UNESCO lança campanha de apoio a jovens que buscam o direito à educação

 

Considerando que “assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos” é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a UNESCO lançou, juntamente com uma versão para jovens do Relatório de Monitoramento Global de Educação (GEM), a campanha #QueméResponsável.

A iniciativa considera que os jovens têm um papel vital em responsabilizar os governos por proverem educação de qualidade e para todos. O documento, disponível em inglês no site da UNESCO, tem introdução de Salam Al-Nukta, uma estudante que luta pelo direito à educação.

Ela abre a discussão ao afirmar que jovens que frequentam a escola têm maior probabilidade de interagir com pessoas de diferentes culturas e grupos étnicos, além de entenderem o mundo mais facilmente, terem ideias que podem mudá-lo, além de poderem embarcar em jornadas que permitem um mergulho mais profundo em suas próprias identidades e imaginações.

Em seguida, a jovem faz uma comparação do acesso à educação com o acesso ao topo de um pico, onde somente alunos que nasceram próximos desse pico podem frequentar a escola e completa defendendo que os jovens devem ser os responsáveis por criar um mundo no qual a educação não seja um privilégio ou um prêmio, e sim um direito humano.

Depois da abertura, o documento traz, com desenhos e em uma linguagem simples, o que é responsabilidade e por que ela não se concentra somente em uma pessoa. Em um exemplo simples, o documento argumenta que as escolas são responsáveis por prover ambientes propícios à aprendizagem. Entretanto, o governo é responsável pelo financiamento, os professores por respeitar as normas profissionais e os alunos por se comportarem de maneira adequada.

Ao longo dos capítulos, o relatório exemplifica ações desenvolvidas por jovens do mundo todo e também traz argumentos sobre a divisão de responsabilidades pela educação. Nesse sentido, são apresentadas algumas características importantes de um sistema efetivo, no qual todos têm um papel a cumprir, com apoio da sociedade civil, de movimentos estudantis, do poder investigativo da mídia, entre outros. A participação e consulta à população também é citada como fator importante, e, nesse quesito, o documento traz o exemplo do Brasil ao relatar que mais de 3,5 milhões de pessoas participaram na consulta do Plano Nacional de Educação (PNE).

Ainda, o documento também destaca a fala da estudante brasileira Filomena: “O sistema educacional é um quebra-cabeça onde cada ator tem o seu papel. Quando alguém quebra a corrente, isso impacta o sistema inteiro”. Assim como exemplos do Brasil, o relatório traz relatos de diversas partes do mundo, como por exemplo do Chile, onde estudantes começaram a protestar, em 2006, contra a privatização e divisões socioeconômicas no sistema educacional.

Acesse a pesquisa

A íntegra do relatório para os jovens, disponível em inglês, pode ser consultada no site da UNESCO.

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