Rede de Investidores Sociais no Rio Grande do Sul busca sinergia entre associados gaúchos

Mais uma rede de caráter regional foi articulada a partir do contato e percepção de afinidades entre associados GIFE. Assim como iniciativas de outros estados – como a Rede de Investidores Sociais do Paraná – a Rede de Investidores Sociais no Rio Grande do Sul surge com o objetivo de trocar experiências para aperfeiçoar práticas de investimento social e fortalecer o campo no estado.

A iniciativa foi oficializada recentemente em encontro da rede. A presidente do conselho do GIFE, Beatriz Johannpeter, e a gerente de relacionamento e articulação, Ana Carolina Velasco, coordenaram o encontro, compartilhando as tendências do investimento social e os aprendizados das outras redes temáticas e regionais.

Além de criar pontes entre institutos e fundações que operam em regiões muito próximas, a articulação permite a formação de um ambiente de diálogo sobre temas estratégicos para os investidores. Muitos associados têm atuação destacada em outras Redes Temáticas promovidas pelo GIFE e devem usar a iniciativa para discutir pautas que emergem desses outros grupos.

A coordenação da rede está a cargo do Instituto JAMA e da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho (FMSS), associados de longa data. “Há algum tempo estávamos com vontade de ampliar, a partir do GIFE, nosso relacionamento com as instituições que atuam no Rio Grande do Sul, com o propósito de fortalecer e dar mais relevância ao Investimento Social Privado (ISP) atuante no Estado. No primeiro encontro, percebemos que era uma vontade de todos e isso dá uma boa perspectiva de construção dessa rede”, comenta Lucia Ritzel, gerente-executiva da Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho.

Janaina Audino, executiva do Instituto JAMA, fala sobre a importância da cooperação. “Hoje percebemos que a troca de experiências com outras organizações qualifica o processo estratégico do instituto, porém, sentimos que por questão geográfica ficamos distantes de algumas discussões [do eixo Rio-São Paulo]. Assim, além de fortalecer e dar relevância ao terceiro setor no Estado, a RIS/RS foi articulada a partir da caminhada de outras redes estaduais com o propósito de iniciarmos um diálogo para ampliar a discussão do ISP na região.”

As executivas explicam que mesmo com perfis organizacionais diferentes, o primeiro encontro da rede mostrou que são muitos os desafios comuns e que, juntos, são mais fortes. “Isso indica que a sinergia pode acontecer a partir da troca de conhecimentos entre os associados. Enquanto uns dominam mais alguns assuntos específicos, outros podem se beneficiar quando o conhecimento é compartilhado”, aponta Janaina.

Atuação

Para organizar os trabalhos, foi estabelecido um calendário de encontros, com formatos variados, nos quais serão abordadas pautas relacionadas a questões estratégicas para a rede. “A ideia é que, inicialmente, sejam realizados encontros para aproximar os participantes, a partir das discussões de temas comuns e colaboração, além de mobilização para ampliação da rede GIFE no Estado”, conta Lucia.

Entre os temas estratégicos definidos como prioridades para a rede estão fortalecimento da sociedade civil, parcerias/financiamento, novas tendências/inovação social e incentivos fiscais. A proposta é que, ao longo da agenda do ano, cada associado seja anfitrião de um dos encontros, trazendo para o grupo dados e proposições que contribuam e inspirem ações para a região do Rio Grande do Sul e outras localidades de operação dos associados.

“Os associados estão engajados para contribuírem e fortalecerem o setor nos seus territórios. Participar da criação desses espaços de diálogo tem sido um aprendizado de muito valor para o GIFE, que acredita no sucesso e no poder das redes, que conta também com o potencial de ampliar os aprendizados para outros investidores sociais do local”, complementa Ana Carolina Velasco.

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