Unidos pela alfabetização brasileira, Fundação BB e Instituto Ayrton Senna firmam parceria

 

A alfabetização pública brasileira deve melhorar em centenas de escolas do país. Isso graças a uma parceria firmada entre o Instituto Ayrton Senna e a Fundação Banco do Brasil nesta sexta-feira (22), em Brasília. O objetivo do acordo é promover a alfabetização plena no país, base do ensino crucial para todas as outras etapas da vida do estudante. A parceria deverá beneficiar municípios em dez estados, de quatro regiões brasileiras, por meio da formação de cerca de dois mil educadores que atuam nas redes públicas municipais e que poderão impactar quase 300 mil crianças.

Com o acordo, diversos projetos educacionais do Instituto Ayrton Senna serão aplicados pelas secretarias de educação com o objetivo de garantir que os estudantes aprendam a ler, escrever e contar adequadamente. Além disso, os projetos também buscarão desenvolver competências como colaboração, curiosidade e autoconfiança, conhecidas como socioemocionais e com grande influência no sucesso escolar e futuro desses estudantes, garantindo-lhes o desenvolvimento integral.

A parceria prevê a formação de professores, já que a falta de capacitação de qualidade é um empecilho para que docentes consigam ensinar crianças a ler, escrever e contar.  Os programas contribuirão para o aumento da proficiência escolar por meio de metodologias próprias, além de reduzir outros dois importantes desafios nacionais: as dificuldades de gestão das políticas públicas de alfabetização pelas secretarias de ensino e a alta taxa de distorção idade-série, alunos com mais de dois anos de atraso escolar.

A expectativa é que o trabalho conjunto gere efeitos parecidos com os que o Instituto Ayrton Senna já obteve em outras localidades. Segundo levantamento da entidade de 2017, 77% dos alunos participantes dos projetos educacionais da organização recuperaram a defasagem escolar; 79% dos não alfabetizados terminaram o ano adequadamente alfabetizados e 80% dos que apresentavam dificuldade de leitura e escrita finalizaram o ano com aprendizado adequado.

Asclepius Soares, presidente da Fundação BB ao lado de Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna, na assinatura do acordo de cooperação.

Alfabetização

Segundo dados da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), 55% das crianças brasileiras ao final do terceiro ano do Ensino Fundamental, com oito anos de idade ou mais, não sabem ler ou contar adequadamente. A maior causa da manutenção dessa triste realidade encontra-se na ineficácia dos processos de alfabetização.

“A gente tem cerca de 50 milhões de alunos na educação básica, que é quase a população da Espanha. Dentro desse total de crianças e jovens, de cada dez que entram no sistema, só cinco terminam o ensino médio. A gente tem uma perda de 50% entre a entrada e a saída. Se você pensasse num hospital, é como se, de cada dez pacientes que entrassem lá, só cinco saíssem vivos”, explica a presidente do Instituto, Viviane Senna. “É preciso criar oportunidades em larga escala e não apenas para exceções. Somos um time que junta forças para ajudar as crianças a vencerem a corrida da vida. Precisamos construir um país para todos e não para poucos”, concluiu Viviane.

O presidente da Fundação BB, Asclepius Soares, acredita que a parceria mudará a realidade de gerações. “Queremos valorizar vidas para transformar realidades e não há nada mais transformador do que a educação. Nossa parceria é firmada pelos princípios que nos une”, destacou.

O vice-presidente de Gestão de Pessoas, Suprimento e Operações do Banco do Brasil, Antônio Gustavo Matos do Vale, que representou o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, reforçou a importância desta parceria. “O Banco do Brasil acredita que as instituições não são apenas comerciais e bancárias que visam lucros, mas que também observam o que pode ser feito para melhorar a comunidade que os cercam. Se não tivermos noção que o conhecimento move esse mundo, não vamos chegar a lugar algum”, concluiu.

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