Documento da UNESCO reúne guias de apoio e orientações ao setor educacional em contexto de emergência

Um dos setores mais afetados pela pandemia de Covid-19 foi a educação, uma vez que a chegada do novo vírus obrigou o fechamento de escolas e universidades ao redor do mundo. Por isso, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançou o guia Reconstruir sem tijolos – Guias de apoio ao setor de educação em contextos de emergências

Quatro blocos com temas específicos compõem o material: guia Educação em emergências na Agenda de Educação 2030, Abertura Lúdica do Currículo, Apoio Socioemocional e Comunidades de Aprendizagem. Cada um deles trabalha uma dimensão educacional própria: política educacional e coordenação, ensino e aprendizagem, docentes e profissionais da educação e acesso e ambiente de aprendizagem. 

A abertura do material, com o guia Educação em emergências na Agenda de Educação 2030, fornece um panorama sobre elementos gerais para o desenvolvimento de políticas educacionais em contextos de emergência, levando em consideração os compromissos firmados pelo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, que visa assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. Não deixar ninguém de fora ou para trás, aprender sempre e educar para transformar são alguns dos princípios abordados. 

O bloco também apresenta as normas mínimas que devem ser observadas em situações de emergência, como uma política educacional e de coordenação, definições que envolvem processos de ensino e aprendizagem, atenção ao trabalho, competência e conhecimentos de docentes e outros profissionais da educação e a garantia de acesso ao ambiente de aprendizagem. 

Já no bloco Abertura Lúdica do Currículo são observadas seis temáticas: “Vamos brincar com materiais de largo alcance”, “Vamos nos divertir com brincadeiras tradicionais”, “Vamos dançar”, “Vamos ser atletas”, “Vamos ser ginastas” e “Vamos montar um circo”. A ideia é oferecer exemplos de práticas que podem apoiar docentes a abordar o assunto da emergência em questão – nesse caso o coronavírus – na retomada das atividades na escola com crianças e jovens. 

Considerando que a pandemia teve efeitos consideráveis também sobre as crianças, o documento reserva um bloco inteiro ao trabalho e apoio socioemocional, reforçando a importância de todos os atores envolvidos na educação se empoderarem de conhecimentos para apoiar a recuperação socioemocional de crianças e jovens. Além de apresentar listas com motivos pelos quais crianças podem estar vulneráveis e sintomas emocionais após um evento adverso, o material reforça algumas atitudes que promovem a resiliência, como: o apoio da família e das estruturas comunitárias, o acesso apropriado aos sistemas de apoio e saúde e as oportunidades para o restabelecimento da base econômica para a família. 

Por fim, o bloco Comunidades de Aprendizagem, com dinâmicas divididas nas frentes Conhecer meu entorno e Sou um cidadão, propõe, inicialmente, a criação de um diagnóstico participativo, isto é, a análise em nível comunitário de ameaças, vulnerabilidades e capacidades do local. A ideia é que a partir desse levantamento as pessoas envolvidas possam desenvolver um projeto educacional instrucional contextualizado. 

O documento está disponível na íntegra neste link, em português ou espanhol. 

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