Fronteiras da Ação Coletiva é tema do 11º Congresso GIFE

A cada dois anos, o GIFE articula um espaço de debate, reflexão e troca de experiências sobre a prática do investimento social privado (ISP), suas tendências, características e desafios. Referência para o setor, o XI Congresso GIFE, que acontecerá de 20 a 22 de maio, em São Paulo, será especial: o evento marca os 25 anos do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas. 

A intenção por trás do tema escolhido para 2020, Fronteiras da Ação Coletiva, é colocar no centro do debate as agendas e horizontes para a produção de inovação positiva na filantropia e na construção pública no Brasil, que fronteiras devem ser ultrapassadas e os desafios envolvidos nesse processo. 

Trata-se de uma oportunidade para questionar qual é o papel da filantropia e do investimento social privado no enfrentamento de desafios como intolerância, aprofundamento das desigualdades, a crise climática instaurada e a instabilidade social e econômica. A sociedade civil, juntamente com o setor privado e público e colaborações internacionais e da academia, pode fazer uso de novos arranjos colaborativos que, partindo de valores comuns, entre eles a democracia, equidade, diversidade, desenvolvimento econômico e sustentabilidade, ajudem a encontrar as soluções para esses desafios.

José Marcelo Zacchi, secretário-geral do GIFE, reforça a convergência do tema com o presente momento do país e a necessidade de, no âmbito do XI Congresso GIFE, discutir diferentes temas estratégicos da agenda pública. “No contexto dos 25 anos do GIFE, será necessário visualizar modos de atuar na comunicação, na mobilização e no engajamento das pessoas e na mobilização de recursos, não só para somar a diversidade do setor do investimento social privado e da filantropia, mas também no movimento de nos reposicionar para darmos nossa contribuição com o objetivo de preservar uma trajetória do país que é de adensamento do espaço cidadão, da vida democrática, da afirmação do valor da diversidade e da pluralidade na nossa existência coletiva e do ganho constante de capacidades para enfrentar os desafios que estão colocados para nós a cada momento como sociedade.”

Fronteiras da Ação Coletiva

A decisão pelo tema teve início com a realização da 1ª Mostra GIFE de Inovação Social que, em setembro de 2019, atraiu mais de 1.300 pessoas para conhecerem as quase 300 soluções criadas ou apoiadas pelo ISP. Erika Sanchez, coordenadora geral do XI Congresso GIFE e também da Mostra, explica que uma trilha focada em inovação une os dois eventos. Se a Mostra dá luz a iniciativas que acontecem graças ao apoio do investimento social privado e da filantropia, o Congresso busca ser um espaço de autorreflexão sobre as capacidades de ação e inovação do setor diante de novas fronteiras. 

Além disso, ao reunir os principais investidores sociais do país, dirigentes de organizações da sociedade civil, acadêmicos, consultores e representantes de governos, espera-se que o Congresso seja um espaço de debate de temáticas que não estiveram nas agendas ao longo do ano. 

Erika explica que, em 2019, o GIFE uniu esforços na criação e manutenção de espaços em diferentes formatos – entre grupos, agendas e Redes Temáticas -, para reforçar discussões antes realizadas pontualmente. Por isso, essa importante linha de atuação do GIFE – rede e articulação – cresce em intensidade, diversidade temática e número de encontros, o que permite incorporar no dia a dia de diversas organizações conversas que eram realizadas a cada dois anos.  

“Assim, abre-se espaço para que, no Congresso, possamos refletir sobre o que não está sendo debatido no dia a dia e o que nos ajuda a ter uma visão mais estratégica e de longo prazo. Com o tema Fronteiras da Ação Coletiva, queremos promover momentos para refletir sobre quais são os desafios contemporâneos do século 21 – tão próprios do momento que vivemos, tanto no Brasil como no mundo -, o que eles representam e significam e como podemos incorporá-los na atuação e visão de longo prazo”, afirma a coordenadora.   

Formatos 

Parte da inovação presente na temática e concepção do evento deve aparecer nos formatos dos debates e exposições ao longo da programação. Erika afirma que, em um movimento de construir uma agenda que estimule conversas mais participativas e horizontais, o GIFE optou por diversificar ainda mais os formatos que irão compor os três dias de encontro, com diálogos, dinâmicas, apresentação de cases, experiências, erros e acertos.  

“Não se trata de uma substituição, mas teremos maior diversidade de formatos, mecanismos e ferramentas que ajudem na interação dos participantes. No X Congresso GIFE, realizado em 2018, usamos o aplicativo, por exemplo. Então estamos refletindo sobre como podemos aproveitar ainda mais esse recurso para promover mais interação”, explica a coordenadora. 

Programação 

Com o objetivo de possibilitar que as discussões realizadas no âmbito do Congresso sejam cada vez mais diversas e que essa diversidade se reflita também no público que comparece ao evento, já tornou-se um costume a realização de uma programação fechada – exclusiva para os inscritos pagantes – e uma aberta – gratuita e acessível a qualquer interessado. 

Segundo Erika, essa edição do Congresso irá aprofundar a integração entre os dois modelos. “Para compor a programação como um todo será muito importante olharmos para as duas programações como um conjunto único, mesmo que uma seja totalmente gratuita e a outra seja exclusiva para quem paga a inscrição.”

Além de diversificar o público, outro objetivo por trás da programação aberta é convidar associados e parceiros a propor e organizar atividades em diferentes formatos. Estão reservados para esses momentos a manhã do dia 20 de maio, a noite do dia 21 e a tarde do dia 22. 

Além de contar com a coordenação e apoio do GIFE, os proponentes das atividades podem divulgá-las para suas redes, uma vez que a programação aberta demanda somente inscrição prévia. “A partir do conjunto de inscrições que recebermos, o GIFE tem o papel de organizar e estruturar a programação aberta junto com os proponentes. Muitas vezes, recebemos três propostas de atividades sobre o mesmo tema. Nesses casos, optamos por articular e fazer uma coisa única, pois nossa intenção é incluir o máximo de propostas possíveis que, claro, dialoguem e tenha sinergia com o foco do congresso”, explica a coordenadora. 

O formulário para sugestão de atividades para compor a programação aberta do Congresso receberá propostas até 31 de janeiro de 2020. O edital completo está disponível neste link e as inscrições podem ser feitas no site do evento. Informações adicionais ou dúvidas podem ser consultadas pelo e-mail [email protected]

Inscrições 

Todos os interessados em participar do XI Congresso GIFE podem realizar sua inscrição no site do evento, que conta com valores diferenciados para associados GIFE. Até 14 de fevereiro, os valores de participação permanecem no segundo lote, com aumento progressivo conforme aproximação do evento. Todos os valores estão disponíveis neste link, com informações referentes a descontos para grupos e credenciamento de imprensa.  

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