ONG baiana de meio ambiente é escolhida a melhor do Brasil na categoria

 

No momento em que líderes mundiais debatem os desafios geopolíticos da preservação do meio ambiente, o Instituto Doar, a agência O Mundo Que Queremos e a Rede Filantropia, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), acabam de conceder o Prêmio de Melhor ONG de Meio Ambiente do Brasil para uma entidade baiana, a Organização de Conservação da Terra (OCT), que também foi escolhida como uma das 100 Melhores ONGs do país em 2019. A entidade recebeu o prêmio em cerimônia realizada no Teatro J. Safra, em São Paulo, sendo representada por seu Diretor Executivo, Joaquim Cardoso (foto).

Atuando desde 2001 com o propósito de planejar e intervir na paisagem do Baixo Sul da Bahia, a OCT se destaca, na avaliação dos organizadores do Prêmio, pelo padrão de gestão e transparência, além dos resultados obtidos pelo Programa de Recuperação e Conservação Ambiental e Produtiva. A iniciativa constrói seus resultados por meio da Governança Participativa, ou seja, envolvendo a comunidade, o Poder Público (governos Federal, Estadual e municipais), iniciativa privada e sociedade civil organizada.

Segundo Joaquim Cardoso, a entidade orienta o bom uso dos recursos naturais de forma que permita o equilíbrio dos fluxos de vida: solo, água, flora, fauna, seres humanos e seus negócios. “Com o propósito inicial de adquirir e sistematizar conhecimentos e experiências, a OCT optou inicialmente pela concentração de suas ações na Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi, que engloba os municípios de Ituberá, Igrapiúna, Nilo Peçanha, Ibirapitanga e Piraí do Norte”, revela Cardoso.

O diretor complementa que a OCT ordenou suas ações em 12 linhas de atuação, que vão do Plano Integrado da Propriedade (PIP), Assistência Técnica e Extensão Rural, e da Neutralização de Carbono, até a Valorização da Floresta e o Planejamento da Paisagem. “Temos como premissa os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), mediante a convicção da importância da convergência dos atores sociais”, sentencia.

Em 18 anos de atuação, os resultados da OCT são animadores: Restauração Florestal de 318 nascentes, Assistência Técnica com foco em Conservação Ambiental e Produtiva a 600 produtores, apoio na Certificação Orgânica Participativa de 45 agricultores, efetivação do Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (CEFIR) de 1.000 imóveis, implantação de 71 hectares de Sistemas Agroflorestais biodiversos que resultaram em um aumento médio de 20 mil reais, por ano, na renda dos produtores assistidos, que corresponde a cerca de 3 vezes mais em relação aos não assistidos.

A OCT é parceira da Fundação Odebrecht na realização do seu Programa Social, o PDCIS. Além disso, tem como parceiros sociais a Braskem, o Ministério Público do Estado da Bahia, a Agência Nacional de Águas (ANA), o Programa Ecomudança e a Prefeitura de Ibirapitanga. São também parceiros institucionais da OCT, a Rede de Agroecologia Povos da Mata, as universidades estaduais de Feira de Santana (UEFS) e de Santa Cruz (UESC), a Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).

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