Com patrocínio do Instituto Cultural Vale, a 34ª Bienal de São Paulo chega a outras regiões do país

Meteorito Santa Luzia na 34ª Bienal de São Paulo (crédito: Guilherme Machado)

Patrocinada pelo Instituto Cultural Vale, por meio de recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a 34ª Bienal de Arte de São Paulo – Faz Escuro mas eu canto foi aberta no sábado (4 de setembro). Desde fevereiro de 2020, a mostra coletiva se desdobrou tanto com programação presencial quanto on-line. Agora, cerca de 1,1 mil obras ocupam o Pavilhão Ciccillo Matarazzo, no Parque Ibirapuera, simultaneamente à realização de individuais em instituições parceiras na cidade.

Essa riqueza cultural e artística não ficará restrita à capital paulista. Alguns dos espaços do Instituto Cultural Vale – Centro Cultural Vale Maranhão, em São Luís, e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás, no Pará – receberão duas itinerâncias da mostra em 2022, ampliando o acesso do público às obras. Ainda por meio da parceria entre Instituto Cultural Vale e Fundação Bienal, estão previstas atividades de formação cultural de professores no Pará e no Maranhão, rodas de conversa com grupos de alunos e uma atividade especial com os artistas indígenas participantes da Bienal.

A 34ª Bienal de São Paulo será a edição com maior número de obras feitas por artistas de origem indígena da história. Eles representam cerca de 10% dos participantes. Além disso, entre os artistas desta edição, há representantes de todos os continentes (exceto a Antártica). A distribuição entre mulheres e homens é equilibrada, e cerca de 4% dos artistas identificam-se como não-binários.

Para além da abertura da exposição principal da 34ª Bienal, 2021 marca o aniversário de 70 anos da 1ª Bienal (1951). A exposição ‘Faz escuro mas eu canto’ se estende de 4 de setembro a 5 de dezembro de 2021 no Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera. A entrada será gratuita.

Consulte a lista completa de artistas participantes da 34ª Bienal de São Paulo aqui.

Catálogo digital

Com mais de 130 publicações ao longo de 70 anos de história, a Fundação Bienal realiza pela primeira vez um catálogo inteiramente digital para uma Bienal de São Paulo. A publicação compõe uma narrativa visual e textual formada por contribuições dos 91 artistas participantes da 34ª edição, elaboradas exclusivamente para a ocasião. Diante dos desenhos, fotografias, poemas e textos compartilhados pelos artistas, Elvira Dyangani Ose (atual diretora do MACBA Contemporary Art Museum, de Barcelona, e editora convidada da 34ª Bienal) e Vitor Cesar (designer e autor da linguagem visual desta edição) se debruçaram sobre a realização de um catálogo que refletisse as poéticas de ensaio aberto e de “relação”, preceitos norteadores para a curadoria da edição. Seu conteúdo será incorporado ao catálogo impresso da mostra e pode ser acessado aqui.

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