Manual de Comunicação chama atenção para terminologias do público LGBTI+

Para ajudar profissionais da mídia a usar e propagar termos corretos, a Aliança Nacional LGBTI+ e a Rede Gay Latino lançaram o Manual de Comunicação LGBTI+. Além de promover a compreensão sobre diversas terminologias, o guia também pretende contribuir para a diminuição de preconceitos e estigmas, combater a discriminação de gênero e fortalecer a democracia, chamando atenção para a população lésbica, gay, bissexual, travesti, transexual e intersexual (LGBTI+)*.

O material é dividido em dois blocos, ‘Introdução’ e ‘Para abordar a população LGBTI+ na mídia’, cada um com cinco capítulos: 1. Sexualidade, gênero e sexo biológico; 2. Orientação sexual; 3. Identidade e expressão de gênero; 4. Discriminação, Preconceito e Estereótipo; 5. Conquistas e avanços; 6. Não erre! Termos e comportamentos a evitar; 7. Substitua preconceito por informação correta; 8. Sugestões de pautas do Movimento LGBTI+; 9. Datas para se pautar e 10. Bandeiras e Símbolos.

O manual também colabora para desconstruir ideias pré-concebidas e comumente aceitas na sociedade. No capítulo dois, sobre orientação sexual, o texto explica que as três preponderantes – pelo mesmo sexo/gênero (homossexualidade), pelo sexo/gênero oposto (heterossexualidade) ou pelos dois sexos/gêneros (bissexualidade) – não são as únicas.

Além de apresentar definições sobre o público LGBTI+, o guia traz também definições relacionadas a discriminação, preconceito e estereótipo, como por exemplo, LGBTfobia: “medo, a aversão, ou o ódio irracional a todas as pessoas que manifestem orientação sexual ou identidade/expressão de gênero diferente dos padrões heteronormativos”.

Inspiração

A iniciativa teve como inspiração manuais de várias partes do mundo. Além disso, muitas das suas 104 páginas são dedicadas a relatar experiências de outros países, como as leis sobre o direito à identidade de gênero das pessoas de Malta e da Argentina. Pesquisas como a da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Pessoas Trans e Intersexuais (ILGA), que versa sobre Leis Sobre Orientação Sexual no Mundo e termos e expressões que devem ser evitadas pelos profissionais de comunicação, como desvio ou normalidade sexual, e até mesmo parada gay, são citados no manual.  

É apresentado também um breve histórico da caminhada das pessoas LGBTI+ desde a pré-história, passando pela Grécia nos anos 3.000 a 1.400 a.C, até os dias atuais. Com apoio institucional de diversos atores, incluindo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), o material, lançado em maio, está disponível neste link para todos os interessados.

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