Fundação ABH aposta em iniciativas de educação, empreendedorismo e meio ambiente

O ano de 2015 é de intenso trabalho para a Fundação Affonso Brandão Hennel (Fundação ABH) – nova associada do GIFE – que começa a colocar em prática o planejamento que vem sendo traçado há cerca de um ano e meio, quando foi fundada.

Inspirada em valores deixados pelo pai, Affonso Brandão Hennel – fundador da marca Semp Toshiba – e com o sonho de contribuir ativamente e de maneira perene para um mundo melhor, sua filha, Cristina Hennel Fay, constituiu em dezembro de 2013 a fundação.

O desafio de colocar a organização para funcionar ficou nas mãos de Marina Hennel Fay, neta de Affonso e presidente da fundação. “Na época eu estava trabalhando na área de Recursos Humanos na organização Médicos sem Fronteiras, em Moçambique, e decidi aceitar o convite da minha mãe em desenvolver a fundação. Acho que precisamos deixar um legado para este mundo, temos que ajudar a transformá-lo. Voltei então ao Brasil e começamos o trabalho de organização interna”, conta a administradora.

Em 2014, a fundação, com o apoio do IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), se dedicou à estruturação e ao desenho do foco da organização. A escolha foi por atuar na promoção do desenvolvimento sustentável, por meio do apoio a iniciativas de educação, meio ambiente e empreendedorismo.

A partir daí, Marina viajou por várias partes do país a fim de conhecer experiências já realizadas com este enfoque visando aprender mais sobre o assunto. Foi numa destas andanças que conheceu o CPCD(Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento), na cidade de Araçuaí (MG) e se encantou com a proposta.

Assim, para este ano, a Fundação articula com o CPCD e mais dois outros parceiros, a possibilidade de desenvolver a iniciativa Plataforma Comunidade Saudável também na cidade de São Paulo, mais especificamente em Parrelheiros. As atividades foram pensadas de forma a integrar tecnologias sociais de mobilização comunitária, permacultura e bioconstrução para alavancar a plataforma no local. Entre as ações previstas está a formação do time de Agentes de Desenvolvimento de Comunidades Saudáveis (ADCS), o desenvolvimento de um Centro de referência de formação em permacultura e bioconstrução, assim como a implantação de iniciativas educacionais, como o banco do livro, bornais de jogos e banco do conhecimento.

Estamos ainda esperando a resposta de um dos parceiros, que deve ser definida até o final de julho. Mas, queremos fazer a iniciativa dessa forma, pois acreditamos que é preciso estabelecer parcerias, unir esforços e sinergias para potencializar resultados”, comenta Marina.

Em paralelo a esta iniciativa que, segundo Marina, trata-se de um programa mais estruturante e de longo prazo, a fundação decidiu também apoiar projetos de curto prazo já existentes.

Por isso, a fundação apoia o Social Good Brasil LAB, um laboratório que ajuda a viabilizar negócios sociais que usam as tecnologias e novas mídias para melhorar o mundo. A Fundação participa da seleção e também com recursos financeiros que serão direcionados aos três empreendedores a serem selecionados até o final do ano para receberem o investimento semente.

Outra aposta da fundação é a parceria com a Brazil Foundation para apoio a duas inciativas. Em São Paulo, é o projeto Vivenda, que visa colaborar com a implementação de construções ecológicas em comunidades periféricas. Já no Rio de Janeiro, o apoio é para a Universidade Correria, que também será expandida para São Paulo, e tem como proposta oferecer formação para jovens empreendedores a fim de potencializar suas startups.

A respeito dos planos da fundação para os próximos anos, Marina traça as metas: “A nossa principal vontade é ajudar as comunidades a se transformarem, na qual os moradores tenham mais qualidade de vida, a economia seja maximizada localmente e as pessoas conheçam as suas próprias capacidades para potencializar parcerias, se organizar e ganhar autonomia para caminharem sozinhas. Queremos fazer isso em várias comunidades pelo Brasil”.