Instituto Motiva conecta negócios e urbanismo social em novo modelo de impacto social

Por: Instituto Motiva| Notícias| 06/07/2026

Os 20 territórios mapeados inicialmente estão concentrados em regiões com atuação da empresa, como Mendes - Vila Natal, atendido pela ViaMobilidade. / Créditos: Divulgação Motiva

Com investimento de R$ 1 bilhão até 2035, entidade desenvolve nova estratégia com mobilização em 20 territórios prioritários próximos às operações de trilhos e rodovias

A Motiva, a maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil, anuncia o lançamento de um novo modelo de impacto social corporativo que articula negócios em mobilidade urbana, comunidades e urbanismo social para a promoção de cidades inclusivas, sustentáveis e resilientes. Inspirado nas experiências de Medellín, na Colômbia, e países asiáticos, o projeto Desenvolvimento Territorial alavanca os capitais financeiros, técnicos e relacionais da Companhia para promover ações que gerem o impacto positivo e enderecem os desafios em 20 regiões prioritárias próximas às suas operações de rodovias e trilhos.

Realizada pelo Instituto Motiva, a iniciativa parte da criação de um modelo de relacionamento com comunidades, replicável e orientado ao desenvolvimento territorial, fortalecendo o impacto social, a legitimidade das ações executadas e governança sobre o tema. Com essa abordagem, a entidade busca aprofundar o conhecimento sobre os territórios a serem trabalhados, construir relacionamento com as comunidades beneficiadas e evitar projetos pontuais, fragmentados e desconectados dos objetivos do Instituto e das necessidades sociais mapeadas.

Partindo desta premissa, o Instituto Motiva, com apoio técnico do Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS), promoveu um amplo diagnóstico nos 20 territórios selecionados, com a mediação de líderes comunitários e a participação direta dos moradores das localidades. Entre 21 de julho e 14 de agosto de 2025, foi realizado um ciclo de observação em campo, entrevistas e aplicação de questionários, com o objetivo de mapear os riscos e as oportunidades e levantar dados para subsidiar a tomada de decisão estratégica.

O diagnóstico territorial foi realizado pelo Instituto Motiva em áreas estratégicas para as operações da Companhia, distribuídos entre capitais, regiões metropolitanas e cidades do interior nos Estados de São Paulo, Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Quais são: bairro de Águas Claras, em Salvador (BA); Campo Grande (MS); Capão Bonito (SP); Capão Redondo – Vila das Belezas, em São Paulo; Guarulhos (SP); Lajeado (RS); Londrina (PR); Luz – Bom Retiro, em São Paulo; Mangaratiba (RJ); Mendes – Vila Natal, em São Paulo; Morro da Providência, no Rio de Janeiro; Paraty (RJ); Pernambués, em Salvador; Piraí (RJ); Ponta Grossa (PR), Presidente Altino, em Osasco (SP); Resende (RJ); São Cristóvão, em Salvador; Sorocaba (SP) e Vila Congonhas – Campo Belo, em São Paulo.

O projeto também envolveu uma análise detalhada dos atores locais, de modo a identificar os principais stakeholders em cada localidade e compreender a respectiva capacidade de mobilização. O processo envolveu a escuta ativa de articuladores comunitários, a classificação dos atores em matrizes de poder, influência e engajamento, e a construção de uma régua de relacionamento com as comunidades. Com isso, o Instituto Motiva buscou passar a atuar de forma mais próxima, estratégica e contínua nos territórios selecionados, com foco na conexão com lideranças locais, organizações sociais, poder público e demais agentes capazes de contribuir para soluções alinhadas às necessidades de cada localidade.

O resultado disso foi a elaboração de 20 planos de desenvolvimento territorial, com o diagnóstico de cada localidade e apresentação das estratégias para endereçar as oportunidades mapeadas. A seleção dos projetos levou em consideração os três focos da nova atuação do Instituto Motiva: 1) Soluções Sustentáveis, para incentivar iniciativas que promovam cidades mais verdes e resilientes; 2) Redução das Desigualdades, voltado à democratização do acesso à cultura e à educação; e 3) Qualidade de Vida, que abrange ações nas áreas de saúde e esporte, contribuindo para o bem-estar e uma vida mais saudável das comunidades.

Ao todo, cerca de 500 iniciativas são consideradas pelo Instituto Motiva. Em Guarulhos, por exemplo, entre as ações mapeadas estão gestão de resíduos e apoio a cooperativas (Soluções Sustentáveis), educação profissionalizante e programas com universidades/empresas locais (Redução das Desigualdades) e projetos de esporte voltados para idosos (Qualidade de Vida). Em Paraty, entre as oportunidades estão um programa de incentivo à leitura e democratização do acesso à cultura, a construção e revitalização de centros esportivos e a implantação de uma estratégia territorial de economia circular e logística. A expectativa do Instituto é a de implementar pelo menos três ações por território até o final de 2026.

“Para contribuirmos para a construção de territórios mais inclusivos, sustentáveis e resilientes onde os nossos ativos estão presentes, entendemos que é preciso entender as dinâmicas sociais para fortalecer os vínculos comunitários e assegurar a licença social para a operação. Ao reconhecermos isso, conseguimos propor um modelo de atuação baseado em uma escuta ativa dos atores sociais e uma gestão colaborativa de territórios, propondo ações alinhadas às demandas e à vocação de cada comunidade para potencializar os impactos positivos e, ao mesmo tempo, abrir as portas para novos modelos de negócios que conversam com a expertise da Motiva”, afirma a presidente do Instituto Motiva, Renata Ruggiero.

No seu papel de indutor do desenvolvimento nos territórios mapeados, o Instituto Motiva não pretende investir sozinho nas oportunidades identificadas. A intenção é também mobilizar outras empresas e organizações da sociedade civil com atuação nos 20 territórios para potencializar as ações, trabalhando em um modelo de coalizão multissetorial. O trabalho de mapeamento dos atores estratégicos identificou potenciais parceiros, e a Motiva já mantém conversas iniciais para mobilizar a constituição de uma aliança na região de Presidente Altino.

Novos negócios para a Motiva

Ao mapear vocações econômicas, demandas sociais e oportunidades de desenvolvimento no entorno de rodovias e trilhos, o projeto também permite identificar caminhos para modelos de negócio integrados aos ativos da Companhia, tais como logística e desenvolvimento imobiliário, promovendo a geração de renda e a qualificação profissional. A proposta é fazer com que a presença da Motiva nos territórios vá além da operação de infraestrutura, contribuindo para ativar economias locais, formar e capacitar mão-de-obra, ampliar oportunidades de trabalho e fortalecer cadeias produtivas conectadas às necessidades de cada região.

Essa abordagem de impacto social amplia o papel do Instituto Motiva como um articulador de uma visão integrada entre comunidades, poder público, empresas-âncora de cada território e áreas de negócio da Companhia. A partir do diagnóstico territorial, podem surgir iniciativas como projetos de formação profissional associados a novos empreendimentos logísticos, soluções de last mile conectadas a estações e eixos de transporte, modelos de habitação social com capital de impacto ou projetos de ocupação urbana capazes de combinar retorno econômico, desenvolvimento socioeconômico e redução de emissões de gases de efeito estufa.

Com isso, o Desenvolvimento Territorial deixa de ser apenas uma plataforma de apoio a ações sociais e passa a funcionar como um laboratório estratégico para destravar soluções de negócio com impacto positivo. No longo prazo, o projeto também se conecta à visão da Motiva sobre o futuro das cidades e da mobilidade urbana. Ao aproximar infraestrutura, planejamento urbano, desenvolvimento econômico e participação comunitária, a iniciativa contribui para a construção de territórios alinhados ao conceito das cidades de 15 minutos, nas quais moradia, trabalho, serviços, educação, cultura e lazer estão mais próximos das pessoas. Trata-se de uma forma de pensar o negócio a partir da cidade e do seu entorno, criando um modelo replicável de atuação em que crescimento, impacto social e transformação urbana caminham juntos.

Reposicionamento estratégico do Instituto Motiva

O projeto Desenvolvimento Territorial faz parte da nova estratégia de atuação do Instituto Motiva, anunciada ao mercado em setembro de 2025. A entidade assumiu a missão de impulsionar o desenvolvimento de cidades inclusivas, resilientes e sustentáveis no Brasil. Para marcar este novo momento, a organização elevou o seu compromisso de investimento de longo prazo, passando de R$ 750 milhões para R$ 1 bilhão até 2035. Entre 2023 e 2025, já foram investidos R$ 239 milhões, e a previsão para 2026 é de R$ 74 milhões. Ao todo, os projetos realizados pelo Instituto no ano passado beneficiaram mais de 2 milhões de pessoas no Brasil.

Além dos três novos focos estratégicos, o Instituto passou a priorizar projetos com três perfis: 1) Impacto Territorial, aplicando o conceito de “acupuntura urbana” para apoiar a realização de iniciativas locais que apresentem efeito catalizador de impacto nos territórios onde atua,  de forma a potencializar a transformação social em comunidades vulneráveis; 2) Coalizão, buscando promover impacto coletivo, através da articulação de diversos atores em torno de determinada causa ou território, complementando recursos, redes e saberes para promover impacto ampliado e sistêmico; e 3) Influência para a Causa, olhando para projetos de impacto e abrangência nacionais que promovem conexão com uma determinada causa de forma mais ampla, possibilitando maior potencial de influência e impacto na sociedade como um todo.

Atualmente, o Instituto Motiva é um dos principais investidores em cultura no Brasil. A entidade é patrocinadora de alguns dos principais festivais literários do País, como a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) e a Feira do Livro de São Paulo. Além disso, apoia instituições culturais de referência, como o Museu da Língua Portuguesa (SP), o Museu do Amanhã (RJ), o Instituto Tomie Ohtake (SP), o Museu Brasileiro de Escultura e Ecologia – Mube (SP) e a Fundação Casa de Jorge Amado (BA). 

Ajudou ainda a viabilizar o novo espaço de espetáculos da cidade de São Paulo no Complexo Cultural Júlio Prestes, a Estação Motiva Cultural, que recebe eventos de arte, dança, música, literatura, cinema e teatro, com a curadoria da Fundação Osesp.

Conciliando educação e sustentabilidade, o Instituto Motiva lançou no ano passado, durante a quarta edição do TEDx Amazônia, em Belém (PA), o Escolas baseadas na Natureza, o maior programa privado de educação com foco na integração da natureza ao contexto pedagógico. A iniciativa já nasceu beneficiando 16,7 mil educadores, 500 mil alunos e seis mil escolas em 54% dos municípios brasileiros envolvidos, conectando o currículo escolar aos desafios ambientais contemporâneos. Além disso, também selecionou projetos de cinco instituições de ensino na primeira edição do Prêmio Escolas Baseadas na Natureza, destinando R$ 500 mil ao todo.

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