#diadedoar mobiliza o país em prol da cultura da solidariedade

Amanhã, dia 2 de dezembro, acontece o #diadedoar, uma campanha global de doação que busca colocar em contato pessoas e organizações que desejam exercer sua responsabilidade social a partir da filantropia. A ideia, que surgiu nos Estados Unidos com o GivingTuesday, vem ganhando força no Brasil e articulando dezenas de ações pelo país.

As ações começam no site da iniciativa, um espaço para planejamento, informação e troca de experiências. “O site tem o intuito de que as organizações se cadastrem, explicando o que farão no dia. Também tem o objetivo de inspirar umas às outras. Há um conjunto de ideias, ferramentas e atividades já realizadas. Todo o foco é para que organizações, empresas e pessoas se inspirem e realizem ações. É uma campanha eminentemente prática”, Marcelo Estraviz, presidente do Instituto Doar.

Pessoas, empresas, universidades e organizações sociais ainda podem participar. Para entender como funciona, acessar materiais e se engajar no movimento basta acessar. E, ao longo do dia 2, a mobilização continua nas redes sociais com a hashtag #diadedoar.

A expectativa, nessa edição, é que cerca de 1000 parceiros se envolvam nas ações, que devem acontecer em 25 cidades com equipes voluntárias engajadas. Na internet, cerca de 200 pessoas atuarão como embaixadores de redes sociais, divulgando a iniciativa.

Para falar sobre a importância dessa iniciativa e refletir sobre a cultura da doação no Brasil, convidamos Joana Lee Ribeiro Mortari, responsável pelo Desenvolvimento Institucional da Associação Acorde e articuladora do Movimento por uma Cultura de Doação no Brasil.

Confira o artigo:

#DiadeDoar. Por que ele é importante?

Não obstante o processo de polarização que temos assistido, os caminhos para o desenvolvimento de uma sociedade são muitos e podem ser concomitantes. Há espaço para organizações sociais, investimento de impacto, influência em políticas públicas e ações pontuais em pequenas comunidades. Em comum a todas estas vias está a importância da forma como é feito o seu financiamento. Ele constrói junto ou demarca sua ação? Ele reflete uma necessidade social ou do financiador? Ele aceita erros? É paciente?

Todas essas são perguntas válidas e que vêm sendo trabalhadas ao longo dos últimos anos, o que mostra um movimento nítido em busca de aprimoramento do setor. O #diadedoar faz parte do sistema de aprimoramento. Ele tem como objetivos expandir e profundar a conversa sobre doações, dividindo com a sociedade as ações sobre o assunto e engajando uma nova geração de doadores. Ele entra no quebra cabeça do fortalecimento da democracia em complementariedade à conversa sobre a importância da especialização e impacto do terceiro setor, e de como isto acontece.

Inspirado por uma tecnologia social apoiada pela Fundação das Nações Unidas, o #diadedoar é a versão brasileira do #GivingTuesday. Neste segundo ano (primeiro da parceria internacional) o #diadedoar já tem mais de 420 apoiadores entre pessoas, empresas, poder público e organizações da sociedade civil. Traçar uma ponte entre os setores para defesa desta bandeira comum, seja através de campanhas para levantar fundos, promovendo e divulgando a importância da doação, ou ambos.

Iniciada e impulsionada por um movimento que nasceu exatamente desta conscientização de que é preciso promover a cultura de doar no país, participar é muito fácil. Basta entrar no site, se cadastrar como apoiador do #diadedoar e usar e abusar de toda tecnologia disponível para divulgar a causa ou organizar uma ação especial. A plataforma foi pensada para concentrar informações e ferramentas para que todos possam ser promotores desta causa, de maneira livre e colaborativa. Tem material gráfico de comunicação, infográfico explicando como funciona o #diadedoar, banners, logo, modelos de carta e outros recursos para todos usarem.

Joana Lee Ribeiro Mortari é advogada formada pela Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie e com LLM pela Faculdade de Direito da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Atualmente é responsável pelo Desenvolvimento Institucional da Associação Acorde, organização social que trabalha pelo desenvolvimento humano de crianças e jovens em Embu das Artes e Cotia, por meio de oficinas de arte e esporte. Atua também como articuladora do Movimento por uma Cultura de Doação no Brasil, que tem como missão ser um canal de reflexão, aprendizagem e apoio a ações que promovam a cultura de doar. Conselheira do Instituto Geração e da Associação Cairuçu.

Movimento por uma Cultura de Doação