Com 15 anos de atuação, Fundação Fernando Henrique Cardoso chega ao GIFE

Segundo a Lei nº 8.394, de 1991, os presidentes da República têm o dever de preservar, organizar, proteger e disponibilizar ao público seus acervos documentais privados. Combinado a uma decisão pessoal do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, esse foi um dos motivos que levou à criação do Instituto Fernando Henrique Cardoso em 2004, que em 2010 passou a se chamar Fundação Fernando Henrique Cardoso.

Com a missão de promover o debate público, a produção e a disseminação de conhecimento sobre os desafios do desenvolvimento e da democracia no Brasil, a Fundação funciona também como um centro de pesquisa e debate sobre democracia e desenvolvimento no mundo. 

Para alcançar esses objetivos, a organização conta com três áreas principais de interesse e atuação: política nacional e internacional, economia nacional e internacional e relações internacionais, áreas cada vez mais afetadas pelas novas tecnologias, em particular de informação e comunicação, e por novas relações de poder entre indivíduos, comunidades, sociedade civil, empresas e estados.

“A escolha dessas áreas e a atenção sobre os fenômenos de mudança social e política decorrem da própria trajetória do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso como intelectual e homem público”, explica Sergio Fausto, superintendente da Fundação. 

Projetos 

Com sede na cidade de São Paulo, a Fundação mantém projetos relacionados tanto ao meio digital quanto à exposição de arquivos pessoais de FHC.

Criada em 2007, a Plataforma Democrática é uma iniciativa realizada em parceria com o Centro Edelstein de Pesquisas Sociais, cujo objetivo é fortalecer a cultura e as instituições democráticas no Brasil e na América Latina a partir do desenvolvimento de pesquisas, publicações, seminários e debates sobre as transformações da sociedade e da política na região e no sistema internacional. Sérgio explica que foi uma vontade do próprio Fernando Henrique retomar, reforçar e atualizar o diálogo intelectual e político entre o Brasil e os demais países da região. 

Destinada especialmente a tomadores de decisão, jornalistas, líderes empresariais, acadêmicos e também a toda a sociedade civil, a Plataforma é uma ferramenta que, a partir de uma gama de produtos, busca promover o aprendizado democrático da cidadania, além de incentivar uma cultura que valoriza a argumentação e a pluralidade de pontos de vista. 

Também é no âmbito online que está a publicação bianual do Journal of Democracy em Português. Como o nome adianta, trata-se da tradução de alguns artigos que compõem as edições do Journal of Democracy, publicação sobre teorias e práticas da democracia lançada em 1990 e publicada pelo National Endowment for Democracy

“O Journal é o melhor periódico não acadêmico sobre temas relacionados à democracia, sua melhoria e desafios, que são tópicos globais. Ao trazer artigos sobre países em particular e sobre grandes questões como participação, accountability e equilíbrio de poderes, o Journal dissemina essa discussão pelo mundo”, reforça Sergio. 

Além de traduzir alguns artigos da versão norte-americana – o que quebra a barreira do idioma e contribui para disseminar ainda mais o tema -, a Fundação FHC também promove a produção de artigos por intelectuais brasileiros com reflexões sobre a democracia a partir da ótica das experiências e desafios brasileiros. As traduções e a produção dão origem a duas edições por ano, que são disponibilizadas online gratuitamente.  

Outro exemplo de programa desenvolvido pela Fundação é o Diálogos com um presidente. Alunos do Ensino Médio e de universidades de São Paulo têm a oportunidade de conhecer a exposição sobre o plano real e o processo de redemocratização do Brasil, além de conversar e fazer perguntas a Fernando Henrique. Sergio explica que a ideia por trás do programa é oferecer aos jovens a oportunidade de falar com uma pessoa que teve a responsabilidade de enfrentar os desafios diários da condução de um país. 

Associação ao GIFE 

Fazer parte de um espaço de troca de experiências e desafios em comum é o que motivou a Fundação FHC a se associar ao GIFE. Segundo Sergio, apesar de ser diferente da maioria das organizações que compõem a rede do GIFE – por atuar sobretudo com debate de ideias e conhecimento, enquanto outras dedicam-se à responsabilidade social -, há pautas de interesse mútuo. 

“Há questões de natureza organizacional, de captação e discussões sobre o papel que essas organizações têm a desempenhar na sociedade civil que são de interesse comum, criando um espaço de troca proveitosa em que todos podem participar”, afirma.

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