Fundação ARYMAX aposta no ativismo social da juventude

Pode parecer um tanto inusitado, mas que tal aprender mais sobre o sistema político brasileiro a bordo de uma Kombi e por meio de jogos interativos? Essa é a aposta do projeto “Fast Food da Política”, criado pela jovem Júlia Fernandes de Carvalho e que irá rodar, durante este ano, em quatro comunidades de São Paulo.

A ideia criativa mereceu reconhecimento da Fundação ARYMAX por meio do seu “Concurso de Projetos”, promovido anualmente, com a proposta de apoiar o desenvolvimento de iniciativas realizadas por jovens – entre 20 e 35 anos, moradores da cidade de São Paulo – que sejam inovadoras, transformadoras e promovam o desenvolvimento humano e comunitário.

Nesta edição, concorreram à premiação 50 projetos, sendo que dez foram vencedores. Cada um deles recebeu um financiamento semente de R$10 mil cada e se tornaram membros do Impacto HUB – uma rede global de empreendedores de impacto. Em 2016, os jovens serão ainda acompanhados pela equipe do HUB para que possam colocar a sua ideia em prática.

Elissa Fichtler, coordenadora de programas sociais da Fundação ARYMAX, ressalta o diferencial do concurso, que é a possibilidade dos jovens receberem o recurso financeiro diretamente, não precisando, necessariamente, estarem vinculados à alguma organização formalizada. “É muito importante termos essa desburocratização, a fim de que os projetos possam de fato acontecer. Além disso, é a confiança no jovem e na sua criatividade. São todos projetos incríveis”, afirma.

Além de formação política, há projetos apoiados também na área de comunicação, como o “Mural nas Escolas”, do jovem Vagner de Alencar Silva, que irá promover oficinas com turmas de estudantes de Ensino Médio de escolas públicas, por exemplo, assim como na área ambiental, com o projeto “ParaColeta”, da jovem Manoela Vaz Guimarães Moreira, que será realizado no bairro de Paraisópolis, com a proposta de promover a conscientização ambiental dos moradores.

Engajamento

O ano de 2016 será também movimentado para os jovens vencedores do “Desafio de ativismo social”, outra iniciativa promovida pela Fundação ARYMAX. A proposta surgiu a partir do concurso de redação que a organização realizava desde 2010 em escolas particulares em São Paulo. No ano passado, a Fundação decidiu que, muito mais do que apenas incentivar os estudantes a escreverem sobre ativismo comunitário, era preciso fazê-los colocar a mão na massa, engajando-os ainda mais em questões importantes para a sociedade e, principalmente, para os territórios nos quais vivem.

O projeto piloto aconteceu em cinco escolas com a participação de estudantes do primeiro ano do Ensino Médio. A Fundação envolveu ainda os participantes do seu Programa Jovens Talentos ARYMAX, que foram responsáveis por irem às escolas e promoverem uma série de encontros com os alunos, a fim de motivá-los a pensar sobre projetos que gostariam de desenvolver na escola e no seu entorno.

Durante duas semanas, 90 estudantes estiveram envolvidos na realização de 30 projetos. Ao final, duas iniciativas foram premiadas com R$2 mil cada para dar continuidade às ações agora em 2016: o “Transformando lixo em arte”, um projeto que visa conscientizar a comunidade de Paraisópolis sobre os lixos que são jogados nas ruas e mostrar como a arte pode transformar um lugar, e o “Horta Suspensa”, que criou uma horta e envolveu os estudantes no cuidado do espaço e, agora, pretende desenvolver ações sobre os benefícios de uma alimentação saudável com produtos sem agrotóxicos.

“Foi muito interessante fazer esse envolvimento com os 14 participantes do ‘Jovens Talentos’. Já fizemos um encontro de avaliação e eles ajudaram, inclusive, a construir a proposta para este ano, que será ampliada para mais escolas”, comenta Elissa.

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