Projetos que incentivam o empreendedorismo avançam no município de Juruti (PA) com apoio do Instituto Alcoa

Encontrar caminhos de inserir a população no mundo do trabalho e incentivar o empreendedorismo são atitudes fundamentais para o desenvolvimento sustentável de um território. Com esse olhar, uma das áreas prioritárias de atuação do Instituto Alcoa (IA) é a geração de trabalho e renda. Um dos resultados das ações com esse foco é a inauguração, em julho, da Casa de Farinha da Associação de Produtores Rurais Familiares das Comunidades Nova Galileia e Nova Esperança (ASPEFANGE), na região de Juruti Velho, no Pará.

Juruti é um dos territórios onde o IA está inserido. Este ano, o município foi o primeiro do Pará a implantar o programa Cidade Empreendedora, iniciativa do Sebrae que integra gestão pública e pequenos negócios em um ambiente de oportunidades para estimular a economia local e desenvolver os municípios. Isso mostra o potencial da cidade para projetos de geração de trabalho e renda do instituto. O estímulo à inclusão produtiva, via empreendedorismo ou formação profissional, é um disparador do desenvolvimento territorial.

O Sebrae também é parceiro do IA no Projeto Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Farinha de Mandioca no município.

Empreendedorismo e mandioca

O Pará lidera a produção nacional de mandioca, raiz cultivada pela agricultura familiar que gera uma extensa cadeia de produtos como a farinha, a tapioca, a goma e o tucupi, geradores de sustento e renda para centenas de famílias. A safra anual do Estado é de 4 milhões de toneladas, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – previsão de Safra 2019. Em Juruti, projetos desenvolvidos com apoio do IA vêm alavancando essa produção. As ações foram embasadas no diagnóstico das oportunidades da agricultura familiar desenvolvido no município por meio do Projeto Nacional de Ações Integradas Público-Privadas para Biodiversidade (Probio II), do Ministério do Meio Ambiente, com o apoio do Instituto Juruti Sustentável (IJUS), iniciado em 2015.

Três principais cadeias produtivas foram identificadas nesse diagnóstico: horticultura, fruticultura, e farinha e derivados da mandioca, o que possibilitou a construção de um plano de ação que visa a melhoria da qualidade de vida da agricultura familiar no município.

No dia 11/07, foi inaugurada a Casa de Farinha da ASPEFANGE, com o apoio do IA. Em 2017, a associação recebeu incentivo para equipar uma casa de farinha e capacitar os produtores para dinamizar a cadeia produtiva da mandioca.

Outra iniciativa é o Projeto Desenvolvimento da Cadeia Produtiva da Farinha de Mandioca no Município de Juruti, aprovado pelo Edital do IA em 2018, para ser executado pelo Sebrae. O objetivo é melhorar o desempenho dos produtores, inserindo a visão empresarial e gerindo a propriedade, bem como a produção, de maneira mais profissional. Em julho, teve início a mobilização para uma série de capacitações. Em 10/7, foi a primeira sobre cooperativismo e, em 29/7, a atividade abordou a importância da qualidade dos processos. No final de agosto, está previsto um curso sobre técnicas de administração de pequenos negócios de produtores rurais.

O projeto conta com o financiamento de R$ 220 mil do IA e apoio da Secretaria Municipal de Produção e parcerias do IJUS, Cooperativa de Trabalho da Agricultura Familiar de Juruti (COOAFAJUR), EMATER e outras instituições ligadas à cadeia produtiva da farinha.

Rogério Ribas, gerente de Relações Institucionais da Alcoa Juruti, reforça a importância do aprimoramento da produção familiar e da cadeia da mandioca considerando o perfil de consumo local. “Todas essas iniciativas apoiam a vocação produtiva local. Melhoram o processo de plantio das raízes, favorecendo o beneficiamento da mandioca para produção de farinha e derivados, promovendo a redução da pobreza e fortalecendo a segurança alimentar, além de fortalecer a organização social das comunidades. A ideia é incentivar a economia de Juruti para além da dimensão mineral”, declara.

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