Primeira Oficina de Mentoria Colaborativa gera aprendizados para a Agenda de Avaliação

Produzir um espaço de aprendizagem entre pares (organizações do setor do investimento social privado) dirigido à construção coletiva de soluções para desafios reais em avaliação. Esse foi o objetivo da 1ª Oficina de Mentoria Colaborativa, realizada pela Agenda de Avaliação no dia 5 de março, em parceria com a Move Social, em São Paulo. A atividade faz parte de uma série de iniciativas que serão realizadas ao longo do ano pelo grupo para fortalecer o tema no campo do investimento social privado (ISP).

O encontro reuniu 19 participantes com níveis diversos de conhecimento e experiência em monitoramento e avaliação e percorreu as etapas de apresentação e ‘digestão’ coletiva do caso, reflexão em grupos e processamento coletivo dos aprendizados.

A experiência do projeto “Território de Todos” – uma das 25 iniciativas apoiadas pela Fundação FEAC no escopo do Programa Mobilização para Autonomia, que investe em soluções com o objetivo de assegurar a inclusão efetiva das pessoas com deficiência – foi o ponto de partida para o exercício.

O projeto é executado pela Fundação Síndrome de Down e atende a 100 pessoas com deficiência intelectual e Síndrome de Down em Campinas (SP). O objetivo é acolher as percepções das barreiras por elas vivenciadas na cidade e na vida familiar e buscar, em conjunto com as mesmas e com a rede de atendimentos intersetorial, possibilidades de superação, inserindo essas pessoas em serviços de interesse e necessidade a fim de proporcionar saúde emocional, proteção social e inclusão.

Alguns dos desafios de avaliação destacados durante a apresentação do projeto pela Fundação FEAC foram: dúvidas sobre uso da Teoria de Mudança em relação ao momento de desenvolvimento da iniciativa, formas de mensurar e demonstrar os resultados (em especial, os subjetivos), maneiras de reconhecer e avaliar progressos individuais (de cada caso) frente a resultados gerais e mais macro do projeto, qualificação da coleta de dados e dúvidas sobre conceitos e modelos de avaliação de impacto.

Aprendizados

Entre os resultados do projeto identificados pelo grupo e não identificados ou visibilizados pela própria iniciativa estão o aumento da autonomia das pessoas atendidas pelo projeto, a ampliação da rede de apoio e do convívio social e comunitário e a identificação de pessoas em situação de exclusão. Para mensuração desses resultados foram identificados alguns indicadores preliminares como participação em grupos sociais da comunidade, esferas de relacionamento criadas e volume de demanda por atendimento do projeto.

Para Joyce Setubal, analista de projetos e responsável pela avaliação no núcleo de inteligência da Fundação FEAC, um dos ganhos reais com a experiência diz respeito ao potencial do olhar externo. “Esse olhar de quem não tem conhecimento profundo e não está na execução do projeto foi muito valioso no sentido de trazer resultados, indicadores e outros elementos que nós como equipe não havíamos identificado.”

A analista conta que um dos resultados imediatos após a oficina foi agendar com a equipe que executa o projeto um momento para levar os aprendizados e, assim, qualificar as ações. “Temos a intenção de participar de outras experiências, não só para poder contar com esse olhar externo, como também para contribuir com o processo de aprendizagem de outros pares”, observa.

A realização da primeira Oficina de Mentoria Colaborativa se deu em caráter piloto. A ideia é que os aprendizados dessa experiência ajudem a aprimorar as próximas edições. O convite para as oficinas é aberto a todas as organizações associadas ao GIFE. O encontro possui capacidade para, em média, 15 a 20 participantes.

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