Fundação Arymax investe em jovens lideranças e no fortalecimento institucional de organizações

A Fundação Arymax, entidade filantrópica de origem familiar, dedicada à aplicação de recursos privados para projetos de finalidade pública e comunitária, é a mais nova associada do GIFE. A instituição, que iniciou seus trabalhos em 1990 com foco em doações para apoio a projetos, ampliou, a partir de 2010 sua atuação, estabelecendo dois eixos estratégicos: liderança comunitária e fortalecimento institucional de organizações.

No eixo de liderança comunitária, a Fundação criou o Programa Jovens Talentos, que apoia com bolsas de estudos jovens com grande potencial, perfil empreendedor e capazes de transformar e melhorar a vida da sociedade brasileira. Os interessados em participar do programa precisam ter entre 20 e 30 anos, ensino superior completo, experiência comunitária e se identificar com o perfil do programa: jovens inquietos com a realidade social.

Não procuramos jovens com formações específicas. Temos participantes com perfis diferenciados, como jornalistas, administradores, biólogos, cineastas etc. O importante é que tenham preocupação com o coletivo e o desenvolvimento da própria sociedade”, comenta Ruth Goldberg,  diretora executiva da Fundação Arymax. A cada edição, cerca de 14 jovens são selecionados.

Uma vez parte do programa, esse jovem ingressa num movimento de redefinição do seu propósito de vida e realinhamento com o plano de desenvolvimento de sua carreira. Para isso, o programa oferece individualmente um coaching, que irá ajudá-lo a traçar seus objetivos e estratégias para alcançá-los. Para cada jovem, a partir daí, será definido o tipo de bolsa de estudo a ser oferecida, como para cursos de aperfeiçoamento, pós-graduação, MBA, técnicos etc.

Além deste caminho individual que o jovem percorre, o programa traça também um caminho coletivo. Eles participam de encontros mensais de aprofundamento e desenvolvimento de competências, debatendo temas da realidade, como novas tecnologias e a importância de se valorizar a diversidade, por exemplo, assim como aprendem sobre ferramentas de gestão de projetos, desenvolvimento de parcerias, comunicação, entre outras.

Todos os que participam do programa ingressam na Rede Jovens Talentos. Neste espaço, os participantes formam comitês para organizar novas ações, como eventos e cursos. Atualmente, um grupo está organizando o Lab Max, que irá oferecer consultoria para projetos sociais.

Anualmente, os jovens podem também se inscrever num concurso de projetos para receber um financiamento semente. Entre os critérios de seleção estão: geração de impacto social, relevância social, capacidade de gestão, sustentabilidade da iniciativa, replicabilidade etc. As iniciativas selecionadas recebem, em média, um recurso de R$10 mil, além do acompanhamento da Fundação.

Como resultado a destacar, um aspecto interessante é que 75% dos jovens participantes conseguiram alinhar as carreiras com o seu propósito de vida, o que é um grande desafio nessa faixa etária. Muitos sonham em promover o desenvolvimento social por meio da sua profissão, mas não sabem como fazê-lo ou não têm essa oportunidade. Com o trabalho do programa, eles têm a possibilidade de buscar essa convergência. Além disso, 90% dos participantes asseguram que o programa influenciou numa nova visão de mundo e 90% atestam como satisfatório o  desenvolvimento de novas habilidades”, comenta a diretora.

Hoje, 50% dos jovens que estão na Rede Jovens Talentos, com uma média de idade de 25 anos, ocupam cargos de liderança e, praticamente 100%, estão envolvidos em inciativas de impacto social, tanto como voluntários como profissionais.

As inscrições para a próxima turma do Programa Jovens Talentos serão abertas no mês de junho.

Fortalecimento institucional

Outro eixo de atuação da Fundação é o apoio a projetos, por meio de um edital. As instituições interessadas em concorrer podem enviar as propostas durante o ano todo e, ao longo deste processo, a Fundação realiza quatro reuniões para analisar os projetos. Em junho, por exemplo, será feita mais uma análise. A média é de 40 projetos apoiados por ano.

São aceitas inscrições de projetos sob responsabilidade de entidades não governamentais e comunitárias, que estejam com a documentação regularizada, possuam uma equipe técnica com conhecimento e experiência na área de atuação e apresentem um histórico relevante no seu ramo de atividade. As entidades governamentais e empresas privadas também podem apresentar projetos por meio de suas fundações e associações.

Podem ser inscritos projetos novos ou em andamento, que tenham como foco de atuação prioritários as áreas de educação, juventude, formação de liderança e etc.

Ruth Goldberg destaca que as iniciativas que estejam mais alinhadas aos eixos estratégicos da Fundação têm mais chances de receberem o apoio financeiro. “O mais importante é percebermos que aquele recurso pode realmente fazer a diferença numa iniciativa, seja para terminar a reforma da biblioteca, por exemplo, ou contratar um profissional fundamental no projeto”, comenta a diretora. A Fundação não apoia projetos em que seja a única doadora e também com duração muito longa.

Novidades

Para este ano, a Fundação pretende realizar novas iniciativas, como o lançamento de um concurso voltado a jovens do Ensino Médio de escolas particulares incentivando o desenvolvimento de ações de intervenção em seu meio social, seja na escola ou na comunidade, mas que tenham um impacto positivo.

A Fundação Arymax é associada GIFE.

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