Todas as formas de violência contra meninas e mulheres cresceram de forma acentuada no último ano, mostra pesquisa

Por: GIFE| Notícias| 24/03/2025
Violência contra mulheres também acontece com a negação de direitos básicos

Em sua quinta edição, a pesquisa “Visível e Invisível: Vitimização de Meninas e Mulheres” traz dados inéditos sobre as distintas formas de violência contra meninas e mulheres brasileiras experienciadas nos últimos 12 meses. O levantamento, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, constatou que todas as formas de violência apresentaram crescimento acentuado em relação aos anos anteriores. 

“É fato que estamos diante de um crescimento que pode, sim, resultar na forma mais grave e definitiva de vitimização: o feminicídio”, alerta a publicação, que ressalta o aniversário de 10 anos da Lei do Feminicídio, sancionada em 2015 pela então presidenta Dilma Rousseff, e o alcance que o debate sobre desigualdade de gênero atingiu no Brasil desde então. No entanto, uma série de turbulências políticas e econômicas também se seguiram no país, levando a um “retrocesso democrático”. Junto com ele, o crescimento da violência contra meninas e mulheres.

Os dados indicam que 37,5% das mulheres vivenciaram alguma situação de violência no último ano, a maior prevalência já identificada. Significa, em números absolutos, que ao menos 21,4 milhões de brasileiras foram vítimas de violência nesse período. As mulheres vitimadas relataram, em média, mais de três tipos diferentes de violência, evidenciando a complexidade e a recorrência das agressões enfrentadas. 

Sobre o perfil das vítimas, a maioria (43,6%) têm entre 25 e 34 anos e é negra (37,2%); atingindo todas as escolaridades, mas com prevalência geral para as com ensino médio (39%); 46% são separadas ou divorciadas.

O estudo também apresenta hipóteses para o crescimento da violência contra a mulher. Entre eles, o legado de quatro anos de desfinanciamento de políticas de prevenção e enfrentamento dessa violência por parte da última administração federal. Além da ação política de movimentos ultraconservadores, como os grupos redpills nas redes sociais. 

Para acessar a pesquisa na íntegra, clique aqui.


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