Em primeira reunião do ano, Rede LEQT debate planos de ação para 2020

No dia 11 de março, a Rede Temática de Leitura e Escrita de Qualidade para Todos (LEQT) realizou sua primeira reunião de 2020. O grupo se reuniu na sede do Goethe-Institut, em São Paulo (SP), para a construção colaborativa do planejamento das ações do ano.

Os trabalhos do dia tiveram início com a apresentação dos resultados de um segundo exercício de mapeamento das relações entre as organizações-membro da Rede a partir das respostas a um questionário. Ao todo, 27 organizações participaram da pesquisa, que evidenciou 582 conexões.

No final de 2019, um primeiro mapeamento chegou a ser realizado entre os membros da coordenação e do conselho consultivo da LEQT. Dessa vez, a consulta foi ampliada para todos os membros. O trabalho foi realizado por Rogério Costa, professor do programa de pós-graduação em Comunicação e Semiótica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a convite do grupo.

A partir de formas variadas de relacionamento (vínculo permanente, parcerias de curto/médio prazo e relações pontuais), o mapa apontou 146 territórios nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Maranhão nos quais as organizações atuam. Promoção/participação de eventos; formação de mediadores, leitores, gestores públicos e professores; apoio a grupos, coletivos e indivíduos; desenvolvimento de materiais e metodologias; e publicação são algumas das principais atividades realizadas e apoiadas pelas instituições.

Para Rogério, esse processo de percepção mútua entre as organizações, inclusive de seus territórios de atuação, pode fortalecer e ampliar a atuação da Rede. “Esse grande mapa possibilita conhecer a dinâmica de relacionamento das organizações integrantes da LEQT e dessas com outros potenciais parceiros que ainda não integram esse espaço, o que abre a oportunidade de uma ação de potencialização das relações, parcerias e conexões entre organizações e projetos, de maneira a fortalecer a atuação do campo no tema da leitura e escrita”, observa o professor.

Ana Lima, da Conhecimento Social, por sua vez, acredita que a iniciativa pode orientar o grupo em um posicionamento mais dialógico. “O mapa nos permite entender quem somos e misturar isso com quem queremos ser. O cenário externo talvez esteja nos convocando a ser mais proativos.”

Ao longo do próximo período, a perspectiva é que o grupo aprimore o questionário, de modo a ampliar o volume e o tipo de informação, além de expandir o número de organizações mapeadas.

GTs: planos de ação para 2020

Na segunda etapa do encontro, representantes dos três Grupos de Trabalho (GTs) da Rede – Indicadores, Territórios e Comunicação e Advocacy – apresentaram aos participantes suas propostas para o plano de ação da LEQT em 2020.

Além da ação de mapeamento das relações e conexões entre os membros da rede, o GT Indicadores planeja dar seguimento à produção de conhecimento, que visa subsidiar o trabalho dos demais GTs. Os Indicadores LEQT, um conjunto de indicadores para avaliação de projetos, desenvolvido pelo grupo e já aplicado junto a uma amostra de organizações, também deve seguir sendo aprimorado este ano.

Já o GT Comunicação e Advocacy se debruçou sobre a proposta de uma política de posicionamento público para a Rede. A tarefa dialoga com o desejo identificado no último período de uma atuação mais propositiva na comunicação e no advocacy. Alguns dos elementos da proposta são: foco no campo da Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE), em diálogo com políticas públicas do campo, tais como Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Plano Nacional de Educação (PNE), Plano Nacional de Cultura (PNC), Plano Plurianual (PPA) e Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

A proposta apresentada pelo GT Territórios, por sua vez, contempla o mapeamento dos territórios de atuação das organizações que integram a Rede com vistas à intensificação dos diálogos, fortalecimento da atuação e apoio na construção de políticas estaduais e municipais do Livro e Leitura por meio da produção de conhecimentos, referências e materiais sobre o campo. O grupo apresentou ainda uma proposta de ação direta voltada aos candidatos às prefeituras nas eleições deste ano.

Rodadas de debates

No período da tarde, os participantes do encontro se reuniram em grupos para aprofundar o debate sobre as propostas apresentadas pelos GTs.

Frente ao cenário e às perspectivas para a atuação do grupo em 2020, Neide de Almeida, secretária executiva da Rede LEQT, destaca o fortalecimento da sistemática de reuniões entre as instâncias de coordenação, conselho e GTs da Rede e o aprofundamento da reflexão a respeito de estratégias que possibilitem uma ação mais propositiva e autônoma.

“Esse momento de troca é importante para o maior engajamento da rede como um todo com o conjunto das ações realizadas, além de ser uma oportunidade de as pessoas conhecerem melhor a dinâmica de cada GT e de perceberem as conexões entre eles. O debate da tarde evidenciou muitas dessas aproximações e diálogos”, observa.

Para a secretária, a participação de novos membros, incluindo representantes de bibliotecas públicas, é outro ponto a ser comemorado. “Também tivemos um número significativo de pessoas que manifestaram interesse em integrar os GTs. Isso é algo bem importante para seguirmos caminhando no sentido da maior autonomia e engajamento com as ações.”

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