Especialistas nacionais e internacionais discutirão câncer infantojuvenil no Rio de Janeiro

A cada hora nove crianças morrem em todo o mundo devido ao câncer. No Brasil, os dados não são diferentes: 55 pequenos cidadãos falecem por semana. No Estado do Rio de Janeiro, mais de quatro pequenos fluminenses são vítimas da doença a cada sete dias. É com base neste cenário que acontece nos dias 18, 19 e 20 de setembro, o 4º Fórum de Oncologia Pediátrica do Rio de Janeiro, uma realização do Instituto Desiderata com o patrocínio da Fundação do Câncer, FenaSaúde, Instituto Phi e Instituto Ronald McDonald e apoio de diversos parceiros, com o objetivo de construir propostas para a melhoria da rede pública de tratamento.

“O câncer é a maior causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 01 a 19 anos no Rio de Janeiro. Precisamos encontrar novos caminhos para o diagnóstico precoce e o início do tratamento mais rapidamente. Atualmente, 18% das crianças morrem antes de iniciarem qualquer procedimento. E outras 8% já chegam aos hospitais em estado muito avançado da doença”, explica a Diretora do Instituto Desiderata, Roberta Costa Marques.

Procurando respostas com especialistas

Propor ações para a qualificação da rede de tratamento é também um dos objetivos do Fórum. Em média, as crianças e os adolescentes fluminenses levam 15 dias da primeira consulta até a confirmação do diagnóstico. Outros 15 dias, em média, se vão entre o diagnóstico e o início do tratamento. As alternativas para superar estas lacunas serão parte da apresentação do médico americano Carlos Rodriguez-Galindo, diretor de um dos mais importantes programas de pesquisa do câncer infantojuvenil no mundo e ex-professor da Escola Médica de Harvard (EUA). Entre outros aspectos, ele mostrará que as condições geográficas têm total influência no aumento ou na diminuição das chances de cura de um pequeno paciente. Segundo ele, mais de 80% das crianças com câncer vivem em países com recursos limitados, onde as chances de cura variam entre 20% e 40%.

O Fórum de Oncologia Pediátrica do Rio de Janeiro colocará em pauta ainda os desafios do diagnóstico e do tratamento rápido. Segundo estimativa do INCA para 2016/2017 espera-se mais de mil casos novos de câncer em crianças e adolescentes no Rio de Janeiro. Destes, 440 apenas no município do Rio. Um pequeno cidadão com câncer perde, em média, até 13 anos de vida produtiva.

Em outra apresentação internacional, Eva Steliarova-Foucher, cientista sênior na Agência para Pesquisa sobre Câncer (IARC) da Organização Mundial de Saúde, mostrará que informações sobre o câncer transformadas em conhecimento podem alterar a face do tratamento de crianças e adolescentes em todo o mundo. Em sua apresentação, ela ressaltará o papel indispensável dos registros no monitoramento correto dos impactos do câncer infantojuvenil, na construção de soluções mais modernas e no desenho de políticas públicas de maior abrangência.

Através de diversas apresentações de especialistas nacionais, o FOP 2017 também celebrará os esforços desenvolvidos de forma corresponsável pela sociedade civil e o setor público para rever este cenário no Rio de Janeiro. Através do Unidos pela Cura, política que atua para garantir que crianças com suspeita de câncer cheguem precocemente aos centros de diagnóstico e de tratamento da rede pública, no período de 2009 a 2016, mais de 1000 crianças e adolescentes foram encaminhados rapidamente. Destes, 110 casos de câncer foram confirmados. A iniciativa também já capacitou quase 3 mil profissionais de saúde da família, entre médicos, enfermeiros e agentes comunitários, para a suspeita dos sinais e dos sintomas do câncer infantojuvenil.

Inscrições

Para saber mais , acesse FOP2017

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