Estudo aponta como integrar os ODS na estratégia empresarial

Com a proposta de promover o engajamento e a sensibilização das lideranças empresariais para a importância da implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável – que contém o conjunto de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) -, a Rede Brasil do Pacto Global lançou o estudo “Integração dos ODS na Estratégia Empresarial – Uma Contribuição do Comitê Brasileiro do Pacto Global para a Agenda 2030”.

Idealizado pelo Grupo Temático que trabalha os ODS, a produção desse tipo de material para o caso específico de um país é inédita, e buscou conhecer os esforços e os desafios das 21 empresas do Comitê Brasileiro do Pacto Global – um pool de empresas e organizações responsável pela gestão da Rede Brasil – frente à implementação do 17 ODS.

Além disso, identificou o estágio da amostragem dentro dos cinco passos recomendados pelo SDG Compass – o Guia dos ODS para Empresas, lançado em 2015 pelo UN Global Compact, World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) e Global Reporting Initiative (GRI) – e cuja versão em português foi produzida pela Rede Brasil do Pacto Global, Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e GRI. Os cinco passos são: 1. Entendendo os ODS; 2. Definindo prioridades; 3. Estabelecendo metas; 4. Relato e comunicação; e 5. Integração.

Segundo a pesquisa, 42,9% das empresas já se encontram no segundo passo, que é o de definição de prioridades, e mais da metade delas, 52,4%, já se comprometeu publicamente com os ODS. O estudo identificou ainda a motivação das organizações para trabalhar com os ODS. De acordo com o material, fortalecer as relações com os stakeholders por meio de uma linguagem comum e criar novas oportunidades de negócios são os principais atrativos para a inserção da Agenda 2030 nas estratégias empresariais.

Outro dado identificado pela pesquisa é o fato de que os ODS ainda não são considerados estratégicos na gestão dos negócios dos institutos e fundações ligados a estas empresas. Apenas 20% afirmaram que a perspectiva dos ODS foi considerada como referência para estruturação ou revisão da estratégia de seus investimentos sociais. Porém, 60% reforçam que considerarão os ODS no futuro.

De acordo com as empresas pesquisadas, o maior desafio para a integração dos ODS na estratégia de suas ações está no estabelecimento de parcerias para poder avançar. Esse é, inclusive, o foco do ODS 17, que fala sobre “Parcerias pelas metas – Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável”. Tal missão, inclusive, faz parte dos esforços da Rede Brasil do Pacto Global.

O estudo mostra ainda que as empresas irão focar naqueles ODS que consideram mais relevantes. Entre eles, aparece em primeiro lugar o ODS 8 (Trabalho decente e crescimento econômico), seguido do ODS 13 (Ação contra a mudança global do clima) e do ODS 12 (Consumo e produção responsáveis). No entanto, o ODS 1 (Erradicação da pobreza) e o ODS 2 (Fome zero e agricultura sustentável), dois dos principais objetivos das Nações Unidas, são considerados pouco relevantes pelas empresas pesquisadas.

Acesse o conteúdo completo do estudo “Integração dos ODS na Estratégia Empresarial – Uma Contribuição do Comitê Brasileiro do Pacto Global para a Agenda 2030”.

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