Insper conta com nova residência estudantil para programa de bolsas

Os alunos bolsistas do Instituto de Ensino e Pesquisa – Insper, organização sem fins lucrativos, têm agora mais um benefício para facilitar a continuidade de seus estudos. Foi inaugurada, no início deste mês, a residência estudantil Toca da Raposa, que receberá os bolsistas não residentes de São Paulo ou em lugares de difícil acesso à escola. Essa é a primeira residência estudantil de uma es­cola privada.

Doado pela Fundação BRAVA, o alojamento foi inteiramente reformado. Para equipar o espaço, alunos, ex-alunos e familiares ajudaram na confecção de materiais e na aquisição de móveis e utensílios. Para completar o que falta, está em andamento também uma campanha de crowdfunding. O financiamento coletivo está online no Kickante até dia 2 de setembro.

O prédio, que possui 1.138 metros quadrados, divididos em quatro andares com total de 36 cômodos, deverá receber até 51 estudantes. Renata Biselli, diretora de desenvolvimento institucional do Insper, destaca a importância da residência. “Será um espaço de compartilhamento. Uma experiência enriquecedora e fundamental para a formação integral desses estudantes, que terão autonomia para conduzir as tarefas diárias, apoiados pelo regulamento que criamos com as regras de convivência”.

Programa de bolsas

Desde 2004 o Insper oferece bolsa de estudos integrais para jovens cuja renda familiar não ultrapassa 1,5 salário mínimo per capita. Além da isenção da mensalidade, os estudantes recebem auxílio para alimentação, transporte e materiais escolares. Nos últimos anos, mais de 240 alunos se forma­ram com o apoio do programa. Atualmente, o Insper mantém 245 alunos bolsistas – 12% dos alunos de Graduação têm algum tipo de bolsa.

O processo de seleção de novos alunos bolsistas inclui uma série de critérios e etapas. O objetivo é identificar estudantes que tenham sinergia com a escola, aproveitem esta oportunidade ao máximo e se destaquem futuramente nas áreas em que escolherem atuar. Assim, além da renda, é levado em conta o desempenho acadêmico. Os candidatos aprovados participam ainda de uma fase de entrevistas individuais e dinâmicas em grupo.

A decisão da concessão da bolsa é feita por um colegiado com base no desempenho dos candidatos e recursos disponíveis no Fundo de Bolsas, que é mantido por doações de pessoas físicas e jurídicas, além da restituição dos alunos bolsistas parciais, transferência de 1% da receita da Graduação e rendimento do próprio fundo.

Para manter a bolsa conquistada, os alunos devem ter avaliações acadêmicas dentro dos parâmetros estabelecidos pelo programa, que significa alcançar coeficiente de rendimento acadêmico (CR) igual ou superior a 6. Caso seja reprovado em uma ou mais dependências, os alunos recebem acompanhamento semanal de profissional especializado para auxiliar seus métodos de estudo.

“Temos uma missão de dar oportunidade a todos que querem estudar, independentemente de sua renda familiar”, comenta Claudio Haddad, fundador e presidente do Conselho de Administração do Insper.

Associados