Maior estudo longitudinal sobre violência doméstica do país dará origem a primeiro banco de dados nacional sobre o tema

A ‘terceira onda’ da Pesquisa de Condições Socioeconômicas e Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (PCSVDFMulher) consultou 10 mil mulheres em 18 mil domicílios para levantar estatísticas sobre a violência contra a mulher no Brasil.

O objetivo do estudo é criar uma base de dados que permitirá calcular indicadores de prevalência e incidência de diversos tipos de violência doméstica a fim de facilitar o desenvolvimento de políticas públicas para reduzir a violência, subsidiar estratégias de alocação de recursos públicos, propiciar uma investigação científica multidisciplinar sobre o tema, entre outras estratégias para enfrentar o problema.

O estudo é resultado da parceria entre a Universidade Federal do Ceará e o Instituto Maria da Penha (IMP) e teve o apoio do grupo EconomistAs da FEA. A iniciativa se configura como o maior estudo longitudinal sobre violência doméstica do país e dará origem ao maior banco de dados nacional sobre o tema.

Iniciado em 2016, o projeto já realizou “duas ondas” da pesquisa, ambas em âmbito regional. Foram entrevistadas 10 mil mulheres das nove capitais do Nordeste. O primeiro levantamento mostrou que três em cada dez mulheres sofreram ao menos um episódio de violência doméstica ao longo da vida. A campeã foi a cidade de Natal, onde mais de 44% das mulheres entre 15 e 49 anos foram vitimadas por agressores em casa.

O segundo levantamento apurou os impactos da violência no mercado de trabalho. Os prejuízos somam R$ 1 bilhão ao ano devido ao grande número de faltas no emprego. Em média, as mulheres agredidas faltam ao trabalho 18 dias por ano. Mas os reflexos vão além: falta de concentração, dificuldade de tomar decisões, erros ou acidentes.

Na “terceira onda”, que teve início em 2019, a pesquisa ganhou abrangência nacional. Foram entrevistadas 10 mil mulheres de sete capitais (Belém, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo), contemplando, dessa forma, as cinco regiões brasileiras.

Para saber mais sobre a PCSVDFMulher e ter acesso aos relatórios e dados, acesse o site do IMP.

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