Instituto Singularidades é novo associado GIFE na área de educação

O Censo GIFE 2018 apontou que, assim como na versão lançada em 2016, os associados GIFE mais atuam em educação, com 80% dos projetos na área. Desde sua criação em 2001, o Instituto Singularidades, novo integrante do time de associados GIFE, trabalha com a missão de ‘cultivar espaços de aprendizagem que promovam o desenvolvimento de pessoas éticas, comprometidas, capazes de inovar e inspirar para a excelência na educação’. 

Luciana O’Reilly, diretora executiva de operações do Instituto, explica que entre as principais motivações para criar uma instituição de ensino superior com foco na formação docente foi a comprovação de que, entre os fatores internos do ambiente escolar, o professor é o principal agente transformador, além da vontade de oferecer um curso que priorizasse a questão do vínculo entre teoria e prática, o que acabou por tornar-se um diferencial da organização. “Os alunos em formação, que são futuros professores, têm experiências de estágio em salas de aula desde o primeiro semestre.” 

Desde 2011, o Instituto Singularidades faz parte do Instituto Península, que também trabalha com a missão de transformar a educação brasileira a partir da formação inovadora e de qualidade de professores. Atualmente, oferece cursos de graduação – Letras, Matemática e Pedagogia -, pós-graduação voltada à formação continuada de professores e gestores educacionais, extensão, cursos online e consultoria e assessoria técnica para o desenvolvimento de projetos personalizados, inclusive em parcerias com redes públicas.

Metodologia inovadora 

Considerando o propósito de formar professores que sejam agentes transformadores da realidade de seus alunos e da sociedade brasileira, Luciana afirma que o currículo dos cursos oferecidos pelo Singularidades foram criados pensando na formação de uma sociedade equânime, sustentável e que considere a justiça social. Para isso, ela observa que são necessários cidadãos preparados para enfrentar desafios do mundo atual, o que, por sua vez, exige professores prontos para lidar com crianças e jovens. 

Para que a formação dos professores – inicial ou continuada – seja efetiva, os currículos buscam formar alunos ativos e reflexivos, que revisem e pensem em maneiras de desenvolver e melhorar constantemente sua prática. “A aula que os alunos têm no Singularidades é a aula que irão ministrar quando estiverem na educação básica. Nós chamamos isso de homologia de processo, ou seja, eles irão ensinar da mesma forma que foram ensinados. Por isso, temos muito cuidado com todo o processo de ensino-aprendizagem.” 

Com um modelo alternativo às licenciaturas tradicionalmente estabelecidas, o Singularidades faz uso de metodologias inovadoras, que vão desde a concepção de suas salas de aula, com mobiliário que pode ser rearranjado de diferentes maneiras, até o formato das aulas, com uso de mecanismos como aula ativa, sala de aula invertida, ensino híbrido, design thinking, resolução de problemas, entre outros.

“Nós acreditamos que o aluno é o centro do aprendizado e não o professor. Isso não significa que uma aula expositiva não é importante. Mas aquele modelo do professor na frente e os alunos olhando para a nuca do colega não responde mais às necessidades do mundo contemporâneo altamente complexo. Quando pensamos o professor como principal agente transformador, ele precisa estar atualizado e engajado ao que acontece na sala de aula, à realidade do mundo: um ambiente interconectado, globalizado, de muita colaboração, trabalho em rede e de um pensamento que não é mais linear.” 

Com a mudança da figura do professor como detentor do conhecimento, é seu papel estar conectado aos alunos, saber quais são as experiências e conhecimentos que cada um traz da sua realidade e vivência. É a partir desse encontro de conhecimentos e repertórios, afirma Luciana, que os docentes devem garantir que cada estudante tenha sua voz escutada, além de orquestrar o conhecimento coletivo.

Considerando essas questões, todos os currículos dos cursos do Singularidades têm como base oito micromanifestos do Projeto Caminhos que, desde 2017, apresenta proposições para o desenvolvimento da matriz curricular da instituição. São eles: cultura e educação, investigação e pesquisa, compromisso com a educação pública, ética, solidariedade e intervenção social, desenvolvimento integral, sustentabilidade humana, cidades e territórios e culturas digitais. 

Para contar com o componente diversidade na sala de aula, o instituto mantém há cerca de quatro anos um programa de bolsas de estudo. Luciana explica que os critérios utilizados para a seleção dos bolsistas são os mesmos usados pelo Programa Universidade Para Todos (Prouni) e que a organização pretende aumentar a porcentagem de alunos bolsistas. 

Associação ao GIFE   

O Instituto Singularidades chega ao GIFE e soma-se a inúmeros institutos e fundações que atuam na área educacional. Luciana afirma que entre os motivos da associação está a vontade de integrar um ambiente que promove o relacionamento e a geração e troca de conhecimento e informação, tanto sobre o terceiro setor, como sobre a atuação e as tendências específicas da área de educação. 

“Nos interessa muito saber como a educação está sendo pensada. Vemos o GIFE como um espaço de troca, que nos possibilita ter um relacionamento com o setor, além de nos alimentar para que sempre possamos pensar a nossa prática e maneiras de melhorar. Para nós, integrar o GIFE é apostar na troca de conhecimento e informações e conexão com outros atores.”

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