Relatório da ONU indica aumento da fome no mundo durante a pandemia

O relatório The State of Food Security and Nutrition in the World 2021 (SOFI, em tradução livre ‘A situação da segurança alimentar e nutricional no mundo’), produzido por agências da Organização das Nações Unidas (ONU), analisou o impacto global da pandemia na insegurança alimentar e o que pode ser feito para reverter o cenário crítico até 2030, principalmente por meio da diplomacia.

A fome cresceu exponencialmente em todo o planeta e, segundo o documento, o aumento provavelmente está relacionado às consequências da Covid-19, que provocou recessões brutais e prejudicou o acesso à comida de qualidade.

O maior impacto foi na África, onde 21% da população (o equivalente a 282 milhões de pessoas) está desnutrida. A Ásia é o continente com mais pessoas subalimentadas (418 milhões),  e uma proporção menor, mas ainda alta, está na América Latina e no Caribe (60 milhões).

De acordo com o estudo, até 2030 é necessária  a transformação dos sistemas alimentares por meio de um conjunto de medidas diversas, como políticas públicas, investimentos sociais, construção de uma cultura de paz em áreas de conflito, empoderamento de mulheres e jovens e a ampliação ao acesso às tecnologias. 

Para evitar que os indicadores sigam crescendo mesmo após a pandemia, os autores da pesquisa reforçam que as mudanças devem começar agora.

 

 

Notícias relacionadas

Especial redeGIFE: Quem tem fome, tem pressa – mas o problema é estrutural

A necessidade de ações diante do aumento da fome e da insegurança alimentar no país é consenso entre representantes do investimento social privado, organizações da sociedade civil e movimentos populares. Contudo, especialistas também apontam a importância de políticas públicas e de uma agenda estruturante para enfrentar o problema.

Apoio institucional