BM&FBovespa divulga a 12ª carteira do ISE – Índice de Sustentabilidade Empresarial

A BM&FBovespa anunciou a décima segunda carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), que vigora de 2 de janeiro de 2017 a 5 de janeiro de 2018. Essa nova carteira reúne 38 ações de 34 companhias.

O ISE é uma ferramenta para análise comparativa da performance das empresas listadas na BM&FBovespa sob o aspecto da sustentabilidade corporativa. Ele baseia-se em eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa. O índice é atualizado a partir de questionários distribuídos entre as empresas emissoras das ações mais líquidas da BM&FBovespa. A cada ano, o ISE contempla uma carteira com as 40 empresas que mais se destacaram pelo desempenho da sustentabilidade.

O processo anual do ISE é realizado em parceria técnica, desde sua concepção, com o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces). Esse ano são convidadas a participar do processo anual companhias que detém as 200 ações mais líquidas da Bolsa na virada da carteira.

Nesta edição houve um aumento para 93,19% dos pareceres aceitos sem ressalvas, contra 90,5% da carteira anterior. O fato demonstra seriedade e assertividade das respostas. Na avaliação de Sonia Favaretto, presidente do Conselho Deliberativo do ISE e diretora de Imprensa, Sustentabilidade e Comunicação da BM&FBovespa, as empresas têm usado o ISE como uma ferramenta de gestão e para o autodiagnóstico. “O processo de seleção alavanca as práticas internas e facilita o diálogo com lideranças”, afirma.

Conforme Aron Belinky, coordenador do programa de finanças sustentáveis do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV (GVces), uma das ideias do índice é justamente apontar o caminho para uma estratégia efetiva com foco nas dimensões da sustentabilidade. Segundo o especialista, a metodologia de avaliação do indicador evolui conforme o avanço da agenda de sustentabilidade e, com isso, sempre leva adiante as exigências. “O índice se coloca como uma ferramenta de desafio. No ISE, as empresas nunca vão tirar nota 10″, explica o especialista.

Sonia destaca dois pontos que representam avanços importantes no processo do ISE. “Este foi o primeiro ano que a abertura das respostas do questionário foi um pré-requisito para participar do índice, o que demonstra maturidade das companhias em entender a importância da transparência para a sustentabilidade de seus negócios no longo prazo. Esta carteira também inaugura a inclusão dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no questionário em alinhamento e de forma tempestiva à adoção dos ODS pela ONU no final de 2015.”

Todas as informações e respostas das 33 companhias que autorizaram a divulgação participantes encontram-se disponíveis online. Houve também melhora no desempenho, já que aumentou de 43% para 59% as empresas com performance acima da amostra em todas as questões. Além disso, o índice avalia também as controladas, não somente a holding.

A inclusão dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no questionário, novidade dessa edição, está em linha com a adoção dos ODS pela ONU no final de 2015.  As perguntas para o ISE 2017 foram estruturadas para que as empresas possam analisar as implicações das práticas empresariais em relação aos ODS, prever indicadores e metas em relação aos ODS e seus resultados esperados, antecipar recursos compatíveis com seus objetivos e metas e, finalmente, possam considerar possibilidades de cooperação para atingir objetivos e metas descritas pela organização.

Desde a sua criação, em 2005, o ISE vem demonstrando que é possível garantir rentabilidade alinhada ao desenvolvimento sustentável. Neste ano, o ISE apresentou rentabilidade de 145,36%, contra +94,11% do Ibovespa*. No mesmo período, o ISE teve ainda menor volatilidade: 25,25% em relação a 28,05% do Ibovespa.

As participantes

A nova carteira do ISE representa 15 setores e soma R$ 1,31 trilhão em valor de mercado, o equivalente a 52,14% do total do valor das companhias com ações negociadas na BM&FBovespa*. No ano anterior, a carteira somava R$ 1,15 trilhão em valor de mercado, o equivalente a 45,68% do total.

“Vale lembrar que a gente compara banana com laranja, porque depende de cada companhia, setor e momento macroeconômico. Todos comparam com o principal índice da bolsa, mas são diferentes”, disse Sonia.

Em relação à carteira anterior, MRV e Celesc são as novidades, sendo a primeira vez da MRV no índice, enquanto a Celesc constou em anos anteriores, mas não em 2016. Cesp, Even e Oi, que integravam a carteira anterior, não compõem a nova.

Além dessas, estão presentes as empresas AES Tietê, B2W, Banco do Brasil, Bradesco, Braskem, BRF, CCR, Cemig, Cielo, Copel, CPFL, Duratex, Ecorodovias, EDP, Eletrobras, Eletropaulo, Embraer, Engie, Fibria, Fleury, Itaúsa, Itaú Unibanco, Klabin, Lojas Americanas, Lojas Renner, Light, Natura, Santander, SulAmerica, telefônica, Tim e Weg.

* com base no fechamento de 22/11/2016

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