Especial ‘Educação Integral nas Infâncias’ traz pressupostos e práticas para o desenvolvimento infantil

O debate acerca da Educação Integral no Brasil tem ganhado força e se apresentado como uma efetiva oportunidade de mudança na proposição de políticas educacionais no país. Neste contexto, o Centro de Referências em Educação Integral, com o apoio do Instituto C&A, acaba de lançar a publicação “Educação Integral nas Infâncias: Pressupostos e práticas para o desenvolvimento e a aprendizagem de crianças de 0 a 12 anos”.

A iniciativa apresenta um documento de referência para gestores educacionais e escolares, professores e demais profissionais da educação, e conta ainda com um portal que traz um conjunto de experiências ilustrativas, materiais e informações complementares à discussão acerca de políticas educacionais.

Janine Schultz, coordenadora de Educação do Instituto C&A, conta que o material foi desenhado para ser uma ferramenta de apoio a outras organizações que desejam trabalhar com a incidência em políticas públicas relacionadas à promoção de uma educação integral. “Vivemos um momento em que aumentam as pressões pela escolarização e a alfabetização precoce, o que ameaça o desenvolvimento das crianças desde a Educação Infantil. É necessário pensarmos sobre como estimular o desenvolvimento integral das crianças, criando uma educação que realmente possa propiciar isso”, ressalta.

Sobre a publicação

O especial foi desenvolvido em parceria com professores especialistas em Estudos da Infância, Educação Infantil e Educação Integral, a partir de debates, experiências, pesquisas e formações. “A publicação traz dados que contribuem para a defesa da Educação Integral para todas as crianças. Uma educação pensada desde a Educação Infantil, de forma integrada e integradora”, destaca Janine.

O documento traz um conjunto de princípios que fundamentam as propostas de Educação Integral para as Infâncias. Entre eles, equidade, inclusão, articulação com o território e participação. A publicação dá luz ao debate sobre a construção social da infância e as diversas representações sobre o que venha a ser a infância, destacando a necessidade de se reconhecer os contextos de violação dos direitos e as condições de vida e de sociabilidade de muitas crianças brasileiras.

Os autores analisam a potência da Educação Integral como estratégia de promoção de maior justiça social e de mudança da concepção de educação escolar e, a partir de uma concepção mais ampla de criança, defendem a necessidade de se pensar a transição entre a Educação Infantil e o Ensino Fundamental a partir de uma lógica de continuidade, e não de rupturas.

O texto aprofunda-se nas aprendizagens atreladas ao brincar e na concepção de currículo, mostrando a necessidade de se aproximar o conhecimento escolar da vida das crianças. Além disso, temas como empoderamento das crianças para que ocupem seus espaços, e condições básicas para que as propostas de Educação Integral para as infâncias sejam efetivadas, compõem as discussões.

Para ter acesso ao material completo o interessado deve acessar o site (clique aqui). Na plataforma, está disponível também para download o documento de referência.

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