Programa de aceleração de OSCs é lançado a partir de reuniões da RIS-DF

A Rede de Investidores Sociais do Distrito Federal (RIS-DF), que reúne associados do GIFE e outras organizações da sociedade civil da região, está caminhando a passos largos. A partir das reuniões do grupo, quatro institutos uniram forças para lançar o Programa de Aceleração de Impacto Social (PAIS).

Apesar de não ser uma iniciativa da RIS-DF, o programa só surgiu devido ao contato que as organizações têm de forma recorrente nas reuniões. Criado pelo Instituto Sabin, Instituto BRB, Instituto Cooperforte e Instituto Bancorbrás, sendo os três primeiros associados ao GIFE, o PAIS tem como objetivo oferecer um conjunto de mentorias para que organizações da sociedade civil (OSCs) possam se desenvolver em áreas ainda pouco trabalhadas.

Fábio Deboni, gerente executivo do Instituto Sabin, conta que o PAIS foi inspirado em um programa de aceleração criado pelo Instituto Sabin. “Nós já estamos rodando um programa com a Phomenta para 30 OSCs e, com o desenvolvimento dele, percebemos o quanto essa experiência estava sendo interessante e impactando positivamente as organizações. A partir disso, provocamos os outros três institutos: ‘por que não fazer algo similar?’.”

O gerente destaca que a Phomenta, certificadora e aceleradora de OSCs, atua como um quinto elemento da parceira, que ajudou a desenhar e mediar o programa.

Estrutura do programa

O PAIS foi pensado com uma estrutura de coinvestimento. Fábio destaca que essa premissa, de diferentes atores se unirem para coinvestir em uma determinada iniciativa, é muito forte no campo do investimento social. “A ideia do coinvestimento é justamente achar pontas e cocriar uma iniciativa ou um programa juntos. Como tínhamos um timing muito apertado para rodar o programa ainda esse ano, definimos que cada instituto indicaria oito organizações, totalizando 32”, explica.

Durante julho e novembro, essas organizações receberão formações e poderão participar de webinares e mentorias. Todo o processo teve início com um diagnóstico de cada organização, elaborado pela Phomenta. Segundo Fábio, o material é basicamente um raio-x da instituição, com um relatório breve sobre pontos positivos e pontos a serem melhorados de cada OSC.

No dia 12 de julho, aconteceu o primeiro encontro presencial. Durante dois dias, dois representantes de cada organização passaram por três ensinamentos. No primeiro deles, aprenderam como fazer um pitch, ou seja, como apresentar a organização de forma sucinta. Em um segundo momento, os participantes aprenderam a trabalhar o diagnóstico, ou seja, a confrontar a visão que tinham das próprias organizações com o raio-x apresentado pela Phomenta.

Por fim, a partir do diagnóstico, cada organização começou a construir um plano de ação. “Elas escolheram um ponto de melhoria e aprenderam a criar uma metodologia para prototipar uma solução. É quase como fazer um mini projeto de forma rápida, testar soluções para enfrentar os problemas apontados no raio-x. Por exemplo: várias organizações têm desafios relacionados à comunicação. Então, elas desenharam um projeto para superar esses desafios, seja para melhorar o site e as mídias sociais, seja para desenvolver aplicativos. Cada uma escolheu uma maneira de enfrentar o problema.”

Com o fim do primeiro encontro, o período de julho a novembro será dedicado às mentorias e webinares. As primeiras ficarão à cargo da Phomenta e de mentores. Já os webinares terão temas específicos pensados a partir dos diagnósticos para atender a maioria das organizações.

Recepção e próximos passos

Fábio conta que já a partir do primeiro encontro foi possível perceber o alto grau de engajamento dos participantes. “A aceitação é muito alta e o feedback muito positivo.”

Além disso, o gerente ressalta que a ideia da aceleração não é transformar as OSCs em negócios sociais. “Pode ser que uma ou outra organização torne-se o braço de um negócio social, mas o nome aceleração de OSCs significa um programa de capacitação nessa nova linguagem de startup, com uma metodologia prática, que prioriza a experimentação, os testes e a inovação, diferente de capacitações comuns do terceiro setor, mais focadas em palestras.”

Devido à boa receptividade, Fábio afirma que os institutos já vislumbram uma continuidade do programa para o ano que vem. “Não sabemos exatamente como vai ser, mas os quatro institutos, juntamente com a Phomenta, estão muito satisfeitos com a experiência.”

Apoio institucional