Fundação Lemann lança segunda edição da pesquisa Conselho de Classe

Qual é a visão dos professores sobre a educação no Brasil? Quais são os seus principais desafios? Essas são algumas perguntas que a 2ª edição da Conselho de Classe, encomendada ao IBOPE Inteligência pela Fundação Lemann e com o apoio do Instituto Paulo Montenegro, pretende responder.

A pesquisa, que buscou ouvir os educadores sobre temas relacionados à profissão e ao contexto educacional brasileiro, tem representatividade nacional e contou a participação de professores do Ensino Fundamental I e II e, pela primeira vez, também do Ensino Médio. A proposta da iniciativa é fortalecer ainda mais o compromisso com a participação dos professores no debate educacional.

“A Fundação Lemann acredita que ouvir os professores é essencial para transformar a educação no Brasil. Assim, conseguimos identificar as principais urgências, desafios, propostas e perfil desses profissionais. Esperamos que as questões trazidas pelos professores sejam ouvidas e consideradas por todos aqueles que trabalham nesse esforço conjunto para alcançarmos uma educação de qualidade, como o terceiro setor, formuladores de políticas públicas, gestores educacionais e comunidade escolar”, comenta Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann.

Segundo Denis, além da Fundação valorizar esse diálogo e escuta qualificados, a opinião dos professores é considerada, inclusive, na formulação e execução dos projetos da organização de maneira transversal. “Por isso a pesquisa pergunta, por exemplo, sobre como o professor vê o uso da tecnologia e como ele entende que ela pode contribuir. Assim, podemos ser mais assertivos em nossas iniciativas de inovação,  alinhadas ao trabalho dos professores na busca por um aprendizado de excelência para todos os alunos”, completa.

Resultados

Na primeira edição da pesquisa, professores de todo o Brasil já haviam respondido quais eram, para eles, as maiores urgências do cotidiano escolar. Os resultados de 2015 apontam demandas bem parecidas. Para eles, a falta de acompanhamento psicológico dos alunos e a indisciplina se confirmam como as principais urgências para os professores, assim como a defasagem de aprendizado dos estudantes, principalmente para aqueles que atuam no Ensino Médio.

Na hora de enfrentar esses desafios do cotidiano da sala de aula, é na equipe escolar que o professor encontra o seu principal apoio. Porém, para resolver esses problemas, os educadores demandam mais apoio de profissionais especializados, como o apoio psicológico para as famílias, os próprios professores e os alunos.

Os professores também responderam quais as ações que deveriam ser priorizadas para melhorar a educação: um em cada quatro professores acredita que investir na carreira é a ação prioritária para melhorar a educação. Ou seja, aumentar o piso salarial dos professores e melhorar o plano de carreira, assim como investir na formação continuada dos profissionais da educação.

A pesquisa identificou que os educadores investem bastante no seu aprimoramento:  sete em cada dez realizaram cursos de formação continuada no ano anterior, em sua maioria, fora do horário de trabalho. Porém, segundo o levantamento, apesar de considerarem a importância dessas formações, os professores apontam que elas ainda não resolvem completamente as necessidades que eles têm na escola.

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