Pesquisa aponta papel e impacto de jovens no mercado de trabalho

Para entender qual é a influência e as vontades do jovem brasileiro no mercado de trabalho, a Fundação Estudar, em parceria com a consultoria a.karta, lançou a pesquisa O Impacto dos Jovens nas Organizações.  

Em um contexto mundial onde mais da metade da população tem menos de 30 anos, o objetivo da pesquisa foi entender, a partir de reflexão sobre as estruturas das instituições, como essa geração nascida entre 1993 e 2000 influencia o mercado de trabalho.

Levantamento de dados  

A pesquisa foi feita de forma online, a partir de um questionário com 37 perguntas. Dessas, vinte versavam sobre a postura dos jovens dentro de seus locais de trabalho. As outras dezessete foram destinadas a temas como experiências acadêmicas e profissionais para ajudar a traçar o perfil dos 1.051 respondentes.

A maioria deles trabalha atualmente (72%) e tem nível de escolaridade completo (78%). Algumas vertentes da pesquisa deixam claro que a geração confia no seu potencial e influência, uma vez que 76% dos respondentes acredita que têm impacto na maneira de atuação da organização na qual trabalha, mesmo sem ocupar um cargo de liderança.

Por terem a tecnologia praticamente como uma extensão corporal, a concepção de trabalho  na visão desses jovens muitas vezes é diferente da visão de líderes de outras gerações e organizações consolidadas, o que gera atrito e falta de compreensão sobre o papel e impacto dessa nova geração.

Sendo assim, o protagonismo dos jovens depende de quanto a organização ou empresa está aberta a ouvir suas ideias e propostas. A pesquisa aponta que essa noção de “na organização em que trabalho, a oportunidade sou eu quem crio” é mais presente no terceiro setor (74%) e startups (53%), seguidas de perto por empresas privadas (51%).

Segundo o material, isso se relaciona diretamente com os modelos de gestão dos locais de trabalho, uma vez que estruturas rígidas e hierárquicas são apontadas como a segunda barreira mais significativa em organizações (54%), perdendo somente para vícios em comportamentos e processos já estabelecidos (71%). A vontade de encontrar uma estrutura mais horizontal faz com que os jovens valorizem a transparência das informações, treinamento e mentoria, propósito e respeito à diversidade.

A pesquisa traz ainda ideias e ações para potencializar o impacto dos jovens. Segundo Anamaíra Spaggiari, gerente de produtos da Fundação Estudar, “os jovens que têm impactado as organizações em que atuam almejam por direcionamento, orientação, abertura para discussão e feedback de suas ideias.” Nessa linha, os respondentes avaliaram que um bom líder é aquele que sabe orientar e ajudar no caminho (98%), sabe ouvir e aplicar feedbacks (97%) e cria relações de confiança e colaboração (96%).

Algumas medidas que podem ajudar no relacionamento com essa geração, proporcionando crescimento para os envolvidos no trabalho e para a própria organização, são: promoção de uma cultura de liderança mais horizontal, criação de fóruns de troca e mentoria aberta, discussão e revisão de modelos de gestão, formação para que o jovem saiba influenciar, entre outras.

Acesse o material

O estudo completo está disponível para download. Acesse aqui.

 

Related news