ICE promove quarta edição do Fórum de Investimentos e Negócios de Impacto

2016 08 04 Instituto Tomie Ohtake, SP: Forum de Finanças Sociais e Negócios de Impacto 2016.

Todo início de ano marca um momento de planejamento de agenda, elaboração de metas e objetivos para os meses que estão por vir. Para o Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), 2020 marca a quarta edição do Fórum de Investimentos e Negócios de Impacto que, neste ano, acontece nos dias 30 de junho e 1º de julho, no Teatro Prevent Sênior, em São Paulo. 

Realizado bienalmente em parceria com Vox Capital e Impact Hub, o encontro teve início em 2014 com a proposta de ser um espaço de reunião de atores estratégicos para debater questões estruturais do campo, novas formas de investir, as perspectivas de empreendedores e investidores, o papel do governo e da academia, as oportunidades para a indústria e a inclusão dos negócios de impacto na cadeia de valor de grandes empresas e governo. 

Importância do evento para o campo 

Um dos principais objetivos do Fórum é colocar em pauta e fortalecer a economia de impacto. Vivian Rubia, coordenadora de programas do ICE, reforça que o evento traz consigo a possibilidade de apresentar o potencial que esse outro modelo econômico pode ter, juntamente com a importância de mudar o mindset de uma economia tradicional para a economia de impacto. 

“Conseguir juntar em um evento esse universo de diferentes atores e organizações, pessoas interessadas, grandes empresas, investidores e empreendedores de impacto e tradicionais e apresentar cases, lideranças e as potencialidades que essa economia tem é uma oportunidade de promover esse mindset e mostrar que já temos um caminho percorrido na construção desse ecossistema”, explica a coordenadora.  

Um ponto transversal que permeia grandes discussões sobre questões ambientais e sociais para além da agenda de economia de impacto é o senso de urgência. Segundo Vivian, é importante reconhecer e internalizar que o momento de ação é o presente, uma vez que a geração atual já está sentindo os impactos das ações humanas e do modelo econômico vigente, que não leva em total consideração todas as externalidades do ponto de vista socioambiental. “Essa é uma tendência que temos visto nos grandes encontros globais, que têm trazido a urgência de olhar para essas pautas e reconstruir os nossos modelos econômicos e, consequentemente, os modelos de negócios e a forma de atuação das organizações do terceiro setor, dos governos e das empresas.”

Crescimento do ecossistema ao longo das edições 

Comparar o número de participantes e palestrantes do Fórum em suas três edições, bem como as expectativas para o quarto encontro, é um bom parâmetro que demonstra o crescimento do ecossistema de investimentos e negócios de impacto ao longo dos anos. 

Em 2014, ano de lançamento do Fórum, 500 participantes tiveram acesso a 25 palestrantes internacionais e 60 brasileiros. Para 2020, o ICE pretende contar com mais de 1.200 participantes presenciais acompanhando as palestras de 170 especialistas brasileiros e cinco internacionais. 

Para Vivian, o aumento de palestrantes brasileiros é uma forma de retratar não apenas o crescimento do tema no Brasil, mas também as características do país, com debates e agendas próprios. “Há uma série de eventos globais dos quais participamos, o que, nesse momento de conexão com o mundo, é muito importante. Mas, ao mesmo tempo, queremos reforçar um fórum brasileiro, pois sabemos que nosso país é muito diverso, com inúmeras particularidades.” Dessa forma, a coordenadora vê o evento como um momento de celebrar as conquistas, lançar um olhar para os desafios e também para construção do futuro. 

Temáticas 

Da edição de 2020, Vivian destaca três entre as trilhas que serão abordadas no Fórum. A primeira diz respeito às relações entre o mundo de negócios de impacto e as questões socioambientais. Nesse sentido, temas como mudanças climáticas, economia regenerativa, floresta em pé, Amazônia, aumento do desmatamento, a redução dos órgãos de fiscalização, a importância da atuação pública e o potencial que o capital privado e que o empreendedorismo têm para ajudar a encontrar soluções para esses desafios são alguns assuntos previstos. 

Negócios de impacto periféricos marcarão outra trilha do evento. Considerando a desigualdade que marca o Brasil, Vivian reforça a necessidade de olhar para as comunidades não apenas como beneficiárias ou consumidoras, mas considerar seu protagonismo, seja falando das periferias urbanas ou de negócios de base comunitária. 

Uma terceira agenda que receberá destaque é a atração de mais capital para o campo e o avanço a ser feito quando o assunto é recurso disponível para negócios de impacto. “Temos muito trabalho a fazer nessa direção, mas, ao mesmo tempo, temos novos instrumentos financeiros aparecendo, novos players, como fundos tradicionais, querendo atuar nesse tema, novas ferramentas e caminhos, como blended finance. Estamos construindo uma trilha focada em mais capital justamente para apresentar tanto os avanços da agenda, como construir tendências e visão de futuro”, afirma Vivian. 

Novos públicos: oportunidades e desafios 

Um dos objetivos do ICE para a quarta edição é expandir ainda mais o público que comparece ao evento, principalmente no que se refere a gestores públicos, representantes de fundos de investimentos e do governo, considerando seu papel estratégico em incluir a pauta de impacto nas agendas públicas e promover seu avanço. Além disso, Vivian defende o potencial do encontro para construir conexões entre diferentes atores, potencializar a geração de negócios e inspirar o público.  

Programação 

Além das palestras, a programação do evento contará com momentos para networking, feira de negócios e também pitches de empreendedores e oportunidades de investimento. A programação completa será divulgada ainda no primeiro trimestre do ano, juntamente com o novo site e a identidade visual do Fórum. 

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