Fundação Roberto Marinho debate evasão escolar e distorção idade/série no Canal Futura

No início de 2019, a Fundação Roberto Marinho (FRM) desenvolveu uma campanha de mobilização por ocasião do Dia Internacional da Educação (28 de abril). A Campanha apostou em uma metodologia colaborativa de construção, onde institutos, fundações, empresas, organizações da sociedade civil (OSCs) e entes públicos participaram ativamente do planejamento de atividades presenciais, ações de mobilização digital e da definição de pautas para produção de conteúdos. A iniciativa contou com a adesão de 92 parceiros, que desenvolveram atividades presenciais e/ou virtuais em seus territórios e redes.

Como parte da ação, a FRM produziu e exibiu 81 programas no Canal Futura. Dentre eles, a série “Entrevista: Evasão Escolar no Brasil”, na qual a educadora Mônica Pinto, gerente de desenvolvimento institucional da FRM, conversa com Ricardo Paes de Barros, economista-chefe do Instituto Ayrton Senna e professor do Insper, sobre o contexto do acesso e permanência de crianças e jovens na Educação Básica brasileira. Ao longo de quatro episódios, o economista analisa o cenário no país e aponta políticas públicas e boas práticas que mostram caminhos para enfrentar os desafios da educação de jovens estudantes.

Reconhecendo os avanços da educação pública no Brasil nos últimos 30 anos que não geraram ainda os resultados necessários, a série aborda dois fenômenos preocupantes: evasão escolar e distorção entre a idade do estudante e a série adequada.

Segundo dados do Censo Escolar 2018, estudantes adolescentes e jovens repetem, em média, dois anos escolares, gerando a chamada distorção idade/série: nos anos finais do Ensino Fundamental, cerca de 25% dos estudantes estão defasados, enquanto no Ensino Médio são cerca de 28% dos estudantes que não estão cursando a série esperada. Além disso, um grande número de alunos não conclui a Educação Básica, em especial o Ensino Médio: em torno de 1 em cada 4 jovens sai da escola sem terminar seus estudos.

Além de debater esses e outros dados, a série tratou das causas que geram esses resultados e políticas públicas já existentes no Brasil e no exterior que podem inspirar a criação de soluções efetivas para esses desafios.

Para Mônica, o debate e o estudo detalhado sobre as questões de defasagem idade/ano e evasão são essenciais para inspirar a construção de uma escola atraente, que faça sentido para as juventudes, que gere de fato aprendizagem de qualidade, que prepare esses jovens para suas vidas nas distintas dimensões: pessoal, social e profissional.

“São imensos os desafios educacionais que vislumbramos, já que pouco sabemos sobre o mundo daqui a dez, vinte anos. A sociedade tem a responsabilidade de cuidar de suas crianças e jovens para viver com prosperidade em um tempo futuro imprevisível e desconhecido”, observa.

Episódios

No primeiro episódio, “Cenários: acesso e permanência”, o economista questiona: “Afinal, é o estudante que abandona a escola ou a escola que abandona o estudante?”.

No segundo, “Causas da evasão e defasagem”, o debate aponta os muitos motivos que fazem com que um jovem não se engaje com a escola, dentre os quais, questões ligadas ao contexto socioeconômico, à relação do jovem com a estrutura da escola atual e a processos pessoais vividos nesta faixa etária.

“Políticas Públicas” é o tema do terceiro episódio da série, no qual Ricardo ressalta a necessidade de que gestores, escolas e educadores estejam atentos e identifiquem jovens que vão acabar deixando de estudar e aponta os principais aspectos a serem levados em conta na formulação de políticas públicas para a educação de adolescentes e jovens no Brasil do século 21.

O último episódio, “Soluções e boas práticas”, aborda os programas existentes no Brasil que atuam para oferecer aos alunos a possibilidade de avançar nos estudos e pauta medidas e iniciativas que apresentam bons resultados no enfrentamento da distorção idade/série e da evasão escolar.

Responsabilidade é de todos os setores da sociedade

Para a gerente da FRM, tanto o investimento social privado, quanto os gestores públicos responsáveis por distintas áreas – saúde, educação, assistência social, cultura e trabalho –, devem dialogar para a construção de iniciativas e políticas públicas, sempre em interlocução com os jovens.

“Eles são partícipes e precisam de nosso engajamento e apoio no planejamento e efetivação de seus projetos de vida. Cuidar de todos e de cada um é dever de uma sociedade responsável, próspera e promissora.”

A série “Entrevista: Evasão Escolar no Brasil” está disponível no Futura Play.

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