Fundação Iochpe lança relatório de Atividades 2018

A Fundação Iochpe acaba de lançar o Relatório de Atividades 2018 do Formare, um programa de educação profissional para jovens em situação de vulnerabilidade social. O relatório traz um balanço das ações desenvolvidas ao longo do último ano.

Um dos destaques é a pesquisa que mensurou o impacto do Formare na trajetória de ex-alunos. Para avaliar precisamente qual o tamanho deste impacto, em 2018 a Fundação encomendou para a consultoria Plano CDE um estudo sobre os caminhos percorridos pelos jovens formados entre 2012 e 2016 e os comparou com a realidade dos jovens de mesmo perfil de acordo com o a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE.

O resultado da pesquisa mostra que egressos do Programa Formare têm salário 23% maior que o ganho médio da mostra comparativa com o mesmo perfil socioeconômico. Quanto a taxa de ocupação formal dos dois grupos, 60,4% dos ex-alunos do Formare têm carteira assinada, enquanto apenas 38,9% dos outros jovens estão trabalhando formalmente. Outro dado muito significativo mensurado pelo estudo: 62,5% dos ex-alunos Formare seguiram estudando e se matricularam em cursos superiores, contra um índice de 16,3% de jovens com o mesmo perfil socioeconômico.

Em 2018, a Fundação Iochpe também esteve dedicada a comprovar que existe uma série de benefícios econômicos para  empresas que investem no Programa Formare. A Fundação e o Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces) formaram uma parceria e lançaram em 2018 uma ferramenta que mede o retorno econômico-financeiro sobre o investimento social de sustentabilidade (ROI-S), feito por empresas no Programa Formare.

A partir do lançamento de dados e do cruzamento de informações, foi possível calcular o custo-benefício do Formare em cada empresa parceira. Por meio de um estudo de viabilidade econômica, a ferramenta do ROI-S comprova que o Programa não é apenas inovador e transformador de realidades. Ele é também estratégico, pois reduz custos de treinamentos e desenvolvimento de colaboradores, de contratação de mão de obra, retenção de talentos e divulgação da marca.

“Uma importante tendência no campo do investimento social privado (ISP) é o seu alinhamento à estratégia de negócio das empresas. Muitos institutos e fundações empresariais trabalham com base nisso para dar mais legitimidade e perenidade às suas ações sociais. Companhias e líderes empresariais estão cada vez mais interessados em mensurar o retorno econômico-financeiro de seus projetos sociais. Por isso decidimos unir esforços com a FGV para criar e oferecer aos nossos parceiros uma ferramenta para medir o ROI-S do Programa Formare. Essa solução tem potencial de ampliar o interesse das empresas no Formare, o que resultará num maior acesso à qualificação de jovens em todo o Brasil” comenta Claudio Anjos, diretor-executivo da Fundação Iochpe.

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O relatório completo está disponível aqui.

Material produzido pela Fundação Iochpe