Fundação José Luiz Egydio Setúbal diversifica suas ações para promoção da saúde infantil

Com um intenso investimento em pesquisa e produção de conhecimento, a Fundação José Luiz Egydio Setúbal – nova associada do GIFE – pretende colaborar, cada vez mais, no desenvolvimento e na melhoria da saúde infantil brasileira. Para isso, a Fundação mantém o Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, assim como o Instituto PENSI – Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil, responsável por desenvolver uma série de projetos na área.

Em 2011, a Fundação criou núcleos de pesquisa em saúde infantil (nutrição e metabolismo, doenças alérgicas e respiratórias, doenças infecciosas e vacinas) e, para este ano, planeja a criação do núcleo de desenvolvimento infantil em parceria com o Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI).

Em 2014, a Fundação irá atuar também, em conjunto com o Instituto Saúde e Sustentabilidade, no desenvolvimento de um projeto que visa disponibilizar nos rótulos de produtos mais informações sobre os conteúdos e seus impactos na saúde das crianças.

Além da área pesquisa, a organização investe forte em educação, oferecendo cursos de aprimoramento para a equipe que atua no hospital, assim como encontros, simpósios e workshops sobre o tema. Neste ano, de 12 a 14 de setembro, por exemplo, irá promover o Congresso Internacional de Especialidades Pediátricas, com a expectativa de receber mais de 1500 pessoas.

Letícia Rangel, coordenadora de projetos sociais do Instituto PENSI, destaca que na área de projetos umas das principais ações é a participação no Observatório Nacional da Primeira Infância, realizado pela Rede Nacional da Primeira Infância, que conta com apoio também da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e Fundação Abrinq, entre outras instituições.

O observatório visa promover um monitoramento da primeira infância no Brasil para compreender as condições de vida das crianças de até seis anos de idade, assim como dar seguimento às políticas públicas e às melhores práticas promovidas para esta faixa etária. A iniciativa faz parte do próprio Plano Nacional da Primeira Infância – P.N.P.I, composto por 13 ações de promoção do desenvolvimento integral e integrado das crianças.

Segundo Letícia Rangel, uma área que vem crescendo na Fundação é a de voluntariado. A organização faz a gestão dos voluntários do hospital e, para isso, realiza quatro capacitações por ano para preparar os interessados em atuar na área. São cerca de 150 pessoas participantes ao longo do ano nas formações. Nestes workshops, os voluntários aprendem a como contar histórias, realizar pinturas com as crianças, fazer dobraduras e outras atividades que ajudam no seu desenvolvimento.

O voluntário cede de 2 a 6 horas semanais para entreter crianças e adolescentes que estejam em consulta, avaliação médica ou internação. O objetivo é tornar a estadia da criança menos hostil e mais acolhedora. Além dos voluntários formados pela Fundação, outras organizações também atuam no espaço do hospital, como a ONG Viva e Deixa Viver e a Sorrir.

A humanização do atendimento é uma preocupação muito grande no hospital. Trata-se de algo primordial”, comenta a coordenadora de projetos. Por isso, uma das pesquisas desenvolvidas atualmente visa identificar a importância do brincar na saúde das crianças. Em breve, a Fundação irá promover, inclusive, um simpósio sobre o tema.