Pela busca de soluções conjuntas

Criado em 2003, como braço social do grupo Galvani, o Instituto Lina Galvani, identifica e apoia processos para o desenvolvimento comunitário e a melhoria da qualidade de vida nas localidades onde a empresa atua. Seu nome vem de uma homenagem feita em vida a mãe dos sócios fundadores da empresa, Dona Lina Galvani, que é uma grande incentivadora e inspiradora dos projetos sociais, tendo como principais valores da vida a família, a simplicidade, a honestidade e o trabalho.

Como busca soluções conjuntas para vencer os desafios impostos para as comunidades onde atua, não por acaso a pertinência da frase inspiradora de Lina Galvani, “Todas as pessoas merecem apoio a partir do momento em que também estejam dispostas a se ajudar”.
No início de 2009, o Instituto passou por uma reformulação em seu posicionamento, onde seu principal foco tornou-se a criação de mecanismos participativos de identificação de problemas e soluções nas comunidades, por meio da criação de uma rede de parcerias locais que contribuam com o desenvolvimento dos projetos. Para isso, utiliza quatro Programas: Diagnóstico, Intervenção, Parcerias e Comunicar.
Em entrevista ao redeGFE, a Diretora Presidente do Instituto, Cecília Galvani, fala um pouco mais sobre o trabalho da instituição e os aprendizados nestes sete anos de intervenção social, que já beneficiou 5 mil pessoas.
redeGIFE – O Instituto mantém ações em temas como educação, meio ambiente e geração de renda. O que levou a essa priorização?
Cecília Galvani – Devido às próprias características encontradas nas diferentes localidades em que atuamos pelo Brasil, na medida em que iniciamos nosso contato com as comunidades a partir de um diagnóstico participativo – realizando rodas de conversa para identificação de problemas e busca de soluções conjuntas – que, somado à análise de dados primários e secundários (estatísticos), nos fornece subsídios para desenharmos a(s) intervenção(ões), sempre de maneira participativa.
Claro que, após estes anos de atuação, acabamos construindo expertises e maneiras de olhar o mundo que inevitavelmente interferem nesses processos. E a educação ambiental e a terapia comunitária, são uma delas.
redeGIFE – Depois de sete anos anos de existência, quais foram os principais aprendizados do Instituto?
Cecília Galvani – A importância do envolvimento comunitário e da crença na capacidade do outro para a construção de redes sociais solidárias, configurando-se como principais ferramentas de transformação.
redeGIFE – Quais os grandes desafios de se trabalhar em regiões tão distintas?
Cecília Galvani – Manter uma unidade nas atuações e, ao mesmo tempo, cuidar para que estas atendam as singularidades de cada localidade.
redeGIFE – Como é o contato entre o instituto e outras organizações sociais nas regiões em que atua?
Cecília Galvani – O esforço se dá sempre no sentido de articulá-las e fortalecê-las para que tenham condições de se desenvolverem cada vez mais e melhor.
Conheça os projetos

Programa SERvindo, que de 2004 a 2009 atuou com cursos profissionalizantes gratuitos de Cozinheiro, Garçom e Barista, com foco na profissionalização e aumento de renda de jovens e adultos do Jaguaré, zona oeste de São Paulo (SP). Foram capacitados 240 alunos e mais de 80% deles estão trabalhando na área gastronômica. A experiência foi sistematizada para a disseminação da tecnologia para outras localidades. A partir de 2010 o SERvindo deixará de trabalhar com capacitação e inserção no mercado de trabalho, focando agora no desenvolvimento comunitário do bairro. O objetivo é fomentar o empreendedorismo na região, proporcionando melhores condições de formação e trabalho para que os participantes construam a sua autonomia e sustentação e sirva de exemplo para a sociedade, contribuindo cada vez mais com a inclusão socioeconômica local.
Viva Betel Karatê, iniciativa que tem como objetivo integrar a comunidade do bairro por meio da prática do karatê em Paulínia (SP), além de fortalecer a atuação da Associação de Moradores de Betel na região, buscando articular parcerias com empresas do bairro. Para isso, o Instituto apóia as aulas para crianças e jovens da região. Em 2009, os alunos participaram de dois campeonatos levando um total de 9 medalhas de ouro, 8 de prata e 9 de bronze.
Parque Fioravante Galvani, primeiro criadouro conservacionista de espécies da fauna e flora do cerrado baiano, localizado no município de Luis Eduardo Magalhães (BA). O espaço, que leva o nome em homenagem ao patriarca da família Galvani, foi constituído com a finalidade de colaborar com o desenvolvimento socioambiental do cerrado e de contribuir, por meio de ações educativas, com a conscientização ambiental da região onde se encontra, por meio de três frentes de atuação: Criadouro Conservacionista, um espaço para a conservação de animais do cerrado, entre aves e mamíferos, sendo algumas ameaçadas de extinção. Atualmente há sete recintos construídos das espécies cervo-do-pantanal, lobo-guará, ararajuba, arara azul grande, tamanduá-bandeira, bugio e gavião-caboclo; Viveiro de Mudas de Espécies Nativas, reservado para a produção de mudas nativas, destinadas para recuperação de áreas degradas da região e arborização urbana. Em 2009 o Parque firmou parceria com a empresa Xingu-Agri, o braço da produção agrícola da Multigrain, com objetivo de ampliar a produção de 5.000mudas/ano para cerca de 60 mil mudas; e Núcleo de Educação Ambiental (NEA), tem como objetivo desenvolver junto a comunidade a ética do cuidado e a valorização do cerrado, através de projetos com intervenções na sociedade. Desde sua inauguração, o NEA recebeu mais de 6 mil pessoas en diversas atividades pelo Parque.
Conhecendo uma Empresa, programa de voluntariado empresarial que visa a orientação em relação à escolha profissional das comunidades de Paulínia e Luís Eduardo Magalhães de jovens. Desde o início do Projeto, já foram capacitados mais de 1800 jovens. Cerca de 80 voluntários atuam no projeto, conduzindo palestras sobre o funcionamento de uma empresa, suas diferentes áreas e perfil dos profissionais envolvidos.

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