade diária nas salas de aula brasileiras

Sentimento de exposição e vulnerabilidade por serem vistos como os únicos responsáveis por transformar a realidade das comunidades onde atuam

Políticas públicas e a valorização docente

O Plano Nacional de Educação (PNE), política que determina as diretrizes, metas e estratégias para a política educacional até 2024, traz aspectos fundamentais para a melhoria da prática e valorização docente em três metas específicas. 

META 16

Formar, em nível de pós-graduação, 50% dos professores da Educação Básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a todos(as) os(as) profissionais da Educação Básica formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de ensino.

META 17

Valorizar os(as) profissionais do magistério das redes públicas de Educação Básica de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos(as) demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência deste PNE.

META 18

Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os(as) profissionais da Educação Básica e Superior pública de todos os sistemas de ensino e, para o plano de carreira dos(as) profissionais da Educação Básica pública, tomar como referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal.

Formação inicial inadequada

A essa conjuntura de desafios complexos, soma-se uma formação inicial inadequada diante das questões que serão enfrentadas no ‘chão da escola’. O diagnóstico faz parte dos Retratos da Carreira Docente, do Instituto Península.  Dos 1.800 professores ouvidos no estudo, 65% (1.200 educadores) concordam que a formação de professores no Brasil não prepara para a complexidade das situações com as quais esses profissionais têm que lidar diariamente.  Para enfrentar os desafios reais das salas de aula brasileiras, 50% dos respondentes afirmaram que fazem algum curso de aperfeiçoamento, com o principal objetivo de melhorar suas práticas cotidianas.
0 %
não pretendem mudar de profissão
0 %
se consideram importantes na vida dos alunos

Sentimento de exposição e vulnerabilidade por serem vistos como os únicos responsáveis por transformar a realidade das comunidades onde atuam

“Essa visão do docente como um profissional pressupõe que um indivíduo não nasce professor e nem se torna professor por um processo natural e indeterminado, totalmente dependente de seu talento (VILLEGAS REIMERS, 2003). Pressupõe a necessidade de aprender a ser professor a partir de oportunidades de formação que se iniciem antes de seu ingresso na docência, durante a formação inicial, e que se prolonguem por toda a sua carreira, por meio da formação continuada”.

Formação inicial inadequada

O estudo Referenciais Profissionais Docentes para Formação Continuada, produzido pelo Profissão Docente, apresenta uma proposta para orientar os processos de formação continuada no Brasil pautada em três dimensões indissociáveis do exercício profissional docente.

1.

Conhecimento

Compreender o currículo, ter domínio didático-pedagógico, entender os estudantes e como eles aprendem.

2.

Prática

Planejar o ensino para promover a aprendizagem e o desenvolvimento dos estudantes, realizar intervenções pedagógicas diversas, criar e manter ambientes favoráveis à aprendizagem e a avaliação.

3.

Engajamento

Atuar em conjunto com a equipe escolar, interagir com as famílias e a comunidade e comprometer-se com seu próprio desenvolvimento profissional. 

Os impactos da pandemia para os docentes

As mudanças trazidas pela pandemia em 2020 foram repentinas e bruscas para a educação. Foi necessário migrar escolas e redes de ensino inteiras para o formato remoto, considerando os inúmeros desafios de conectividade no Brasil. Neste cenário, os professores foram os responsáveis por manter o vínculo com os alunos, atuando como uma ponte entre o sistema de ensino e crianças, jovens e suas famílias.  Durante esse período, escolas e redes de ensino atentaram-se para a importância de promover o acolhimento não só dos alunos, mas também dos profissionais da educação no período de retomada gradual das aulas presenciais, considerando o cenário de fragilidades emocionais depois de um longo período de isolamento social. Nesse contexto, a perspectiva de “cuidar de quem cuida dos estudantes” se torna ponto-chave para o aperfeiçoamento das competências socioemocionais dos professores.  Se sentir seguro, apoiado, capacitado e competente é imprescindível para que um educador possa desempenhar um bom trabalho dentro e fora da sala de aula.  Além do aprimoramento da formação inicial, que deve ir além de uma visão conteudista e conectar-se cada vez mais ao fazer docente, se faz necessário investir na formação e no desenvolvimento integral desses profissionais.

“Uma abordagem integral para aprendizagem e desenvolvimento permite considerar o ser humano em todas as suas dimensões – cognitiva, física, emocional, social, cultural e espiritual. Isso é especialmente importante se considerarmos que os desafios que um professor enfrenta ao ensinar não se restringem a planejar o ensino dos conteúdos disciplinares tradicionais, eles incluem também ajudar os alunos a se relacionarem de forma ética e democrática, a perseverarem diante de obstáculos no processo de aprendizagem, a conhecerem formas de modular suas emoções, a desenvolverem a empatia e a resiliência, entre outros.” 

Entretanto, milhares de educadores em vários cantos do país não receberam suporte para atuar de forma adequada remotamente – é o que apontam pesquisas e estudos lançados ao longo de 2020 e 2021. Muitos não tinham qualquer conhecimento sobre ferramentas tecnológicas de viés pedagógico, ao passo que tiveram que investir tempo e dedicação em tutoriais e cursos por conta própria.

Em contextos mais vulneráveis, há relatos de professores que investiram seus próprios recursos e entregaram materiais impressos aos estudantes a partir de jornadas percorridas de bicicleta. Outros, ligavam para rapidamente tirar dúvidas dos estudantes pelo único celular disponível na casa.

“Os docentes tiveram que equilibrar as novas demandas pedagógicas com questões emocionais e pessoais, fazendo com que ficassem sobrecarregados neste período. E isso tudo com o peso das preocupações com a saúde emocional e física dos seus alunos, e com sua aprendizagem e desenvolvimento. Outro desafio apontado pelos docentes diz respeito à adaptação dos conteúdos para as aulas remotas e a utilização de novas metodologias e ferramentas de ensino. São questões que evidenciam que a valorização da carreira docente não passa apenas pelo aspecto financeiro. Os professores querem ser respeitados pela sociedade e que a sua profissão seja motivo de orgulho para o país.”
Daniela Kimi
diretora de desenvolvimento
institucional e parcerias do Instituto Península

A pesquisa Retratos da Educação no Contexto da Pandemia do Coronavírus reúne os achados de cinco estudos e mostra um conjunto de dados que ajudam a entender como os educadores brasileiros atuaram durante o período de aulas presenciais suspensas e quais dificuldades enfrentaram.

No primeiro momento da pandemia, 68% dos professores da rede privada, 58% da rede estadual e 52% da rede municipal afirmaram ter dedicado mais tempo para estudar

Todos os estudos destacam o WhatsApp como a principal ferramenta de contato, tanto com os estudantes, como com suas famílias

67% dos professores declararam-se ansiosos

Na Educação Infantil e Ensino Fundamental, 89% e 86% dos professores, respectivamente, se sentiam pouco ou nada preparados para atuar no ensino remoto

Segundo as famílias, 58% dos estudantes que receberam atividades para realizar em casa têm dificuldade para manter rotina de estudos e de realizar atividades escolares e 46% não estão motivados para realizá-las

86% dos estudantes do Ensino Médio consideram difícil tirar dúvidas com professores sem contato presencial

A educação e o investimento social privado

De acordo com dados do Censo GIFE 2018, os investidores sociais seguem a tendência histórica de manter a educação como sua principal área de atuação, com 80% das menções. 

Entretanto, ao realizar uma análise mais profunda dessa atuação, observa-se que a maioria (39%) mencionou as subáreas de educação não formal e de temas específicos como as mais frequentes em seus projetos ou programas mais representativos.

A atenção aos profissionais da educação, que inclui a gestão da rede escolar, secretários e suas equipes, é uma subárea atendida por 27% dos respondentes do Censo. Infraestrutura é o foco de 12% dos respondentes, currículo escolar de 9%, entre outras vertentes. 

A partir da escuta de diversas vozes do setor da educação entre professores, coordenadores, diretores, dirigentes e outros especialistas, este Especial redeGIFE identificou os diferentes elementos envolvidos na valorização docente, segundo aqueles que vivenciam a educação todos os dias. O diagnóstico permite apontar de que forma institutos, fundações e empresas podem aprimorar sua atuação no campo, considerando que essa é a agenda que mais recebe investimentos do setor no Brasil. 

Os caminhos possíveis e suas subáreas estão dispostos em um infográfico. 

Vozes do Campo

“Acredito que institutos e fundações poderiam fazer essa formação de desenvolvimento humano dentro da escola. As coisas mudam quando começamos a nos olhar e cuidar do autoconhecimento, não só individual, mas dos coletivos da escola. Realizar um processo de transformação, inspiração e valorização não significa trazer algo pronto para dentro da escola e falar ‘façam assim’. É construir junto, porque cada escola e comunidade é única. Tudo começa pelo processo de escuta e parceria para construir as coisas em colaboração. Muitas vezes, a escola não sabe fazer isso, pois não recebemos uma formação nesse sentido, que é sempre muito voltada só para o lado pedagógico. Eu acredito que começa pelo desenvolvimento humano e então partimos para o pedagógico.”

Fabiana Costa

professora da Escola Municipal Dulce de Faria Martins Migliorini, de Itirapina, em São Paulo

“Muitos investidores sociais olham para a escola pública como um lugar que precisa ser melhorado. A questão não é o trabalho desenvolvido por eles, mas a forma como tudo isso é colocado para o professor pode ser ruim. Essa visão de ‘precisamos consertar essa escola pública que não está dando certo e para isso temos que colocar elementos que não são de lá’ é como se a escola pública precisasse perder sua origem, que é a origem da comunidade, para poder ser de qualidade. O auxílio deveria garantir a autonomia do professor. O que é importante para a escola pública é ter um professor capaz de ser autor do processo de aprendizagem junto com seus alunos e com a comunidade. Isso só acontece se o educador é seguro do conhecimento, se é trabalhado com ele questões democráticas, de gestão, espaço de fala, autoria, e eu não vejo muitos programas com essa visão sendo postos em prática.” 

Joice Lamb

coordenadora pedagógica da Escola Municipal de Ensino Fundamental Profª Adolfina J. M. Diefenthäler, de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.

“Acredito que a valorização do professor se dá em vários aspectos. Mas, atualmente, gostaria de pontuar a necessidade do educador ser ouvido na elaboração das políticas educacionais. Nós que estamos no ´chão da escola´ realmente sabemos as necessidades e prioridades educacionais para uma melhora no ensino. Acredito que ainda precisamos sensibilizar mais empresas, fundações e outros atores para esse trabalho conjunto.”

Ana Maria Lobo

diretora da Escola Municipal Wilson Hedy Molinari, de Poços de Caldas, em Minas Gerais.

“Penso que a intervenção de institutos e fundações ainda olha muito para o professor como um sujeito passivo, incapaz, em quem é necessário constituir capacidade. Acredito que seria super importante que o terceiro setor pudesse trabalhar cada vez mais com essa perspectiva de constituir redes colaborativas entre profissionais da educação, mais processos de coautoria com os profissionais e o reconhecimento dessa autoria por parte deles, além de criar estratégias junto às redes para a construção de programas de formação continuada que partam dos conhecimentos e das expertises dos profissionais das próprias redes.”

Natacha Costa

diretora executiva da Cidade Escola Aprendiz.

“Institutos e fundações atuam na fronteira entre a sociedade e o Estado, apoiando o Estado nas ações voltadas para a valorização do professor, mas com uma presença e uma capilaridade no universo da sociedade civil organizada. Dessa forma, essas organizações poderiam ajudar muito do ponto de vista da comunicação da valorização do profissional da educação na sociedade como um todo, de sabermos que o professor é um profissional muito importante que precisa ser valorizado. Essa é uma tarefa muito estratégica hoje porque vemos de vários lugares falas de autoridades e de pessoas investidas em cargos e funções públicas importantes que, intencionalmente ou não, desvalorizam o professor e o seu papel.”

Vitor de Angelo

secretário de Educação do Espírito Santo e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).

“Muitas vezes, infelizmente o que acontece é que instituições têm demandas, desejos, vontades e projetos próprios e acabam vendo o professor como um executor. É importante que as instituições se coloquem à disposição para conversar, identificar e atuar de forma colaborativa com o professor para trazer respostas às suas demandas, que haja essa humildade e intenção de construir junto aquilo que é necessário ser ofertado. O que realmente valoriza o professor são ações que possam escutá-los, oferecer possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento e, também, que possam reconhecer as suas práticas e seu trabalho, dando visibilidade, compartilhando e permitindo que mais educadores tenham acesso a essas experiências exitosas. As instituições deveriam concentrar mais esforços neste trabalho de ouvir e construir pautas significativas a partir das demandas e do olhar do professor, e isso certamente vai permitir que as ações sejam mais efetivas, mais significativas e, sobretudo, que possam cumprir um papel social mais relevante diante da ação e do dia a dia do professor.”

Luiz Miguel Garcia

dirigente municipal de educação de Sud Mennucci, em São Paulo, e presidente da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

O que o ISP tem feito

Para Daniela Kimi, diretora de desenvolvimento institucional e parcerias do Instituto Península (IP), a valorização dos docentes passa pela criação de políticas públicas estruturantes e sustentáveis, que pensem no professor como um profissional que deve ser valorizado, oferecendo a ele condições de trabalho e carreira estruturadas. Tudo isso tem uma relação próxima com o protagonismo dos educadores. 

 

“O terceiro setor pode realizar um papel importante de escuta atenta e proativa, afinal, é o docente que está na linha de frente da educação e é quem tem uma percepção mais realista dos desafios e das melhorias urgentes que precisam ser promovidas. No IP, buscamos sempre levar em consideração a opinião dos educadores, principalmente por meio do constante acompanhamento que temos realizado. Para isso, temos o nosso Núcleo de Pesquisas e Estudos, que busca conhecer profundamente os docentes do nosso país”, explica. 

 

Segundo Daniela, esse processo de escuta pode ajudar a subsidiar a ação de gestores escolares e lideranças da educação, contribuindo para o debate de tomadas de decisões mais efetivas e ágeis. 

 

Por acreditar que o professor é o principal agente de transformação e a base para uma educação de qualidade, uma das iniciativas do Instituto Península é a plataforma Vivescer.

Vivescer

Educadores de diferentes regiões do Brasil foram convidados a pensar uma solução digital que atendesse aos principais desafios enfrentados em sala de aula. O processo deu origem a plataforma, que é um espaço de reflexões e troca de ideias sobre a profissão, no qual é possível fazer perguntas, compartilhar relatos e vídeos sobre a prática e trocar arquivos interessantes, como textos e planos de aula.

Além de ser o campo de atuação que historicamente mais recebe recursos do investimento social privado, a educação também conta com outras iniciativas desenvolvidas pelos próprios institutos, fundações e empresas que compõem o ISP. 

 

Daniel de Bonis, diretor de políticas educacionais da Fundação Lemann, cita o Movimento Profissão Docente. Liderada pelo Instituto Península, outras cinco instituições integram a iniciativa: Fundação Lemann, Itaú Social, Instituto Natura, Instituto Unibanco e Todos Pela Educação. 

 

“O Profissão Docente busca apoiar as redes públicas estaduais e municipais de educação na formulação e implementação de ações que visem à valorização e à profissionalização dos educadores da Educação Básica, em quatro pilares principais de atuação: formação inicial, formação continuada, reestruturação das carreiras e atratividade da profissão. É uma agenda sistêmica, que busca transformações estruturais no médio e longo prazo para essa causa, mas começando já”, afirma Daniel. 

 

O diretor defende que a participação dos professores nesses espaços e discussões é fundamental, inclusive com o aproveitamento de seus conhecimentos para cocriação de soluções. Nesse sentido, a Fundação Lemann apoia algumas outras iniciativas e organizações, como é o caso da Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa (RBAC), a Conectando Saberes e a Associação Nova Escola.  

Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa

O programa apoiado pela Fundação Lemann pretende fomentar soluções que ajudem a tornar a educação pública brasileira mais criativa, relevante, colaborativa e inclusiva. A proposta é construída a partir do protagonismo dos professores das redes públicas selecionadas, gerando aprendizados que podem depois ser disseminados e ganhar escala.

Conectando Saberes

Rede que conecta centenas de professores de todo o Brasil para a troca de experiências sobre como promover uma educação pública de qualidade e excelência, visando à transformação social.

Associação Nova Escola

A organização tem desenvolvido materiais educacionais gratuitos e alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a partir de parcerias com redes públicas de ensino, utilizando os saberes e experiências dos educadores das próprias redes na sua construção.

Expediente

Natália Passafaro
COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO

Leonardo Nunes
ASSISTÊNCIA DE COMUNICAÇÃO

Estúdio Cais
REPORTAGEM/TEXTO

Estúdio Cais
INFOGRÁFICO

Marina Castilho
DESIGN & DESENVOLVIMENTO

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