Evento discute os desafios da filantropia em tempos de crise

Aconteceu, no dia 12 de novembro, a quarta edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais. O evento, iniciativa conjunta do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e do Global Philanthropy Forum (GPF), teve como objetivo mobilizar a comunidade filantrópica para a troca de experiências, fortalecendo a filantropia estratégica na promoção do desenvolvimento da sociedade brasileira.

Em suas três edições anteriores, o fórum reuniu mais de 450 participantes, entre filantropos, líderes e especialistas nacionais e internacionais. A iniciativa contou, nesta edição, com a parceria da Charities Aid Foundation, do Instituto C&A, do Banco Interamericano de Desenvolvimento, da Fundação Banco do Brasil, da Bernard van Leer Foundation e da Fundação José Luiz Egydio Setúbal.

A presidente do Idis, Paula Fabiani, abriu o fórum falando sobre a crise e seus impactos na filantropia. “Estamos vivendo um momento ímpar na história do Brasil. Digo isso não pelo encolhimento da economia, mas pela exposição global de práticas enraizadas na sociedade das quais não temos motivo algum para nos orgulhar. Nós, que trabalhamos com recursos privados em benefício público, assistimos ao maior desvio da história do Brasil de recursos públicos para fins privados.”

Ainda na plenária de abertura, o jornalista Carlos Alberto Sardenberg comentou que o Brasil vive um momento muito delicado do ponto de vista institucional e que, junto com o impacto das crises da economia e da política, o cenário é desfavorável para as questões sociais. “Estamos perdendo benefícios adquiridos ao longo dos últimos anos.”

Na sequência, o painel “O papel da Filantropia no Resgate de Valores” apresentou algumas experiências internacionais. Alfonso Carrillo, advogado e militante social da Guatemala, contou porque decidiu lutar conta a corrupção e a impunidade em seu país. “Precisamos ser os líderes dos nossos países, nos unir contra a crise na América Latina e lutar pela democracia. Não é fácil, mas o Brasil pode ser uma das principais economias do mundo.”

André Degenszajn, secretário-geral do GIFE, participou do evento moderando uma mesa que discutiu o tema “O olhar da próxima geração de filantropos”. Participaram também dessa atividade Eduarda Penido Dalla Vecchia, diretora da Fundação Lúcia e Pelerson Penido, Inês Mindlin Lafer, diretora do Instituto Betty e Jacob Lafer e Raphael Klein, fundador do Instituto Samuel Klein.

O período da tarde foi marcado, ainda, por uma entrevista inspiradora com Elie Horn, fundador do Instituto Cyrela. Segundo ele, praticar a solidariedade no mundo é um bom investimento. Sobre o momento de crise, ele concluiu que tempos como este são momentos de teste: “Quanto mais seco estivermos, mais damos. O mundo é um teste; quando mais crise, maior a chance de subir.”

Para saber mais sobre evento, acesse: www.forum.idis.org.br/pt.