Aprendizado Baseado em Problemas é tema de encontro da Fundação Romi

Com o objetivo de promover o intercâmbio de saberes, foi realizado um encontro que abordou a aplicação do método utilizado pelo Núcleo de Educação Integrada (NEI) para o desenvolvimento das atividades escolares: o Aprendizado Baseado em Problemas (Problem-Based Learning). Participaram do encontro o professor Pedro Augusto Pinheiro Fantinatti, pós-doutor pela Universidade de Campinas (UNICAMP), docente do Instituto Federal de São Paulo – Campus Campinas (IFSP) e líder de um Grupo de Pesquisa que visa propor a adoção do método nos cursos do ISFP, e sua equipe.

A metodologia destaca o uso de um contexto para o aprendizado, promovendo o desenvolvimento da habilidade de trabalhar em grupo e estimular o estudo individual, de acordo com os interesses e o ritmo de cada estudante, que sai do papel passivo para o de agente principal. Os educadores atuam como tutores (ou facilitadores) nos grupos e têm a oportunidade de conhecer de perto os alunos, mantendo contato próximo durante todo o desafio.

“O aprendizado baseado na resolução de problemas, empregado no NEI por meio de desafios transversais, tem por essência a otimização da aprendizagem, o desenvolvimento da autonomia e o estímulo às competências socioemocionais”, explica Ericka Vitta, Diretora do Núcleo de Educação Integrada da Fundação Romi.

A limitação da proposta da escola tradicional, aliada às inovações crescentes e à mudança comportamental das novas gerações, impulsionaram a comunidade científica a pesquisar alternativas de novos processos de ensino-aprendizagem, capazes de formar futuros profissionais com visão holística e cosmopolitas, integrando a ciência com a prática, por meio do aprendizado ativo e baseado em competências.

“Quando uma escola altera sua lógica de ensino, consegue engajar alunos, motivar educadores e melhorar seu desempenho e resultados, passando a figurar um restrito grupo de escolas inovadoras. Estas instituições são aquelas que fazem algo diferente do modelo ultrapassado – este que não mais dialoga com a sociedade atual, tampouco prepara esses alunos para os desafios do mundo – seja do ponto de vista pedagógico, didático ou mesmo arquitetônico”, afirma Ericka. “Esta inovação no modelo de aprender a aprender, relativamente novo na área de educação, mas que vem sendo empregado pelo NEI há mais de 20 anos, tem ganhando força com o surgimento das novas tecnologias e a desfronteirização, fenômenos que favoreceram o acesso a uma enormidade de informações, mas que precisam ser processadas para a geração de conhecimento. Aqui é fundamental o papel do educador-tutor. Informação descontextualizada é vazia”, conclui.

Sobre o encontro

Foi com o propósito de debater e conhecer a vivência do Núcleo de Educação Integrada que a equipe do Instituto Federal de São Paulo – Campus Campinas – passou a tarde de sexta-feira, 20 de outubro, em meio às experimentações dos alunos da escola. Experienciaram o NEI, além do Professor Dr. Pedro, a Assistente Social do IFSP Campus Campinas, Eliane Ferreira dos Santos, a Professora Cecília Pereira de Andrade, Docente de Matemática, e o graduando André Jonas da Silva, aluno de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas.

“Este grupo que está visitando o NEI hoje é a equipe de Projetos de Estrutura e Adaptação. Nosso objetivo é buscar as melhores práticas e pensarmos em como implementar essa mudança e capacitar os professores para esta nova roupagem. Queremos em nossa escola, o IFSP Campus Campinas, a atmosfera que vocês criaram aqui. Estamos certos que é a mais eficiente, além de claramente ser mais gostosa do que as classes e escolas tradicionais. O conceito de sala invertida, os desafios, os agrupamentos, as problematizações e toda a vivência experimental do aluno é surpreendente. Estamos embasbacados”, entusiasma-se o professor Pedro ao relatar sua estada na escola. “Os índices de vocês e a desenvoltura dos alunos é impressionante”, complementa a professora Cecília.