Atuação da SITAWI Finanças do Bem é tema da terceira matéria sobre associados que integram Guia das 100 Melhores ONGs do Brasil

Com a missão de mobilizar capital para impacto socioambiental positivo, a SITAWI Finanças do Bem, organização social de interesse público (OSCIP) fundada em 2008, é outro associado GIFE que está na lista das 100 Melhores ONGs, de acordo com o levantamento feito em 2018 pelo Instituto Doar. Juntamente com a Fundação Amazonas Sustentável e ChildFund Brasil, integra o Guia pelo segundo ano.

Renata Linhares, gerente de relacionamento e captação da SITAWI, explica que a organização, associada ao GIFE desde 2015, é pioneira no desenvolvimento de soluções financeiras para impacto social e na análise da performance socioambiental de empresas e instituições financeiras. “Nós trabalhamos com mecanismos financeiros para apoiar outros projetos e causas a se desenvolver e ter mais fôlego financeiro para trazer mais impacto socioambiental positivo para o Brasil.”

Causa e estratégia

Segundo Renata, por atuar com finanças sociais, que por si só pode ser definida como uma causa, abrem-se inúmeras possibilidades de atuação para a SITAWI. “Nós apoiamos várias causas, desde projetos de educação e saúde até meio ambiente, cultura e empreendedorismo”. Sendo assim, a gerente defende que tanto a missão de mobilizar capital para impacto socioambiental positivo, quanto a visão da organização, de ‘um mundo onde o capital é mais barato, abundante e paciente para organizações e negócios que geram impacto socioambiental positivo’, falam pela causa da SITAWI.

A atuação acontece em nível nacional com soluções de aconselhamento em temas de ASG (Ambientais, Sociais e de Governança), gestão de capital filantrópico e também a combinação entre retorno socioambiental e financeiro.  

Representação e responsabilidade

Em representação e responsabilidade, Renata destaca a presença e participação da SITAWI em conselhos e forças tarefa brasileiras e também latinoamericanas. Estar em diferentes meios e ter contato com atores de diversas partes do mundo contribui para que a organização adquira conhecimento e possa ser um ponto de disseminação para outras instituições brasileiras.

“Nós temos um cerne de inovação forte, brincamos que gostamos de ser os primeiros, mas a ideia é multiplicar o conhecimento para muitas outras organizações e inspirá-las. Infelizmente, não temos muito investimento em tecnologia e inovação no Brasil. Então pegamos referências de fora e adaptamos para o nosso contexto. Essa inovação e pioneirismo trazem a questão da responsabilidade porque queremos inspirar, escalar e ampliar as ideias que trazemos para cá.”

Gestão e planejamento

Ter um conselho consultivo, um colegiado de gestores e um planejamento de longo prazo são pontos que, segundo Renata, permitem uma gestão compartilhada e transparente, critérios fundamentais avaliados pelo Guia. Além disso, a gerente ressalta a realização de uma pesquisa de satisfação interna juntamente à equipe de funcionários da SITAWI, estratégia que foi recentemente ampliada à gestão.

“No ano passado, realizamos uma avaliação de gestores comandada por uma empresa externa porque antes fazíamos essa avaliação somente top-down, ou seja, os gestores avaliando a equipe. Mas começamos a entender que também é preciso analisar quem faz a gestão da organização. Precisa ser uma via de mão dupla.”  

Estratégia de financiamento

Renata explica que, do ponto de vista da SITAWI, para ser sustentável é preciso diversificar as fontes de receita da organização com uma estrutura de captação de recursos diversa. Nesse sentido, um dos pontos positivos da organização é ser híbrida, ou seja, ter uma parte com e outra sem fins lucrativos. “Ser uma organização híbrida nos traz mais sustentabilidade porque a parte profit [que tem lucro] doa para a parte não-profit, que é uma OSCIP.  São dois CNPJs, mas é uma organização só, com a estrutura dividida.”

A captação é feita com a cobrança da taxa para gestão de capital filantrópico, com a realização de projetos especiais – e, nesse caso, independente do setor da SITAWI que conduza o projeto, o lucro vai para a área de operações – e também junto com pessoas físicas major donors, ou seja, atores que entendem o papel e importância da SITAWI dentro do ecossistema e fazem grandes aportes à organização.

Comunicação e prestação de contas

Ter uma área da organização dedicada a comunicação é um ponto destacado por Renata. A gerente explica que a SITAWI usa diferentes meios e produtos para comunicar sua causa e ações e fazer a prestação de contas da forma mais aberta e transparente possível. Além do site atualizado com conteúdos e agenda de eventos, publicações em redes sociais e newsletter mensal, a SITAWI também produz o seu relatório anual com base em determinações globais.

“O nosso relatório conta com uma parte destinada aos projetos realizados ao longo do ano, tudo o que apoiamos e as publicações feitas. Depois tem a parte de finanças da organização, inclusive com auditoria externa. É tudo aberto e transparente: a receita e cada centavo do que foi gasto. Nós já ganhamos prêmio de transparência porque realmente acreditamos muito nisso. Mas algumas ferramentas nos ajudam, como o CRM Salesforce, para fazer relacionamento com o doador e ter a questão da prestação de contas de forma mais clara, e o Nasajon, que é um programa contábil.”

Com dez anos de atuação recém-completos, a SITAWI acredita na importância do reconhecimento dado pelo Guia Melhores ONGs e espera contribuir cada vez mais para sua divulgação. “Como um carimbo mesmo, esses prêmios e selos são importantes tanto interna quanto externamente. Eles validam o trabalho de cada um dentro da organização. Na SITAWI, é um orgulho para a equipe, desde jovens aprendizes até o CEO, ter esse tipo de selo, porque significa que estamos no caminho certo.”

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