GIFE conta com nova Rede de Investidores Sociais (RIS) do Interior Paulista

Mais uma Rede de Investidores Sociais (RIS) acaba de ser criada com o apoio do GIFE, chegando agora ao interior do Estado de São Paulo. A iniciativa pretende fortalecer o investimento social na região, aprofundar temáticas específicas e de interesse comum relacionadas ao ISP em consonância com as áreas de atuação de institutos, fundações e empresas locais, estabelecendo um espaço de articulação, aprendizado e atuação colaborativa.

“Vemos nesta nova RIS uma ótima oportunidade para levar as discussões, aprendizados e ações sobre investimento social que temos na cidade de São Paulo para outras regiões. Esse movimento é fundamental para o desenvolvimento do setor como um todo. O grupo tem uma motivação muito grande em aprender e estar em sintonia com as agendas estratégicas do GIFE”, comenta Erika Sanchez Saez, gerente de Fomento e Inovação do GIFE. Ela destaca também as outras RIS já criadas pelo país, como a de Curitiba e do Distrito Federal.

O primeiro encontro da RIS Interior Paulista aconteceu no dia 17 de agosto, em Campinas, e reuniu cerca de 30 pessoas. Entre as organizações participantes estiveram: Fundação Educar DPaschoal, Fundação FEAC, Fundação Raízen, Fundação Romi, HZK Marketing, Instituto 3M, Instituto CPFL, Instituto Estre, Instituto Phomenta, Instituto Votorantim, Jequitibá Rugby, MANN HUMMEL Brasil, MATERA Systems e SKF do Brasil.

A Fundação Educar DPaschoal e a Fundação FEAC, associadas ao GIFE, estão à frente da RIS e destacam a importância deste novo grupo para o setor. Camila Cheibub Figueiredo, gestora da Fundação Educar DPaschoal, destaca que, muitas das organizações já realizavam, inclusive, projetos e programas em parceria, mas faltava um espaço permanente para discussões específicas das demandas dos investidores no interior.

Para Leandro Pinheiro, superintendente Socioeducativo da Fundação FEAC, a expectativa é que a RIS se torne um espaço permanente de troca de experiências e possibilite uma atuação articulada.

O primeiro encontro foi um momento para os participantes entenderem o processo de funcionamento das redes temáticas no GIFE.  Além disso, foi espaço para compartilharem suas expectativas em relação ao grupo e fazer sugestões para a nova RIS. Entre os assuntos apontados como prioritários, estão questões como o alinhamento do ISP às políticas públicas, o alinhamento do ISP ao negócio e o fortalecimento de organizações da sociedade civil de base.

Mariana Rico, gerente Institucional do Instituto Estre – com sede em Paulínia –, participou do encontro e apontou as novas oportunidades que este espaço pode trazer para os investidores locais. “Além de conhecer a atuação dos outros associados do GIFE na região, é uma chance de podermos estabelecer novas parcerias e, futuramente, atuarmos juntos também. Isso, com certeza, potencializa a nossa atuação e o impacto do nosso trabalho”, disse a gerente.

Atualmente, o Instituto desenvolve na região uma série de iniciativas. Entre elas a implementação do Projeto Escolas Sustentáveis em 20 instituições de ensino na região de Campinas, visando fomentar a construção de espaços educadores mais sustentáveis. Além disso, promove oficinas pedagógicas sobre o ciclo do lixo na própria sede do Instituto, recebendo escolas diariamente no local. Oferece também atividades de contação de histórias em praças, escolas e demais espaços públicos sobre consumo, cidadania e resíduo.

Próximos passos

A proposta é o que o grupo possa se reunir bimestralmente ou trimestralmente para compartilhar práticas e aprofundar as temáticas propostas. O próximo encontro será em outubro, na sede do Instituto Estre e uma nova reunião deverá acontecer no final de janeiro de 2018.

“Ficamos realmente muito animados com o resultado do primeiro encontro, com o interesse de todos os participantes. A ideia é convidarmos ainda mais organizações para ampliarmos a rede. Há muitos investidores sociais da nossa região que não têm acesso às agendas estratégias do GIFE e conseguirmos levá-las para o debate irá qualificar muito o ISP no interior de São Paulo”, comenta Camila Figueiredo.

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