63 milhões de brasileiros vivem com menos de R$ 500 por mês, aponta estudo

A pandemia, que atingiu o mundo inteiro, também tirou o véu das desigualdades em algumas nações. No Brasil, indicadores apontam que 55% dos brasileiros vivem com algum tipo de insegurança alimentar, sendo que 38% das famílias dependem de doações para se alimentar. No país, 1 a cada 3 brasileiros, total de 63 milhões de pessoas, sobrevivem com a quantia de R$ 500 por mês/per capita. Sendo que, 62% dos brasileiros vivem com renda familiar de até R$ 3.850 por mês, somando a renda de todos.

As desigualdades atravessam a Saúde, a Educação e chegam a serviços como Saneamento Básico. No Brasil, 73% dos brasileiros não possuem esgoto tratado e 71% das famílias não têm plano de saúde. Outros 16% sequer possuem acesso a água tratada. Estes dados foram apresentados durante o evento Legado, realizado pelo Santander e o Movimento Bem Maior em parceria com o Plano CDE.  

Quanto à educação, os pequenos avanços, ainda lentos, chamam a atenção.  80,5% dos jovens brasileiros estudam em escolas públicas. Na década de 80, apenas 1 em cada 20 jovens terminava o Ensino Médio. Atualmente mais da metade das pessoas de 25 anos ou mais não completaram o ensino médio, o que significa que, apesar de um aumento de jovens que terminam esse ciclo educacional, o número dos não concluintes ainda é alarmante.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua – IBGE em 2020, com dados de 2019, 69,5 milhões dos adultos brasileiros não concluíram o ensino médio. No Nordeste, 60,1% dos adultos não completaram o ensino médio, 3 em cada 5 pessoas. Entre as pessoas brancas brancas, 57,0% tinham concluído esse nível no país, enquanto a proporção reduz para 41,8% entre pretos ou pardos.

Entre as 50 milhões de pessoas de 14 a 29 anos do país, 20,2% que não completaram alguma das etapas da educação básica, temos 71,7% pretos ou pardos, ou seja, das cerca de 10 milhões que pouco mais de 7 milhões são negras.

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O papel do Investimento Social Privado

Com essa realidade, ter projetos que auxiliem a população transformando vidas através do acesso à direitos básicos é de fundamental importância para um país mais igualitário. O investimento social privado (ISP) mobilizou, em 2020, R$ 5,3 bilhões, segundo dados do Censo GIFE. A filantropia tem um papel fundamental neste cenário, por sua capacidade de fortalecer a agenda de redução das desigualdades e de orientar os investimentos nesse sentido, a partir de suas organizações e estratégias. 

 

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