Mobiliza Campinas lança terceira edição que pretende beneficiar mais de 6.600 famílias

O foco da terceira edição do Mobiliza Campinas continua sendo a segurança alimentar.

Com lançamento em 25 de fevereiro, o Mobiliza Campinas é coordenado pela Fundação FEAC em parceria com uma rede de mais de 100 Organizações da Sociedade Civil (OSC) que compõem a Rede Mobiliza. Nesta edição pretende mobilizar cerca de R$ 3 milhões na modalidade um para um, ou seja, para cada 1 real doado por empresas e pessoas físicas, a FEAC aporta a mesma quantia.

O foco da terceira edição do Mobiliza Campinas continua sendo a segurança alimentar, com a distribuição de cartões alimentação para famílias em situação de extrema vulnerabilidade e/ou risco social, mapeadas pelas OSC que atuam em Campinas.

Ao todo, a previsão, é emitir mais de 6.600 cartões. E cada família beneficiada receberá R$ 150 reais por três meses, em um total de R$ 450.

Execução e coordenação

Para definir as melhores estratégias de atuação, o Comitê do Mobiliza Campinas conta com representantes da FEAC e das OSC de cada microrregião da cidade, eleitos pela própria Rede: AEDHA – Guardinha, Centro Comunitário Jardim Santa Lúcia, Creche Menino Jesus de Praga, Grupo Primavera e Progen.

“A seleção das famílias beneficiadas será feita pela Rede Mobiliza, a partir de parâmetros definidos em conjunto. Como elas estão na ponta, próximas ao público, podem avaliar cada uma das situações de vulnerabilidade que necessitem deste apoio emergencial. A insegurança alimentar é uma severa violação da dignidade humana e necessita esforços coletivos para ser superada”, explica Sílnia Prado, líder do Programa Fortalecimento de Vínculos (FOV) da FEAC.

Entre os parâmetros observados estão preferencialmente mulheres chefes de família; famílias que não sejam atendidas por outro benefício, auxílios ou programas de transferência de renda; famílias com crianças menores de 6 anos ou idosos acima de 60 anos com alguma comorbidade, com gestantes ou nutrizes.

Apoio importante

Participante do Comitê do Mobiliza Campinas Érika Fernandes, Diretora Geral do Centro Educacional de Assistência Social Menino Jesus de Praga, que atende crianças de 4 a 5 anos e 11 meses, na região Leste de Campinas, destaca a importância da iniciativa.

“Acompanhamos nos anos anteriores a angústia de muitas famílias que viram sua situação de vulnerabilidade agravada por conta da pandemia. Em diversos desses lares, por conta da perda de emprego, as pessoas passaram por privações de suas necessidades básicas”, observa ela. “Nesse momento, o Mobiliza Campinas conseguiu minimizar a situação com a distribuição dos cartões alimentação”.

Foi o caso da família de Marcela Angelina dos Santos, selecionada para o programa pelo Centro Promocional Tia Ileide (CPTI), que atua na região do Padre Anchieta. “Em plena pandemia, meu marido perdeu o emprego. Como eu também não estava trabalhando, a situação ficou bastante difícil”, diz Marcela, mãe de três crianças que frequentam as atividades do CPTI.

Ela foi contemplada com cartões alimentação em 2020 e 2021. “Com esse cartão a gente tinha autonomia para comprar o que precisava e não conseguia com outro tipo de ajuda. Felizmente, não chegamos a passar fome”, explica ela.

Coordenadora de serviços de proteção básica do CPTI, a assistente social Daniela Oliveira Cavalcante de Souza destaca o fato de o auxílio ser dado na forma de um cartão, pensando em garantir que cada família tenha autonomia para usar o recurso de acordo com suas necessidades. Essa flexibilidade também contribui para melhoria da qualidade nutricional, uma vez que o recurso pode ser usado para compra de alimentos frescos e perecíveis que não entram na composição de cestas básicas. No contato com os beneficiários, ela comprovou a importância desse apoio. “Vi muitos casos de famílias que dependiam desse recurso e não viam a hora de cair o valor mensal para ir comprar o que precisavam”.

Sobre o Mobiliza Campinas

Criado em 2020, o Mobiliza Campinas surgiu como uma medida emergencial. A pandemia da Covid-19 agravou a situação de vulnerabilidades de muitas famílias, com a perda de emprego e renda, e era preciso dar uma resposta imediata para amenizar a situação.

A opção pelo cartão alimentação, além de dar autonomia para que as famílias empregassem os recursos nos produtos que mais necessitavam, também tinha como objetivo promover a economia local, movimentando os pequenos comércios no entorno dos beneficiados.

Nas duas primeiras edições foram contempladas 13.201 famílias, com 93% dos cartões emitidos em nome de mulheres, representando um total de R$ 9,5 milhões. Ao todo, 84 empresas e mais de 3 mil pessoas físicas contribuíram para ajudar 53,7 mil pessoas.

Por Iracy Paulina

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