Gastromotiva e Instituto BRF lançam Cozinhas Solidárias em Salvador

Foto de uma mulher negra, em pé, em frente a um fogão, com um prato com comida nas mãos.

Com a chegada da Covid-19 no Brasil, veio também o agravamento nos índices de fome no país. Segundo dados de 2021 da Secretaria de Justiça Social da Bahia (SJDHDS), quase 2 milhões de baianos estão cadastrados no CadÚnico e vivem com valores entre R$89 e R$150 por mês, menos de 10% do salário mínimo e correspondente a menos de 25% do valor de uma cesta básica. A Gastromotiva marca a sua volta ao Estado e a segunda fase de expansão do projeto Cozinhas Solidárias, em parceria com o Instituto BRF, associação que direciona os investimentos sociais da BRF e que tem como premissa promover iniciativas que tornem as comunidades mais sustentáveis, por meio de inclusão socioeconômica e inovação social a partir do alimento. A meta é distribuir 22.500 refeições nas três novas Cozinhas Solidárias, que serão inauguradas em julho e vão funcionar, pelo menos, até dezembro deste ano.

O projeto Cozinha Solidárias surgiu da necessidade de se combater a fome e ampliar o impacto do trabalho realizado em comunidades diante do contexto da pandemia. “É gratificante voltar a atuar na região nordeste. Conseguir expandir as Cozinhas Solidárias para Salvador, que, como outros Estados brasileiros, teve o cenário social agravado com a pandemia, é um grande passo rumo a nossa meta de terminar 2021 com 100 novas Cozinhas Solidárias pelo Brasil inteiro. Mais importante ainda é ter mais um lugar onde conseguiremos deixar um legado, uma ação que traz mudança social efetiva”, afirma David Hertz, chef, empreendedor social e fundador da Gastromotiva.

Uma das Cozinheiras Solidárias baianas será a Dona Rita, exemplo vivo de como projetos como esse são importantes e criam um ciclo de iniciativas sociais. “Antes eu recebia comida na rua por morar lá, agora vou poder entregar comida na rua. Isso é um sonho se realizando”, conta Rita, que possui um projeto social na comunidade Vida Nova, no município de Lauro de Freitas.

As Cozinhas Solidárias recebem insumos, embalagens sustentáveis, kits de higiene e apoio logístico na elaboração de cardápios nutritivos com aproveitamento integral de alimentos. A rotina de produção garante o uso de cascas e talos nas receitas, eliminando o desperdício alimentar. Além disso, os cozinheiros e cozinheiras também recebem uma bolsa-auxílio pelo trabalho e formação em empreendedorismo social. Todos os insumos que fazem parte das Cozinhas Solidárias são doados por parceiros e, no caso de Salvador, a manutenção desses espaços será completamente subsidiada pelo Instituto BRF.

E a história da Gastromotiva na Bahia não é nova. Em 2014, a ONG desenvolveu quatro turmas do curso de Capacitação Profissional em Cozinha e duas do curso Empreenda Faça e Venda, que foi pilotado em Salvador pelo potencial observado nas atividades desenvolvidas nas comunidades atendidas. Dos cursos citados, 158 alunos foram qualificados e inseridos no mercado gastronômico e 63 tornaram-se empreendedores. A Gastromotiva atuou por três anos na região e atingiu 27 comunidades, com o desenvolvimento de 60 oficinas e alcançando 5.690 pessoas.

“É um prazer e uma grande alegria estar junto com a Gastromotiva nessa jornada, retornando a Salvador. Nós, do Instituto BRF, entendemos que é o nosso papel apoiar as comunidades nos locais onde estamos presentes. Com o projeto Cozinhas Solidárias, ofereceremos todo o suporte, para juntos, sermos agentes de transformação e ajudarmos no combate aos impactos sociais e econômicos que se intensificaram com a pandemia.”, diz Grazielle Parenti, vice-presidente global de Relações Institucionais e Sustentabilidade da BRF e diretora-presidente do Instituto BRF.

 

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