Com foco na gestão de pessoas no setor público, República.org é novo associado GIFE

Uma organização privada que trabalha para contribuir a partir do apoio e melhoria na gestão de pessoas no setor público brasileiro. Essa é a premissa da República.org, novo associado GIFE. Com a missão de articular, colaborar e investir no desenvolvimento de projetos de formação, reconhecimento, produção de conhecimento e construção de redes de profissionais públicos de excelência, a organização caracteriza-se como grantmaker

Sob o nome Instituto República, a organização foi criada em 2016 por Guilherme Coelho, Ronaldo Cezar Coelho e Luciana Cezar Coelho. Eloy Oliveira, diretor executivo da República, comenta sobre o processo vigente de mudança institucional no que se refere ao nome. Se antes era chamado de Instituto República, hoje, República.org foi a marca encontrada para uma comunicação mais rápida e leve. 

“Os grandes problemas do Brasil atualmente estão, em sua maior parte, relacionados a educação, segurança pública e saúde, justamente as três áreas que mais dependem de capital humano e que têm mais gente atuando no serviço público. Por isso, acreditamos que o trabalho da República, única instituição do Brasil focada 100% no tema de gestão de pessoas do setor público, é importante, significativo e com impacto horizontal”, explica o diretor. 

Projetos 

Para cumprir com seus objetivos e a visão de ser ‘referência de pensamento na área de gestão de pessoas em governos, conectando profissionais públicos, acadêmicos e artistas, para aumentar a confiança, as expectativas e a qualidade do serviço público no Brasil’, a República apoia projetos em cinco frentes de atuação: formação (com bolsas de estudo, cursos e workshops), valorização de bons profissionais públicos, formação de redes de colaboração, uso da arte como mecanismo inovador no setor público e conhecimento para orientar a atuação no setor. 

Na frente valorização está o Prêmio Espírito Público. Criado para responder ao questionamento ‘Como reconhecer e compartilhar as trajetórias de profissionais públicos no país?’, é uma iniciativa coletiva de diversas organizações, incluindo inúmeros associados ao GIFE, com a República como principal organizadora. A premiação tem seis categorias: Educação, Meio Ambiente, Segurança Pública e Gente, Gestão & Finanças Públicas, Saúde e Governo Digital. 

“A ideia foi criar uma espécie de Prêmio Nobel para reconhecer e valorizar pessoas que fazem a diferença. Queremos colocar no holofote os grandes exemplos de servidores públicos e, ao mesmo tempo, começar a construir um hall de bons exemplos que poderemos acessar sempre”, afirma Eloy. Além de receber um prêmio em dinheiro e visibilidade pela qualidade de seu trabalho, os profissionais selecionados poderão participar de imersões internacionais. No ano passado, o Prêmio estabeleceu uma parceria com o jornal The Guardian, o que proporcionou uma imersão no serviço público britânico.

Outra iniciativa que integra o quadro de projetos da República é o República Fellows – Residência em Capital Humano, que se encaixa nos pilares rede e conhecimento. O programa anual oferece bolsas de oito meses de duração para que profissionais do Brasil todo possam desenvolver projetos. “O tema da Residência desse ano foi Motivação no Serviço Público. Os participantes foram divididos em grupos, criaram projetos para aumentar o engajamento e a motivação no serviço público e testaram as propostas em seus ambientes de trabalho.” 

A organização também conta com outros projetos, como o programa Lideranças Femininas, que visa contribuir para a formação de novos quadros de mulheres líderes no setor público brasileiro e também o Residência Artística no Setor Público (RASP), uma imersão de artistas durante um ano em repartições públicas. Confira todos no site da República

Associação ao GIFE 

Eloy explica que uma das premissas que guia a República é o trabalho conjunto. “Buscamos atrair parceiros para nossa agenda pois queremos trabalhar de maneira colaborativa. Estar no GIFE é, portanto, uma oportunidade para desenvolver mais projetos coletivos.”

Outro fator que levou à associação é a vontade de participar de ambientes de troca e poder aprender com outros associados. Segundo o diretor, entrar para o grupo foi um passo natural, uma vez que a República já frequenta atividades organizadas pelo GIFE e mantém canais de comunicação abertos.  

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