Instituto 3M incentiva a pesquisa, a ciência e a tecnologia em escolas públicas

Incentivar a pesquisa, a ciência e a tecnologia nas escolas públicas é a aposta do Instituto 3M. Para isso, a organização desenvolve uma série de ações, como o Desafio de Inovação Instituto 3M, realizado em parceria com o Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC), da Universidade de São Paulo (USP), que engloba o Programa de Formação de Professores e a Mostra de Ciências e Tecnologia Instituto 3M.

Uma nova turma do programa, inclusive, está com inscrições abertas até o dia 21 de fevereiro (clique aqui para saber mais). São 100 vagas disponíveis na formação voltada aos professores do ensino fundamental, médio e técnico das instituições de ensino da macroregião de Campinas, interior do Estado de São Paulo.

Durante o curso, os participantes conhecem mais sobre aprendizagem por meio de projetos investigativos, assim como diversas ferramentas para auxiliar na prática de desenvolvimento de projetos científicos. Já participaram do programa – nos anos de 2014 e 2015 – 200 professores e mais de 90 foram certificados.

“Com isso, buscamos incentivar o professor a disseminar e multiplicar a cultura de aprendizagem por projetos utilizando metodologia científica estabelecida, além de motivar a criatividade e a reflexão dos alunos nas diferentes áreas das ciências e engenharia”, comenta Lucimara Fioravante, presidente do Instituto 3M.

O curso tem oito meses de duração – de março a outubro – e contempla encontros presenciais com equipe de pesquisadores e professores da Poli-USP e aulas online mediadas por tutores da Universidade de São Paulo. Ao todo, são 67 horas de formação. Todos os cursistas recebem um certificado de participação endossado pelo Instituto 3M e pela FEBRACE (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia).

Ao longo da formação, os professores são também preparados para auxiliar seus alunos a apresentarem projetos científicos na Mostra de Ciências e Tecnologia do Instituto 3M. Neste ano, a atividade está prevista para acontecer nos dias 9 e 10 de novembro.

Ao longo desses dois anos, mais de 385 projetos foram submetidos para avaliação, dos quais 197 participaram como expositores na segunda e terceira edição da Mostra. Neste evento, os alunos têm a oportunidade de apresentar os projetos desenvolvidos com o auxílio de seus professores em uma das sete categorias: ciências agrárias, ciências biológicas, ciências da saúde, ciências sociais aplicadas, ciências exatas e da terra, ciências humanas e engenharia.

“O processo é muito interessante. Os alunos são estimulados por seus professores a terem um diário de bordo, onde é necessário descrever o passo a passo da investigação científica, elaboram relatórios e um pôster para exposição, além de trabalhar a argumentação para defesa do projeto e suas implicações. Os estudantes são também incentivados a pesquisar e levantar problemas, criando um vínculo com a sua realidade social. Este vínculo promove o protagonismo do jovem”, destaca Lucimara.

Na Mostra, os três melhores projetos em cada categoria são premiados e três projetos de destaque são convidados para expor na FEBRACE. Além disso, as Diretorias de Ensino e também as escolas de destaque – que envolveram mais professores, enviaram mais projetos etc – recebem placa de homenagem e participam de entrevistas para materiais de comunicação do Instituto. Trata-se ainda de uma oportunidade para as escolas participarem de edital que disponibilizará recursos financeiros para melhoria de infraestrutura da escola.

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